Há alguns anos recebi de presente um DVD com os 500 mais importantes livros já publicados no mundo em todos os tempos.
Fiquei fascinado pois na tela de meu computador tinha a meu dispor obras sobre filosofia, literatura, poesia, religião sem qualquer esforço maior do que um clic para abri-la.
Não mergulhei logo naquela minha nova biblioteca. Mas quando fiz isto no primeiro fim de semana mais folgado me surpreendi adorando o que lia e rapidamente me decepcionando com tanta fartura.
Difícil selecionar UM livro e dedicar a minha atenção TOTAL para as páginas que se sucediam na minha tela . Mais difícil era não cair na tentação de pesquisar os outros títulos para uma lida rápida enquanto dava uma pausa no primeiro título escolhido.
Confesso que pouco tempo depois da alegre descoberta guardei o meu presente precioso e só voltei a pensar nele ao escrever este texto hoje.
Este texto é sobre algo muito melhor do que os 500 livros num só lugar. É sobre os e-books e sobre a diferença que vão fazer em nossa vida.
O kindle foi inventado para dar ao leitor parte das sensações agradáveis que temos como leitores tradicionais de livros. O kindle pode ser lido na cama, no ônibus, no escritório de forma muito mais CÔMODA do que a mesma leitura feita num livro.
Não há o perigo do vento virar as páginas. De termos de pesquisar páginas mais ou menos onde achamos que paramos e deixamos de marcar enquanto vamos ao banheiro, ou beber um copo d'água.
Nele cabem uns 2000 livros, centenas de revistas e jornais atualizados a todo momento - isto nos EUA, naturalmente - e que já torna impossível compará-lo com o os meus 500 livros originais num DVD.
Na evolução do kindle não haverá mais espaço para dúvidas.
Ao sublinharmos qualquer linha será possível chegar às suas fontes, às fontes relacionadas com o tema abordado, aos livros que devam ser lidos para complementar o que se está lendo.
Será também possível acessar via dispositivo de leitura - seja o kindle , seja qualquer outro inventado ou a ser inventado - qualquer informação existente no universo sobre o tema abordado.
Hoje, numa supersimplificação pensada por mim para justificar o que vou dizer adiante, um navegador solitário num barquinho numa viagem de volta ao mundo não precisa de sextantes, nem de cronômetros, nem rádios para localizar-se em algum ponto aproximado de qualquer oceano. Ele simplesmente aperta o botão do GPS e obtem esta informação precisa instantaneamente. Como obtem na mesma tela a sua rota, os ventos,o tempo para chegar a qualquer outro ponto.E tudo o mais que queira.
Pergunto eu: terá o GPS extraído muito do componente de aventura dos navegadores solitários? Ou terá tornado esta tarefa mais acessível a todos os navegadores? Tem até uma menina de 13 anos autorizada pelos pais a fazer esta viagem até agora impedida pelos quixotes de plantão.
Pergunta exagerada? Então vamos lá: a numeração decimal em algarismos arábicos permitiu que qualquer pessoa fizesse contas, antes somente possíveis a sábios capacitados a lidar com ábacos e a registrar os seus passos, talvez em algarismos romanos. Teriam os algarismos arábicos diminuído os skills dos matemáticos ?
No caso dos e-books, ao contrário de minha reação contrária à leitura na tela, tenho tudo para crer que irão aumentar em muito a transferência de conhecimentos para nós mesmos e muito mais ainda para as gerações que vierem depois de nós.
Ninguém vai ficar menos culto, ninguém vai-se tornar mais preguiçoso, nem menos capaz de pesquisar qualquer coisa por abandonar aos poucos os tijolinhos de papel que nós tanto apreciamos.
Eles vão ser muito melhores do que nós. Se isto é pouco, digo mais: eles serão melhores do que os melhores de nós nos dias atuais.
Basta pensar um pouco, se você me permite oferecer esta sugestão.
Doses diárias de informações sobre comunicação, marketing direto, coisas que nos fazem agir, mudar de opinião e muito mais se você participar
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O Universo e o Paulo Kirschner
Há uns poucos dias escrevi uma notinha sobre meu espanto com o Universo e com a possibilidade compartilhada por mim e nada mais nada menos do que o Enrico Fermi - prêmio Nobel de Física - de podermos estar sozinhos como formas de vida no Universo.
O Paulo, um velho amigo há muito tempo não contatado,com muita atenção e carinho enviou o seu comentário que até hoje me havia passado despercebido.
Portanto este post é dedicado ao Paulo Kirschner já com um lamentável retardamento, que espero não se infiltre no que digo.
Achei sensacional nos reencontrarmos no Almanaque e mesmo sem a cerveja ao vivo vamos fazer de conta que a temos diante de nós.
Numa missa no domingo passado que assisti com Frei Clemente Kesselmeier,no mosteiro das irmãs clarissas ele abordou com muita sabedoria a questão da FÉ.
A fé na visão dele (minha interpretação)tem a vantagem de não ser passível de avaliação racional, ou intelectual.
A fé É.
Percebo no comentário dele quase como uma explicação para a minha cisma que a busca de um nível de evolução superior seja parte do programa deflagrado pelo E=MC2, original.
Evolução esta que está "marinando" entre nós, em nossas mentes e em nossa FÉ no vasto universo aguardando que aconteça algo na linha da volta do Messias para promover a grande integração de tudo e de todas as vidas.
Sinceramente gostaria de ser abençoado com uma Fé assim tão absoluta e confiante de que ao fim e ao cabo o grande objetivo do universo e de nossa evolução viva seja o de atender aos nossos mais honrados propósitos, tal como alguns de nós os consideremos honrados propósitos assim.
Foi o Frei Clemente, mais do que um padre, um amigo da família que na missa pelo Guilherme, diante da nossa dura perda de um filho, definiu a morte como um mistério incognoscível, algo muito mais confortador do que qualquer cogitação quanto a ser a perda de alguém tão amado ser ou não um justo ou injusto ato de Deus.
Este momento do mundo, pelos mais diversos motivos que não cabem neste texto antitwitteristico está buscando a Fé com muito mais empenho do que por exemplo no período existencialista de 50 anos atrás.Ou antes...
A minha proposiçao como promotor deste Almanaque - aberto como devem ser os Almanaques a todas as ideias - é que honremos a nossa capacidade de cogitar e portanto sermos dignos da capacidade maravilhosa de usarmos os nossos cérebros.
Sermos ou não sermos é mesmo a grande questão que acho um espanto ter sido assim formulada por um camarada nascido num vilarejo do interior da Inglaterra, que já era um interior da cultura no mundo daquele tempo.
E além de debatermos numa sexta-feira coisas assim ainda termos ser capazes de desenvolver programas de marketing que sem querermos acabam por ter ideias assim em seu DNA...
O Paulo, um velho amigo há muito tempo não contatado,com muita atenção e carinho enviou o seu comentário que até hoje me havia passado despercebido.
Portanto este post é dedicado ao Paulo Kirschner já com um lamentável retardamento, que espero não se infiltre no que digo.
Achei sensacional nos reencontrarmos no Almanaque e mesmo sem a cerveja ao vivo vamos fazer de conta que a temos diante de nós.
Numa missa no domingo passado que assisti com Frei Clemente Kesselmeier,no mosteiro das irmãs clarissas ele abordou com muita sabedoria a questão da FÉ.
A fé na visão dele (minha interpretação)tem a vantagem de não ser passível de avaliação racional, ou intelectual.
A fé É.
Percebo no comentário dele quase como uma explicação para a minha cisma que a busca de um nível de evolução superior seja parte do programa deflagrado pelo E=MC2, original.
Evolução esta que está "marinando" entre nós, em nossas mentes e em nossa FÉ no vasto universo aguardando que aconteça algo na linha da volta do Messias para promover a grande integração de tudo e de todas as vidas.
Sinceramente gostaria de ser abençoado com uma Fé assim tão absoluta e confiante de que ao fim e ao cabo o grande objetivo do universo e de nossa evolução viva seja o de atender aos nossos mais honrados propósitos, tal como alguns de nós os consideremos honrados propósitos assim.
Foi o Frei Clemente, mais do que um padre, um amigo da família que na missa pelo Guilherme, diante da nossa dura perda de um filho, definiu a morte como um mistério incognoscível, algo muito mais confortador do que qualquer cogitação quanto a ser a perda de alguém tão amado ser ou não um justo ou injusto ato de Deus.
Este momento do mundo, pelos mais diversos motivos que não cabem neste texto antitwitteristico está buscando a Fé com muito mais empenho do que por exemplo no período existencialista de 50 anos atrás.Ou antes...
A minha proposiçao como promotor deste Almanaque - aberto como devem ser os Almanaques a todas as ideias - é que honremos a nossa capacidade de cogitar e portanto sermos dignos da capacidade maravilhosa de usarmos os nossos cérebros.
Sermos ou não sermos é mesmo a grande questão que acho um espanto ter sido assim formulada por um camarada nascido num vilarejo do interior da Inglaterra, que já era um interior da cultura no mundo daquele tempo.
E além de debatermos numa sexta-feira coisas assim ainda termos ser capazes de desenvolver programas de marketing que sem querermos acabam por ter ideias assim em seu DNA...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Google Insights for Search= vida mais fácil
Quem escreve, quem pensa, quem trabalha com um computador promove o sucesso do Google. Mais de 70% das pesquisas que o mundo faz, o faz através do Google, o que convenhamos é a maior unanimidade já verificada neste planeta.
Hoje, talvez com algum retardo, soube da existência de uma nova ferramenta GRÁTIS do Google.
O Google Insights for Search algo tão preciso quanto era no passado descobrir um veio de ouro numa mina.
Você, porém, deve (tal como o mineiro em busca do ouro) saber explorar o que encontra.
O assunto é tão rico que alguém de nós deveria desenvolver um curso sobre o Google Insights for Search.
Vá lá e consulte a ferramenta maravilhosa e depois me diga o que descobriu.
Hoje, talvez com algum retardo, soube da existência de uma nova ferramenta GRÁTIS do Google.
O Google Insights for Search algo tão preciso quanto era no passado descobrir um veio de ouro numa mina.
Você, porém, deve (tal como o mineiro em busca do ouro) saber explorar o que encontra.
O assunto é tão rico que alguém de nós deveria desenvolver um curso sobre o Google Insights for Search.
Vá lá e consulte a ferramenta maravilhosa e depois me diga o que descobriu.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Como e por que você compra alguma coisa ... e como será o seu futuro!!!
Estou diante de um desafio merecedor - se ainda estivesse ativo - de uma consulta ao oráculo de Delfos. Que aliás não era UM oráculo, mas uma porção de mocinhas inspiradas e bem tratadas meio alucinadas por umas emanações gasosas saídas de umas fendas no chão.
O meu desafio atual é falar por 40 minutos sobre como a Internet e as mídias on line vão afetar as vendas de um determinado produto.
Mas, de certa forma, o que vou sugerir deverá ser válido para TODOS os produtos vendidos ontem sem a Internet e cada vez mais vendidos hoje com Internet também.
Sempre que sou levado a prever o futuro lembro de uma das milhares de frases de Mark Twain sobre praticamente qualquer assunto, sendo esta sobre o problema de fazer previsões, "especialmente sobre o futuro...".
Mas, tudo me leva a ter certeza de que o futuro nos levará cada vez mais para este lugar em que estou agora - diante de uma tela de computador fazendo mais e mais coisas, inclusive a BUSCAR o que poderia pensar em comprar.
Imagine-se numa rua bem movimentada numa grande cidade no início do século XX engarrafada com veículos puxados por cavalos assustados por vezes por uns poucos automóveis com motores a explosão.
Você seria capaz de NAQUELA OCASIÃO de dizer que aquela cavalhada, aquelas carruagens, aquela maneira de se movimentar em poucos anos seria abandonada. Que aquelas cocheiras, aqueles condutores, toda aquelas coisas seriam varridas do mapa pelos barulhentos automóveis?
O que se verifica - na história de nossas vidas - é que mesmo quando somos testemunhas oculares de alguma coisa dificilmente naquela ocasião somos capazes de PREVER consequências do que temos diante de nós.
Com a Internet isto não está acontecendo desta forma. Na Rocinha - grande favela do Rio de Janeiro - há mais de 100 lan houses. Nenhum jovem da Rocinha precisa que alguém lhe diga que o mundo - via Internet - vai mudar o seu futuro. Ele nem sabe que futuro é este. Ele sabe que o presente dele muda todos os dias.
Portanto não há previsor de plantão que não assegure que o futuro, dia-a-dia, vai entrar em nossas vidas pela Internet.
Mas, quanto ao futuro das vendas? Vender produtos foi o primeiro passo para que os nossos antepassados primatas de várias tribos, formassem a nossa civilização.
Para vender era preciso produzir a mais, entregar, receber algo em troca, garantir que esta operação podia ser feita sem precisar matar ninguém, estabelecer regras, leis, etc.
Hoje com todas as nossas invenções a compra de qualquer coisa que possa ser vendida passa ou deveria passar pela Internet.
Mas a Internet não é somente a mesma coisa que havia antes somente que muito mais rápida.
Todas as insuperáveis vantagens que a Internet propicia somente podem ser vistas como insuperáveis vantagens se forem usadas. E uma das maiores vantagens ao alcance de todos nós é agirmos , ou vendermos ou comprarmos , conforme os nossos mais profundos interesses.
O controle remoto da TV nas mãos de um telespectador ativo é o inferno dos publicitários. Diante do intervalo no programa ele pode emudecer a imagem, ou levá-lo a outros programas. Nosso interesse está no programa e não necessariamente nos comerciais que financiam a sua produção.
No entanto, vejam só, uma produtora de cosméticos consegue vender com mais eficiência seus produtos quando eles são integrados - demonstrados e valorizados - como enredo de novelas.
São os novos "automóveis" aparecendo aqui e ali , entre os veículos puxados por cavalos...
A boa notícia para todos os que vendam alguma coisa é que vão vender cada vez mais e cada vez mais precisamente com o apoio na Internet. O custo de cada venda vai ser menor.
A má notícia, se ter de adquirir uma nova habilidade seja ruim, é que você e todos nós teremos de deixar de lado nossas carruagens e aprender a dirigir automóveis cada vez mais rápidos.
À propósito, no templo do Oráculo de Delfos que era procurado por gente de toda a terra havia uma frase gravada no seu portal. Uma frase que poderia ser interpretada como a solução caseira que poderia poupar a viagem, os gastos e os esforços dos visitantes:
Conhece-te a ti mesmo.
É exatamente o que você, eu e todos estes 6 bilhões de pessoas na Terra tem de tratar de fazer urgente. E agora tornada muito mais fácil pela Internet. Pergunte a qualquer um dos frequentadores das lan houses da Rocinha...
O meu desafio atual é falar por 40 minutos sobre como a Internet e as mídias on line vão afetar as vendas de um determinado produto.
Mas, de certa forma, o que vou sugerir deverá ser válido para TODOS os produtos vendidos ontem sem a Internet e cada vez mais vendidos hoje com Internet também.
Sempre que sou levado a prever o futuro lembro de uma das milhares de frases de Mark Twain sobre praticamente qualquer assunto, sendo esta sobre o problema de fazer previsões, "especialmente sobre o futuro...".
Mas, tudo me leva a ter certeza de que o futuro nos levará cada vez mais para este lugar em que estou agora - diante de uma tela de computador fazendo mais e mais coisas, inclusive a BUSCAR o que poderia pensar em comprar.
Imagine-se numa rua bem movimentada numa grande cidade no início do século XX engarrafada com veículos puxados por cavalos assustados por vezes por uns poucos automóveis com motores a explosão.
Você seria capaz de NAQUELA OCASIÃO de dizer que aquela cavalhada, aquelas carruagens, aquela maneira de se movimentar em poucos anos seria abandonada. Que aquelas cocheiras, aqueles condutores, toda aquelas coisas seriam varridas do mapa pelos barulhentos automóveis?
O que se verifica - na história de nossas vidas - é que mesmo quando somos testemunhas oculares de alguma coisa dificilmente naquela ocasião somos capazes de PREVER consequências do que temos diante de nós.
Com a Internet isto não está acontecendo desta forma. Na Rocinha - grande favela do Rio de Janeiro - há mais de 100 lan houses. Nenhum jovem da Rocinha precisa que alguém lhe diga que o mundo - via Internet - vai mudar o seu futuro. Ele nem sabe que futuro é este. Ele sabe que o presente dele muda todos os dias.
Portanto não há previsor de plantão que não assegure que o futuro, dia-a-dia, vai entrar em nossas vidas pela Internet.
Mas, quanto ao futuro das vendas? Vender produtos foi o primeiro passo para que os nossos antepassados primatas de várias tribos, formassem a nossa civilização.
Para vender era preciso produzir a mais, entregar, receber algo em troca, garantir que esta operação podia ser feita sem precisar matar ninguém, estabelecer regras, leis, etc.
Hoje com todas as nossas invenções a compra de qualquer coisa que possa ser vendida passa ou deveria passar pela Internet.
Mas a Internet não é somente a mesma coisa que havia antes somente que muito mais rápida.
Todas as insuperáveis vantagens que a Internet propicia somente podem ser vistas como insuperáveis vantagens se forem usadas. E uma das maiores vantagens ao alcance de todos nós é agirmos , ou vendermos ou comprarmos , conforme os nossos mais profundos interesses.
O controle remoto da TV nas mãos de um telespectador ativo é o inferno dos publicitários. Diante do intervalo no programa ele pode emudecer a imagem, ou levá-lo a outros programas. Nosso interesse está no programa e não necessariamente nos comerciais que financiam a sua produção.
No entanto, vejam só, uma produtora de cosméticos consegue vender com mais eficiência seus produtos quando eles são integrados - demonstrados e valorizados - como enredo de novelas.
São os novos "automóveis" aparecendo aqui e ali , entre os veículos puxados por cavalos...
A boa notícia para todos os que vendam alguma coisa é que vão vender cada vez mais e cada vez mais precisamente com o apoio na Internet. O custo de cada venda vai ser menor.
A má notícia, se ter de adquirir uma nova habilidade seja ruim, é que você e todos nós teremos de deixar de lado nossas carruagens e aprender a dirigir automóveis cada vez mais rápidos.
À propósito, no templo do Oráculo de Delfos que era procurado por gente de toda a terra havia uma frase gravada no seu portal. Uma frase que poderia ser interpretada como a solução caseira que poderia poupar a viagem, os gastos e os esforços dos visitantes:
Conhece-te a ti mesmo.
É exatamente o que você, eu e todos estes 6 bilhões de pessoas na Terra tem de tratar de fazer urgente. E agora tornada muito mais fácil pela Internet. Pergunte a qualquer um dos frequentadores das lan houses da Rocinha...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
As duas últimas dicas para estudantes de comunicação
Acabei me metendo a fazer outros comentários e não postei as duas últimas dicas para novos profissionais. Você vai ver que devo ter cuidados especiais com elas.
E aqui vão elas:
1. Tem disposição de aprender e de rever seus conceitos sempre que alguma razão nova se apresente
2. Sabe e aprecia trabalhar em equipe sempre em busca das melhores soluções...
O maior defeito de um profissional de comunicação é cercar-se de conceitos definidos por si próprio (ou coletados de outros) conservados em um freezer sempre acessado diante de qualquer dúvida.
Nos meus primeiros anos na atividade na JWT me deparei - e me beneficiei - com dezenas, talvez centenas - de verdades depuradas ao longo do século XX pela agência mais experiente do mundo.
Ao pesquisar a história da publicidade no Brasil encontrei alguns dos anúncios em que a JWT nos EUA revelava sem medo de ser copiada o que havia aprendido sobre tudo o que podia ser anunciado.
Desde automóveis e cereais, e muito mais.
Para um jornalista que sequer havia concluido nesta ocasião o curso de Direito, foi um banho de sabedoria em conserva que a mim me deu a vantagem de estar tecnicamente muitos passos adiante de quem não tivesse lido nada daquilo.
Anos mais tarde na Ogilvy (Standard) me deparei com um acervo único compatível com uma agência dirigida por David Ogilvy. Não tinha, mas se fosse preciso acho que seria possível escrever lá uma "Lanterna Mágica" ( o nome destas apresentações) com o título; "O que a Ogilvy aprendeu para que um Deus tenha sucesso em lançar a sua religião!".
Brincadeirinha, mas até que está me parecendo agora uma ideia a considerar...
Mas falo disto porque a evolução do profissional de comunicação - na minha visão- requer saber tudo sobre o passado, saber o que é hoje é praticado - mas ter conhecimento e decisão para ousar fazer algo de novo, que quando dá certo, passa ser a maneira certa de fazer as coisas.
Tenho uma resistência quase indisfarçável quando me vejo falando com um interlocutor que teima em reproduzir o que Maslow, Drucker, Ogilvy, ou quem quer que seja disse.
Me vejo como alguém diante de um prédio de equlíbrio instável que só permanece de pé em função de uma série de estacas ou estais que o mantem de pé.
Daí o conselho para que sejamos capazes de abrir as nossas cabeças para ouvir - sem má vontade - as ideias novas trazidas por outros, mesmo quando elas possam contradizer algumas de nossas grande crenças.
Segurei esta dica diante da disposição desavergonhada que alguns políticos estão tendo em despir-se do que achamos que são suas velhas crenças de público, para nosso grande choque.
Pensei mais um pouco e cheguei à conclusão de políticos que tomam estas atitudes na verdade sempre foram o que demonstram ser hoje. Nós é que atribuiamos a eles virtudes desejadas por nós.
Mudar de atitudes, dentre outras coisas, está nos obrigando a todos a sermos cada vez mais virtuais, sem abandonar tudo o que sabemos off line.
Quanto ao trabalho com equipes que é a segunda e última dica desta série trata-se da coisa mais antiga do mundo.
Trabalhar com um grupo só é possível quando se respeita cada membro da equipe. Quem faz isto, e sabe fazer isto, tem como grande prêmio o sucesso impossível de ser obtido por uma pessoa só.
Por melhor que ela seja.
Como prova disto aproveito o exemplo da "Lanterna Mágica" para deuses que sugeri como uma piada acima: Não houve uma história de sucesso nesta área sem uma boa e dedicada equipe, não é ?
E os clientes no caso eram Deuses coisa que até prova em contrário nenhum leitor deste blog é.
E aqui vão elas:
1. Tem disposição de aprender e de rever seus conceitos sempre que alguma razão nova se apresente
2. Sabe e aprecia trabalhar em equipe sempre em busca das melhores soluções...
O maior defeito de um profissional de comunicação é cercar-se de conceitos definidos por si próprio (ou coletados de outros) conservados em um freezer sempre acessado diante de qualquer dúvida.
Nos meus primeiros anos na atividade na JWT me deparei - e me beneficiei - com dezenas, talvez centenas - de verdades depuradas ao longo do século XX pela agência mais experiente do mundo.
Ao pesquisar a história da publicidade no Brasil encontrei alguns dos anúncios em que a JWT nos EUA revelava sem medo de ser copiada o que havia aprendido sobre tudo o que podia ser anunciado.
Desde automóveis e cereais, e muito mais.
Para um jornalista que sequer havia concluido nesta ocasião o curso de Direito, foi um banho de sabedoria em conserva que a mim me deu a vantagem de estar tecnicamente muitos passos adiante de quem não tivesse lido nada daquilo.
Anos mais tarde na Ogilvy (Standard) me deparei com um acervo único compatível com uma agência dirigida por David Ogilvy. Não tinha, mas se fosse preciso acho que seria possível escrever lá uma "Lanterna Mágica" ( o nome destas apresentações) com o título; "O que a Ogilvy aprendeu para que um Deus tenha sucesso em lançar a sua religião!".
Brincadeirinha, mas até que está me parecendo agora uma ideia a considerar...
Mas falo disto porque a evolução do profissional de comunicação - na minha visão- requer saber tudo sobre o passado, saber o que é hoje é praticado - mas ter conhecimento e decisão para ousar fazer algo de novo, que quando dá certo, passa ser a maneira certa de fazer as coisas.
Tenho uma resistência quase indisfarçável quando me vejo falando com um interlocutor que teima em reproduzir o que Maslow, Drucker, Ogilvy, ou quem quer que seja disse.
Me vejo como alguém diante de um prédio de equlíbrio instável que só permanece de pé em função de uma série de estacas ou estais que o mantem de pé.
Daí o conselho para que sejamos capazes de abrir as nossas cabeças para ouvir - sem má vontade - as ideias novas trazidas por outros, mesmo quando elas possam contradizer algumas de nossas grande crenças.
Segurei esta dica diante da disposição desavergonhada que alguns políticos estão tendo em despir-se do que achamos que são suas velhas crenças de público, para nosso grande choque.
Pensei mais um pouco e cheguei à conclusão de políticos que tomam estas atitudes na verdade sempre foram o que demonstram ser hoje. Nós é que atribuiamos a eles virtudes desejadas por nós.
Mudar de atitudes, dentre outras coisas, está nos obrigando a todos a sermos cada vez mais virtuais, sem abandonar tudo o que sabemos off line.
Quanto ao trabalho com equipes que é a segunda e última dica desta série trata-se da coisa mais antiga do mundo.
Trabalhar com um grupo só é possível quando se respeita cada membro da equipe. Quem faz isto, e sabe fazer isto, tem como grande prêmio o sucesso impossível de ser obtido por uma pessoa só.
Por melhor que ela seja.
Como prova disto aproveito o exemplo da "Lanterna Mágica" para deuses que sugeri como uma piada acima: Não houve uma história de sucesso nesta área sem uma boa e dedicada equipe, não é ?
E os clientes no caso eram Deuses coisa que até prova em contrário nenhum leitor deste blog é.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Toda esta beleza da nossa Terra, me assusta um pouco
Rodei uns 2 mil quilômetros de carro entre o Rio de Janeiro e Chavantes, em São Paulo uma cidade próxima a Ourinhos. Fizemos Teresinha e eu a viagem em 9 horas com as paradas de praxe e a introdução gloriosa do velocímetro oral invenção dela para avisar cada vez que o carro estava acima de 120 km/h.
Mas, o que mais me impressionou nesta viagem foi a constatação da beleza de nossa Terra, não só a Terra brasileira, ou da Terra paulista.
Fui me maravilhando com as belezas de nosso planetinha, com as cores da vegetação, as áreas plantadas gerando alimentos, as cidades, cidadezinhas, vilarejos em que seres humanos trabalhavam (enquanto eu viajava nas minhas feriazinhas) criando novas riquezas.
E novamente me vi preocupado com uma destas minhas bobagens recorrentes: a minha quase certeza absoluta de que nós - em um planeta como a Terra - não temos semelhantes neste universo impossível sequer de ser imaginado.
Não sou maluco sozinho em relação a este tema : Enrico Fermi, o físico italiano, residente nos Estados Unidos e um dos pais da bomba atômica levantou a hipótese de nossa solidão no universo nos anos 40 e a levou até 1954, quando veio a falecer bem moço (nasceu em 1901) mas já laureado em 1938 com um prêmio Nobel de Física.
Fermi especulava que até aquela ocasião nenhum sinal de vida em qualquer lugar do universo havia sido detectado por nós aqui na Terra. E ele considerava seriamente a hipótese de estarmos mesmo sozinhos.
Passaram-se mais de 60 anos. A ciência evoluiu em saltos quânticos neste período e aqui estamos nós em 2009 sem ter detectado qualquer sinal de vida em outros corpos celestes, que dizer de vida inteligente como somos forçados a qualificar a nossa vida...
Sempre que fico mais tempo em contato com o mundo natural, no mar, no campo, fora das cidades não consigo deixar de me maravilhar com a vida a meu redor.
Os mesmos átomos que fazem parte do solo, do ar, das águas daqueles lugares ao se combinarem de outras formas foram capazes de gerar vidas que se renovam e evoluem há alguns milhões de anos.
Nós próprios somos um milagre (cada um ou cada uma de nós) pois somos o resultado desta renovação, destas reproduções sucessivas que mergulham por milhões de anos no passado. Poucas vezes me dou conta deste privilégio genético milagroso e único.
E se realmente Fermi estiver com a razão?
Você consegue imaginar que podemos ter na Terra as únicas formas de vida do universo que nos rodeia?
Numa das últimas descobertas confirmadas pelos cientistas mais capazes me garantem que há mais corpos celestes do que grãos de areia em todas as praias da Terra.Muito mais do que as 6 mil estrelas que vemos a olho nu, numa noite clara.
Se pensarmos que em todo este mundo de areia exista um único grãozinho em que a vida surgiu , e que nós somos parte desta vida é no mínimo assustador.
É um bocado duro - se isto for verdade - estarmos aqui sozinhos neste universo.
Onde ficamos com Deus, com os nossos deuses, com a nossa fé e a nossa razão de existir?
Como podemos imaginar este fato e na verdade como podemos imaginar qualquer coisa?
Dai o meu susto na viagenzinha de férias. Se estamos realmente sozinhos temos no mínimo a obrigação de repensar neste privilégio todos os dias.
E tratar de fazer por merecê-lo embora, reconheço, não tenhamos outra alternativa...
Mas, o que mais me impressionou nesta viagem foi a constatação da beleza de nossa Terra, não só a Terra brasileira, ou da Terra paulista.
Fui me maravilhando com as belezas de nosso planetinha, com as cores da vegetação, as áreas plantadas gerando alimentos, as cidades, cidadezinhas, vilarejos em que seres humanos trabalhavam (enquanto eu viajava nas minhas feriazinhas) criando novas riquezas.
E novamente me vi preocupado com uma destas minhas bobagens recorrentes: a minha quase certeza absoluta de que nós - em um planeta como a Terra - não temos semelhantes neste universo impossível sequer de ser imaginado.
Não sou maluco sozinho em relação a este tema : Enrico Fermi, o físico italiano, residente nos Estados Unidos e um dos pais da bomba atômica levantou a hipótese de nossa solidão no universo nos anos 40 e a levou até 1954, quando veio a falecer bem moço (nasceu em 1901) mas já laureado em 1938 com um prêmio Nobel de Física.
Fermi especulava que até aquela ocasião nenhum sinal de vida em qualquer lugar do universo havia sido detectado por nós aqui na Terra. E ele considerava seriamente a hipótese de estarmos mesmo sozinhos.
Passaram-se mais de 60 anos. A ciência evoluiu em saltos quânticos neste período e aqui estamos nós em 2009 sem ter detectado qualquer sinal de vida em outros corpos celestes, que dizer de vida inteligente como somos forçados a qualificar a nossa vida...
Sempre que fico mais tempo em contato com o mundo natural, no mar, no campo, fora das cidades não consigo deixar de me maravilhar com a vida a meu redor.
Os mesmos átomos que fazem parte do solo, do ar, das águas daqueles lugares ao se combinarem de outras formas foram capazes de gerar vidas que se renovam e evoluem há alguns milhões de anos.
Nós próprios somos um milagre (cada um ou cada uma de nós) pois somos o resultado desta renovação, destas reproduções sucessivas que mergulham por milhões de anos no passado. Poucas vezes me dou conta deste privilégio genético milagroso e único.
E se realmente Fermi estiver com a razão?
Você consegue imaginar que podemos ter na Terra as únicas formas de vida do universo que nos rodeia?
Numa das últimas descobertas confirmadas pelos cientistas mais capazes me garantem que há mais corpos celestes do que grãos de areia em todas as praias da Terra.Muito mais do que as 6 mil estrelas que vemos a olho nu, numa noite clara.
Se pensarmos que em todo este mundo de areia exista um único grãozinho em que a vida surgiu , e que nós somos parte desta vida é no mínimo assustador.
É um bocado duro - se isto for verdade - estarmos aqui sozinhos neste universo.
Onde ficamos com Deus, com os nossos deuses, com a nossa fé e a nossa razão de existir?
Como podemos imaginar este fato e na verdade como podemos imaginar qualquer coisa?
Dai o meu susto na viagenzinha de férias. Se estamos realmente sozinhos temos no mínimo a obrigação de repensar neste privilégio todos os dias.
E tratar de fazer por merecê-lo embora, reconheço, não tenhamos outra alternativa...
segunda-feira, 20 de julho de 2009
4ª dica: Tem disposição de aprender e de rever seus conceitos sempre que alguma razão nova se apresente
Em qualquer atividade humana há espaço para o repensar. E em nosso caso específico da comunicação verdades intocáveis acabam por comportar exceções tão expressivas que perdem na mesma hora a característica de dogmas.
O pessoal que trabalha em jornais populares sabe que as manchetes atraem leitores e por isto frequentemente são acusados de não respeitar susceptibilidades, nem o bom gosto e nem mesmo as leis.
No Rio, houve uma manchete histórica ; Matou a mãe sem motivo justo..
Um título antológico dentre outros motivos por adiantar a defesa ou a acusação do culpado.
O que seria um motivo justo para matar a mãe? Será que existe? Seria um atenuante num julgamento por homicídio?
No caso da comunicação de marketing o texto anterior sobre o Não deixe a vida para depois está neste caso de redefinição diante de algum argumento convincente, mesmo sujeito a revisões.
Aliás,esta decisão de poder mudar de opinião é exercida com intensidade acima da desejável por profissionais da política, que se lixam para a oponião pública...
Nós não,nós mudamos eticamente...
O pessoal que trabalha em jornais populares sabe que as manchetes atraem leitores e por isto frequentemente são acusados de não respeitar susceptibilidades, nem o bom gosto e nem mesmo as leis.
No Rio, houve uma manchete histórica ; Matou a mãe sem motivo justo..
Um título antológico dentre outros motivos por adiantar a defesa ou a acusação do culpado.
O que seria um motivo justo para matar a mãe? Será que existe? Seria um atenuante num julgamento por homicídio?
No caso da comunicação de marketing o texto anterior sobre o Não deixe a vida para depois está neste caso de redefinição diante de algum argumento convincente, mesmo sujeito a revisões.
Aliás,esta decisão de poder mudar de opinião é exercida com intensidade acima da desejável por profissionais da política, que se lixam para a oponião pública...
Nós não,nós mudamos eticamente...
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