segunda-feira, 23 de novembro de 2009

As razões do fim do programa da Oprah e as suas consequências.


Depois de dominar a programação de tv aberta nos últimos 25 anos Oprah Winfrey anunciou que seu programa sai do ar em setembro de 2011.

Diane Mermigas,coloboradora de BNETNews, explicou dia 22 as causas e as consequências desta decisão.

Na verdade o que estará saindo do ar de maneira dramática será a supremacia da tv aberta.

Oprah vai levar seu tipo de programação para a sua própria Oprah Winfrey Network, a OWN ,formada em parceria com a Discovery.

O OWN substituirá o Discovery Health Channel e ao mesmo tempo irá dar uma queda de 50 milhões de dólares no faturamento da CBS que perderá em media 225000 por semana por emissora recebidos como fees pela exibição do atual programa.

Ela nao está fazendo isto por maldade,mas para atender às novas demandas do público .

As pessoas estão deixando de ver as tvs abertas, e vão continuar a fazer isto nestes próximos meses.

A Oprah em vez de fazer um programa sobre as mudanças, ela mesma faz as mudanças.

No Brasil seria como se as emissoras abertas decidissem levar as novelas para tvs por assinatura.

O que iria sobrar para gerar grandes audiências nas tvs abertas?

É isto que as 4 grandes americanas - NBC,ABC, Fox e CBS - estão fazendo agora ainda com mais atenção.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Essa é a prova da evolução das espécies...

 
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Exemplar de homo sapiens, do sexo feminino, 200 000 anos após a migração

Imagem B

Homo Sapiens com 200 000 anos de diferença entra a imagem A e a imagem B

Esta é a melhor simulação do que seria o nosso antepassado da espécie homo sapiens quando iniciou a sua migração da Tanzânia para o norte da África e daí para o resto do mundo.
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Imagem A

Quantas você captura por dia?

 

Só para você pensar no que faz durante toda a vida...
O cartoon é de Saul Steinberg e foi publicado no The New Yorker.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Embromation em marketing será que está com os dias contados?

A pedido do Bruno Mello, do Mundo do Marketing, escrevi um artigo, publicado ontem, que teve boa repercussão entre os amigos.

Acho que ao republicá-lo aqui não estou cometendo um grande pecado.

Ler o Mundo do Marketing, onde ele saiu, é uma experiência muito mais rica, mas quem não o tenha lido lá tem aqui a oportunidade de saber o que estou prevendo como um turning point do marketing neste nosso tempo.

E aí vai ele:

Um aspecto surpreendente do marketing em seus pouco mais de 50 anos de existência com este nome é que nem os profissionais relacionados ao tema têm uma definição ou mesmo uma simples explicação uniforme do que seja marketing.

Pergunte o que é marketing para vários profissionais de comunicação e marketing e asseguro que as respostas serão tão diversas quanto às dos 10 ceguinhos colocados diante de um elefante a que deveriam apalpar para dizer do que se tratava.

O que segurou a perna disse que ele era semelhante a uma árvore, o que foi para a tromba, comparava-o com uma cobra, o que segurava os dentes de marfim tinha outra definição, obviamente diferente do que o tocava na barriga e assim por diante.

Todos estavam certos do que diziam e todos diziam a coisa certa, mas como não tinham a ideia do todo era impossível ter uma pálida ideia do que seria um elefante a partir de suas constatações.

O marketing está cada vez mais parecido com um elefante sendo avaliado pelo tato de um bando de ceguinhos.

Dentre outros motivos é por que o nosso elefante está a cada dia mais diferente do que era no dia anterior. Mas, estas mudanças ocorrem devido a um fato imutável: O empenho do gênero humano fazer cada vez mais com menos esforço.

Hoje, pela primeira vez temos acesso a todas as informações do que as pessoas querem e precisam, até ao nível individual (e até além das próprias percepções individuais...) e temos em nossas mãos o poder de atendê-las antes mesmo de que estas demandas se manifestem.

Este saber é também a maior ameaça à sua percepção e à sua valorização: Um profissional pode hoje dedicar toda a sua vida para cada vez saber mais sobre a sua atividade, e a cada dia saber ainda mais.

Mas, morrerá de tédio (e de fome) se não for capaz de gerar resultados práticos com o que sabe.

Saber sem fazer se torna perda de tempo e perda de vida.

Como conselheiro da Repense fiquei muito feliz ao constatar uma revolução do novo marketing obtida na agência pela aplicação prática do saber na campanha on line desenvolvida por nós para a Cultura Inglesa no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2009.

Nela houve a integração dos profissionais de comunicação e marketing do cliente, com os profissionais de marketing e comunicação da Repense, enriquecida com a atuação e parceria dos profissionais de uma premiada produtora de cinema, com uma turma imensa convidada a inventar conosco um projeto cujo fim ninguém sabia antecipadamente no que viria resultar.

Nos tínhamos a certeza de que saber inglês é prioritário para todas as pessoas que tenham formação cultural mínima e tenham pensado sobre o seu papel no mundo, no mercado, e diante de sua família.

Cursos de inglês, por isto mesmo, existem aos milhares e tendem a ser vistos como commodities. E como commodities acabam sendo tratados pelo público em geral.

O peso na comunicação de marketing concentra-se nos períodos de matrícula já que após estes momentos torna-se muito difícil formar novas turmas. Todos faziam a mesma mágica periodicamente ao longo dos anos.

A Cultura Inglesa ao buscar uma nova solução mudou radicalmente esta estratégia e nós tivemos a oportunidade de propor uma solução revolucionária.

O sucesso on line do embromation (este o nome da campanha) foi para mim um momento mágico. Deu certo como campanha e definiu um novo formato de comunicação de marketing em perfeita sintonia com o nosso momento.

Conheça o embromation pelo site: www.embromation.net/ Está tudo lá e em especial o making off.

Resultados : +1.800.000 pessoas potencialmente impactadas pela marca Cultura Inglesa até o início de novembro de 2009. E material suficiente para escrever um livro ou desenvolver um novo curso de atualização para profissionais. É a forma bem sucedida e bem testada para falar com adequação e envolvimento emocional com os jovens cada vez menos acessíveis pelas mídias tradicionais.

Os pais do embromation são o José Roberto Pastor, diretor de marketing da Cultura Inglesa, que confiou na Repense e nos desafiou a propor algo “fora da caixa”. De nosso lado foi Otávio Dias, que além de ter inventado o conceito de repensar a comunicação teve a experiência ao vivo na sua juventude com brasileiros no exterior sofrendo com as suas embromation pessoais.

Os parteiros fomos todos nós da Cultura e da agência com a parceria da Conspiração na produção de todos os vídeos e todos os atores e atrizes envolvidos.

O novo desafio agora não é apenas aprimorar a campanha da Cultura Inglesa, mas, olhar para todas as campanhas, todos os nossos esforços para todos os produtos e serviços a partir desta nova teoria comprovada pela prática.

Teremos de fazer com que os consumidores procurem os nossos clientes e seus produtos e serviços impulsionados por ideias que eles próprios tiveram e que consideram honestamente como suas, por que realmente o são.

Estaremos diante de um novo salto na evolução humana?

Cada vez menos embromation, cada vez mais respeito ao consumidor.

E isto, garanto eu, que já é um salto na evolução da comunicação humana.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Será que você faz uma diferença? Tenho a certeza de que isto só depende de você. 3

Pronto, estou chegando às minhas definições relacionadas ao título destes três textos.

Depois de passar dos mecânicos de automóveis mergulhei nas definições de matemática da Wikipédia para na minha visão preparar o ambiente para fazer a você as minhas ponderações do dia. Na expectativa de não ter roubado o seu tempo durante esta leitura.

Diante da nossa contínua busca por certezas houve na definição da matemática mais valorizada pelo redator da Wikipédia uma frase crítica para todos nós a que chegaram nas últimas décadas do século 20:

Matemática é a ciência das regularidades (padrões).

E é justamente quando fazemos a análise das regularidades e dos padrões que todos nós “matematicamente” podemos nos sentir muito pequenos, tão pequenos que ao fazer uma avaliação do que fazemos e do que podemos fazer é muito mais fácil recolherno-nos à nossa insignificância do que lutarmos em qualquer área para nos tornarmos significantes.

Nos últimos 10 ou 15 anos de minha vida tenho dedicado por coincidências profissionais a ajudar entidades dedicadas às boas ações a obterem a contribuição de novos associados às suas causas.

Não há limites para este tipo de atendimento obtido pela participação de terceiros: pode ser para causas ecológicas, sociais, educacionais, culturais, qualquer uma que julguemos merecedora de um honesto e sincero esforço de buscar mais gente interessada em proporcionar os mesmos benefícios para uma outra série de pessoas.

Ora, durante muito tempo, eu e muitas das pessoas que conheço na qualidade de “pagadores de impostos” no Brasil, sabemos que pagamos percentuais elevadíssimos de impostos e taxas para o governo com as suas várias faces.

É dinheiro que não acaba mais. E dinheiro que todos "entregamos a eles” para resolverem todos os problemas do país que não estejam no âmbito de nossas famílias, relações, empregos ou atividades.

Mais ainda, a nossa definição não muito detalhada do que seja a nossa felicidade pessoal é também ditada pelos mesmos mecanismos simplistas derivados deste tipo de raciocínio.

E compromete sobremaneira a nossa forma de pensar no que fazemos de relevante para os demais. Há uma frase de Ghandi que lida com atenção e bem pensada me ajudou a desvendar o mistério do que seja a felicidade.

E a felicidade é a razão pela qual vivemos todos, desde o mais generoso altruísta ao mais temível chefe de gang.

A constituição norte-americana, num momento genial de seus redatores, colocou em seu texto que a “busca da felicidade” merecia ser uma perspectiva assegurada a todos os cidadãos por seus governantes tendo como base aquele texto constitucional.

Ora. Ghandi disse:

Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

Outro conceito sobre felicidade (e importância de existirmos) para o qual peço a sua atenção vem de um poeta gaucho cuja vida não me parece ter sido um mar de felicidades. Disse Mário Quintana:


Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.


Portanto neste texto simples voltado exclusivamente à busca de uma percepção: se o que fazemos faz ou não diferença proponho ainda como axioma de que fazer para obter a felicidade: a busca do petit bonheur, a pequena felicidade.

Um conceito do Adamo, um compositor francês dos anos 60 que nunca foi visto como um grande gênio da música, mas que teve o mérito de expor um tema tão interessante de forma tão sintética numa canção da época.

Ele valorizava diante de todas as coisas a persistência da repetição das pequenas felicidades, das pequenas satisfações pois com estas repetições simples e repetidas elas tornavam-se grandes o suficiente para nos tornar mais felizes a cada dia.

O mesmo se aplica, creio eu, quando cogitamos se a nossa vida faz ou não faz diferença para as demais pessoas.

Tenho a certeza de que tudo o que fizermos, por menor coisa que seja, se tiver sido feito com a disposição de proporcionar um melhor momento para os demais nos demonstrará que podemos fazer diferença. E isto nos traz sempre felicidade.

Dou aulas uma vez por semana. No momento em que estou dando uma aula, e não importa o nível acadêmico dos alunos ou participantes, me empenho sempre em estar ali fazendo o melhor para que aquele saber de segunda mão possa ser incorporado como saber vivo a quem dele compartilhe comigo numa aula ou numa conferência.

Confesso que nestes momentos de doação de algo tão sutil quanto possam ser ideias e conceitos profissionais sinto – mesmo que eventualmente os alunos possam não estar sentindo o mesmo naquele momento – uma profunda satisfação pessoal.

Claro que tomo todas as providências para que a forma de transmitir o que penso permita à audiência seguir racionalmente o que digo. Mas,o meu objetivo mais profundo é que aquelas sementes plantadas brotem com mais vigor ainda naquele solo.

Vou mais longe, e peço que não veja no que vou dizer um declaração demagógica: no meu projeto na busca do que seja essencial na vida vou até ao ponto de dar a quem me ouve a oportunidade de apropriar-se daqueles conceitos como seus, esquecendo-se até de que os ouviu pela primeira vez de mim.

Isto, quando sou um falador contumaz, já ocorreu várias vezes na minha vida. Quando ouço as minhas próprias palavras ditas como se fossem definições de outros não consigo me sentir "roubado" de ideias que afinal de contas não seriam patenteáveis.

Confesso também que quando ouço anos depois alguma destas ideias atribuídas a mim fico ainda muito mais feliz!

Portanto, amigo e amiga nesta leitura, se há algo a sugerir para a sua busca do prazer de viver e da certeza de que a sua vida faz alguma diferença para os outros siga a linha indicada por Ghandi.

É como navegar em veleiros: o objetivo principal é o de chegar a algum lugar, mas 100 % do prazer está em esforçar-se para chegar até lá apesar das correntes contrárias, dos ventos complicados, do mar agitado. E sermos vitoriosos quando superamos todos estes obstáculos.

Sugiro que você todos os dias procure ser gentil de coração. Não seja gentil apenas para aparecer bem na foto. E como recomenda o Mário Quintana preste muita atenção para não desperdiçar os momentos de pequena felicidade com que nos deparamos todos os dias em todos os lugares.

Desde que levantamos da cama até que voltemos para ela encontramos centenas de pessoas que não sabem como para nossa felicidade é importante dar a elas um petit bonheur.

A letra do petit bonheur diz o seguinte no trecho que mais me interessa:

Petit bonheur
deviendra grand
Pourvu que Dieu Pourvu que Dieu
Nous prete un autre jour
Petit amour
deviendra grand
Tout doucement Avec le temps
Et les serments autour.

Parece até que eu seja um apreciador dedicado de poesia. Não sou tanto assim , mas confesso que tenho muita inveja dos poetas ...e dos matemáticos também...

Será que você faz uma diferença? Tenho a certeza de que isto só depende de você. 2

Este Almanaque é dirigido originalmente a pessoas que compartilham comigo da profissão mais fascinante que um ser humano possa imaginar. Digo isto sem medo de parecer megalomaníaco (pois vou parecer megalomaníaco mesmo...)mas me parece ser esta afirmação a melhor forma de justificar a redação de um texto como este desta forma.

O que me levou a escrevê-lo é justamente a minha contínua obsessão em descobrir o que leva a nossa espécie humana agir, a tomar decisões, a comprar e a vender, a procurar aprender mais para que cada um possa viver de forma prazerosa os anos que tiver pela frente.

Nós, gente de comunicação e de marketing, somos os guardiões, os guias do trânsito para o futuro, levando as multidões que chegam até nós a irem para o futuro pelos caminhos por nós considerados melhores para elas.

Ao comprarem a assinatura da revista que recomendamos – com todos os artifícios que os levam a comprá-la – estamos de fato vendendo a eles mais segurança no futuro deles tal como nós achamos que ele deva ser.

Isto ocorre com todos os produtos e serviços que oferecemos a cada pessoa. Claro que este processo analítico não passa por nossa cabeça a cada novo job como estou escrevendo aqui. Mais de 95 % do que seja racional para justificar o nosso trabalho deriva de pesquisas em relação à maneira como tudo deva ser dito, derivada por sua vez de pesquisas e mais pesquisas sobre desejos e tendências das pessoas a que estamos dirigindo a nossa comunicação.

Não estamos abrindo novos caminhos, nem desbravando mundos novos quando nos dedicamos a convencer estudantes a buscarem seus conhecimentos de inglês no curso a que estamos nos dedicando como profissionais. Estamos identificando uma dentre milhares de trilhas, caminhos, estradas pavimentadas, rotas seguras pela qual ou pelas quais encontraremos as melhores formas para atingirmos os nossos objetivos.

Em paralelo ao esforço contínuo de sobreviver e de preservar a nossa espécie aprendemos a valorizar as informações e dicas que à falta de melhor termo vou chamar aqui de informação de prateleira.


Numa metáfora: para quem precise consertar um automóvel enguiçado não há nada de melhor do que dispor do seu manual, de um estoque de peças bem sortido, das ferramentas para manusear peças defeituosas e trocar pelas novas.

E principalmente do mecânico capacitado a identificar o problema e em seguida ser capaz de fazer o conserto desejado.

Nós todos, independente dos anos na escola, dedicamos todos os dias de nossa vida ao esforço de saber saber, tema que foi abordado num post anterior deste Almanaque.

Quem sabe saber faz o papel do mecânico que ao identificar o que não está funcionando, sabe a causa do problema e sabe o que deve ser feito para resolvê-lo. E tanto ele quanto outro que saiba fazer, resolverá o problema seguindo os procedimentos por ele indicados para que o automóvel volte a rodar como rodava antes de ter enguiçado.

Este processo mecânico que consiste em (1) identificar o defeito, (2) consultar manuais, (3) selecionar as peças, (4) usar as ferramentas e (5) sanar os defeitos nos induz a pensar de que tudo o mais no mundo funcione assim.

Um comercial de televisão apresenta sinteticamente este mesmo conceito como fórmula de resolver problemas. Nos segundos após a apresentação do problema a solução é demonstrada conduzindo o espectador em 30 segundos a considerá-la como a melhor solução para aquele problema: comprar o produto anunciado quando se deparar com ele.

Os problemas humanos, porém são bem mais complexos do que os mecânicos - e se quiser troque os mecânicos por médicos, jurídicos, administrativos e de todas as atividades que por muito se repetirem tendem a gerar muitas e muitas vezes soluções também muito parecidas.

A resolução racional de problemas da mesma forma como são resolvidos os enguiços dos automóveis foi, é e será o objetivo da matemática que dentre todas as atividades humanas é a que mais nos tornou racionais e merecidamente o ponto mais alto da criação.

Na Wikipédia, o verbete sobre matemática que submeto a você, leitor do Almanaque,contem três parágrafos para sua consideração, precedendo à terceira e última parte deste texto:

A matemática, definida pelo redator da Wikipédia, vem (do grego máthēma (μάθημα): ciência, conhecimento, aprendizagem; mathēmatikós (μαθηματικός): apreciador do conhecimento) é a ciência do raciocínio lógico e abstrato.

Ela envolve uma permanente procura da verdade. É rigorosa e precisa e continua permanentemente a modificar-se e a desenvolver-se. Embora para os não matemáticos possa parecer a mais igual e previsível atividade a que alguém possa se dedicar.

Há muito tempo alguns dos melhores seres humanos, alguns dos mais bem preparados sempre se defrontaram com dúvidas como as que encabeçam estes textos e têm buscado uma definição do que seja a matemática.

Nas últimas décadas do século 20 (finalmente) uma definição passou a ter ampla aceitação entre os matemáticos: matemática é a ciência das regularidades (padrões).

Segundo esta definição, o trabalho do matemático consiste em examinar padrões abstratos, tanto reais como imaginários visuais ou mentais. Os matemáticos procuram regularidades nos números, no espaço, na ciência e na imaginação e as teorias matemáticas tentam explicar as relações entre elas.

A matemática enseja aos matemáticos resolverem problemas e os leva (e com eles toda a humanidade) a desejar contar com instrumentos matemáticos para resolverem todos os seus problemas, pois seria inacreditável que uma ciência ao mesmo tempo tão antiga e tão moderna não seja capaz de resolver algum problema. Qualquer problema.

Se um problema não pode ser resolvido matematicamente a culpa não é da matemática. A culpa é de quem não foi capaz de usá-la para resolver o problema...

Vamos a outra pausa para meditação antes da terceira parte deste texto.