Almanaque do Pio
Doses diárias de informações sobre comunicação, marketing direto, coisas que nos fazem agir, mudar de opinião e muito mais se você participar
quinta-feira, 8 de março de 2012
O dia que deve ser comemorado todos os dias
Uma foto capturada no Google Images que informa haver mais mulheres no Rio Grande do Norte do que homens. Vai aqui como uma homenagem a todas as mulheres citadas abaixo.
Em 1857 as operárias de uma tecelagem nos EUA que protestavam quanto às suas condições de trabalho - 16 horas por dia, um terço dos salários dos homens, dentre outras coisas - foram trancadas na fábrica e devidamente queimadas por sua ousadia.
Em 1910 num congresso na Dinamarca foi decidido que o dia 8 de março devia ser para sempre lembrado como o Dia Internacional das Mulheres.
Mas, ao longo destes anos, lembrar da data foi muito pouco em relação ao que aconteceu com as mulheres.
Passaram a ser consideradas como gente.
E hoje quando pensei em homenagear as mulheres por seu dia fui pesquisar os motivos de haver um dia específico para isto.
Todos os dias, desde que o homo sapiens mereceu o sapiens em seu nome foram dias das mulheres.
Só que agora, basta olhar a sua volta, as mulheres estão assumindo novos papéis e promovendo mais aprimoramentos para a humanidade.
Devo pelo menos metade de tudo o que pude realizar a mulheres e ao citá-las aqui quero homenagear todas as mulheres não citadas.
Gilda, minha mãe foi genial sob todos os pontos de vista. Não devia ter filhos por sua limitação da válvula mitral, mas decidiu com risco de vida levar a gravidez em que nasci até quando desse.
Deu e eis que nasceu um filho único.
Foi também ela que me sugeriu ser jornalista enquanto estudava direito.
A segunda foi a Teresinha, que desde os nossos 17 anos tem demonstrado que todos os dias deviam de fato ser dia internacional da mulher.
Daí em diante há uma sucessão de mulheres notáveis que me permitiram vir a ser o Pio Borges editor deste Almanaque.
Ismênia Dantas, que convenceu os diretores de Seleções a contratar um redator de 23 anos para ocupar uma editoria de livros ocupada por um dos mais antigos profissionais da casa.
A Ângerla Cintra, especialista em informática nos anos 70 (quando ninguém era) , a Estela Menezes, a Flávia Paranhos possibilitando a Ogilvy&Mather ter uma agência de marketing direto bem formada e bem administrada. A Telma della Monica e a Ivana Colombo, permitindo que a mesma mágica pudesse acontecer em São Paulo na mesma agência.
E a Sandra Camellier, tornando possível que a Abemd presidida por mim, pudesse crescer e se tornar a segunda maior associação de marketing direto do mundo.
Nos últimos anos a Vivian Fasca tornou possível que a agência PB tivesse um desempenho que justificou ser convidada para juntar-se à REPENSE, onde mais uma vez reencontro a Flávia Paranhos que tem todas as qualidades desejadas numa amiga e numa profissional dedicada ao que de melhor se possa fazer em comunicação de marketing.
Esta relação, tenho a certeza, não está completa. Não listei as secretárias: a Ilza, a Maria Antonia, a Cidinha, a Selma e tantas outras que no entanto podem se sentir citadas.
A lista, espero, vai continuar a crescer enquanto eu esteja por aqui.
Mulheres são insubstituíveis, e agradeço a Deus ter tido a bondade infinita de colocar na minha vida todas estas que citei..
Parabéns... a mim!
quarta-feira, 7 de março de 2012
Ler o jornal que não está escrito. Esta pode ser a sua grande curtição.. GRÁTIS!
Quando apanho o meu jornal - O Globo - por volta dàs 6 horas da manhã e dedico a ele pelo menos uma hora de leitura atenta percebo que estou cumprindo um ritual quase religioso.
Não preciso saber de todos aqueles temas.
Profissionalmente preciso saber talvez de duas ou três matérias, ou duas notas nas colunas. O resto faz parte de uma nuvem de informações em que cenas como a do suicídio coletivo de centenas de baleias numa praia perdida da Nova Zelândia ocupa um lugar até mais importante do que esta concordância do Putin de que as eleições na Rússia foram mal conduzidas e ele iria investigar.
Para meus alunos na ESPM recomendo como um dever de casa ler as notícias sobre tudo todos os dias. Profissionais de comunicação têm a obrigação de ser bem informados.
Mas, ultimamente em função do excesso de dados postos diante de nossos olhos todos os dias, passei a dar um toque novo nesta recomendação de buscar a atualização diária, seja nos jornais, seja no Clipping eletrônico que a ESPM prepara para professores e alunos, seja para o que se ouve todos os dias nas ruas do Brasil e do mundo.
Para um fato ser noticiado não é fácil. É um caminho bem difícil.
Ou o assunto faz parte de uma pauta obrigatória do pauteiro das publicações, onde ele, o pauteiro, sugere que algum repórter cubra todos os dias - como estes corredores de trânsito e suas consequências (que irão gerar matérias até que as complicações desapareçam) ou são os assuntos sacados pelos repórteres fuçando informações que eles achem que são bons assuntos.
Quando um tema destes gera uma publicação ele terá de ter sido aprovado por um editor, se for muito controverso pelo editor-chefe ou seja o nome que ele tenha, até pelo dono do jornal quando as implicações da matéria possam ser amplas demais.
Não há geração espontânea de assuntos. Toda a publicação tem um pai,e nesta linha familiar, é capaz de ter avós, bisavós.
Haverá sempre por trás de toda a informação publicada - seja em que mídia seja - alguém que teve interesse suficiente naquele tema para obter a publicação. E por um raciocínio simples de lógica, outras pessoas que não têm qualquer interesse em ver aquele assunto abordado diante de toda a gente.
Como aumentar muitas vezes mais o seu prazer de receber informações
A imprensa (sob todas as suas formas) faz o serviço de apresentar o "elenco" de todos os temas por ela cobertos.
Alguns e algumas aparecem como mocinhos e mocinhas. Outros são claramente os bandidos. Aqueles caras cuja simples aparição na tela do cinema mudo (já que o cinema mudo voltou à mods) já provocava o ódio do público representada por uma grande vaia.
Só que na vida real não é tão fácil identificar mocinhos e bandidos para reagirmos em relação a eles.
E é justamente este exercício de separar - segundo a nossa própria formação - a turma dos bons e a turma dos maus, independente do que informe a publicação que vai se transformar na grande atração ao ler, ver e ouvir as notícias todos os dias.
Para simplificar o julgamento de todos surgiu nos EUA a expressão politicamente correto.
Sugiro que esta expressão e tudo relacionado a ela seja eliminado por você que me lê.
Tenho textos e aulas em que reprovo os advérbios de modo. Geralmente, normalmente e outras são palavras que tentam emcobrir a apuração mal feita.
Geralmente é um "quase sempre" cuja gradação de verdade pode ir tanto a 90 por cento como ficar no 1 por cento, e tudo isto pode estar "garantido" pelo geralmente, pois ninguém é obrigado a citar estes percentuais quando usa o advérbio de modo. Pois se usasse iria dizer que em 90 por cento dos casos tal coisa ocorreria nas mesmas circunstâncias.
O politicamente como expressão absurda gira em torno de uma palavra cuja amplitude e o significado tem justificado as mais violentas disputas entre os homens. No mesmo país, em países diferentes. Ao usar o politicamente como início de uma expressão você já pode perceber - ao concordar comigo no que acabo de explicar - que a coisa vai piorar.
E piora. Correto significa que teria sido feita uma avaliação em relação a alguma coisa.
O que é correto no Rio de Janeiro talvez não seja o correto em Moscou, e ainda mais grave, o que não é correto no Rio de Janeiro é bem capaz de ser correto se ficasse bem explicitada qual régua foi usada para definir o que deveria ser entendido como correto.
Numa simplificação esclarecedora:a justiça existe para definir após a análise criteriosa de cada caso, e a existência de leis, quem dentre duas ou mais partes é a parte que se poderá anunciar como a parte correta.
Pronto, perdi aqui todo o apoio dos que já sofreram quando submeteram-se ao meandros do tribunais em busca da justiça. Mas, mesmo assim, não retiro o que já disse e você vai ver como isto se aplica ao aprimoramento de seus critérios para ler o que não está escrito nos jornais. revistas, tv, internet, etc.
Um exemplo de hoje, dia 7 de março de 2012: um jornal espanhol, citando o wikileaks, anuncia que o corpo do Bin Ladden não foi jogado ao mar, como foi anunciado pelas tropas dos EUA que o mataram em seu esconderijo.
Nem para mim, nem para você saber onde foi parar o corpo do Bin Ladem faz a menor diferença.
Em relação ao Bin Laden o que fez diferença para todos foi o de sermos submetidos a um processo tão chato ao fazemros viagens aéreas (até nas viagens nacionais) que poderíamos apoiar quaisquer ações contra o responsável por esta aporrinhação no mundo, este constrangimento ao nosso direito de ir e vir.
Para quem leia as notícias querendo ver o que está por trás das notícias este episódio do Bin Ladern é um prato cheio. Todo o episódio desde o momento em que terroristas originados na Arábia saudita se mudam para os EUA para aprenderem a pilotar aviões comerciais que por eles seriam sequestrados alguns anos mais tarde, no mesmo dia, para serem jogados em edifícios como as Torres Gêmeas de NY e o Pentágono, é o suprasumo da sinopse de filme de suspense que não seria aprovado pelo mais pateta dos diretores de filme classe C.
Mas, não vou nem falar sobre isto. O tema é apenas a notícia sobre o corpo do Bin Laden, segundo o wikileaks ter sido levado num avião da CIA para os EUA Não houve esta história de ter sido lançado ao mar.
Sem querer parecer um experto de gaveta, eu e com certeza não estive sozinho nisto, ao ler a notícia do sepultamento do Bin Laden (cumprindo todo os procedimentos religiosos dos maometanos, como informaram as fontes oficiais) tive a certeza de que se tratava de um chute, de uma desinformação em meio a tantas outras publicadas naquele dia.
!
Mas, como já disse antes neste texto, tanto faz onde seja sepultado o Bin Laden. Quando ouso escrever este texto sugerindo novos critérios para ler notícias, eis que a notícia do wikileaks, aparece.
A pergunta que deve ser respondida em relação a qualquer matéria é a quem interessa que isto seja publicado !
Você como eu pode não chegar a qualquer conclusão sobre este factoide do sepultamento do Bin Laden, mas pelo simples exame das hipóteses sobre esta supressão pública de parte da história vai entender mais como o mundo e o poder no mundo se comportam.
O que eu ganho ao fazer esta sugestão no meu blog que tem o título de Almanaque do Pio é simples.
Prosigo numa luta pelo o que eu acho seja a trasparência. a verdade.
-
Os positivistas, que há pouco mais de 100 anos, ajudaram a inventar a república no Brasil, tinham princípios tão fortes que um deles foi parar na nossa bandeira.: Ordem e Progresso.
Algo tão estranho quanto as citações a Deus nas notas de dólar, In God we trust, justamente num papel em que o cidadão tem de confiar para pagar suas despesas...
Os positivistas, dentre os quais não estou - parece que no templo positivista na rua Benjamim Constant, no Rio de Janeiro, são menos de 100! - diziam a frase completa de Augusto Comte: O Amor por princípio, a Ordem por meio e o Progresso por fim.
Um belo conceito que foi tão forte que parou na bandeira sem que ninguém o tenha contestado por todos estes anos.
Outra frase dos positivistas era Viver às claras.
Com o poder infinito que o Google nos dá hoje é impossível não viver às claras.
Dai a contribuição deste Almanaque incentivando você a viver mais às claras, tornando a leitura e a interpretação das notícias no jogo mais fasscinante 24 horas on line.
Com muito Amor, Ordem e Progresso...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
E daqui a 7 anos , heim?...
Há uma lenda, ou mito, garantindo que a vida humana muda de 7 em 7 anos...
Pode parecer uma tolice como estas "verdades absolutas" garantidas pela astrologia e por outras crenças a que acorrem todos os humanos em busca de certezas num mundo determinado pelo acaso.
Mas, todo mundo que trabalha em alguma empresa, mesmo nas menos eficientes, acaba sabendo da existência e da importância dos planejamentos anuais que começam a ser concluídos por volta de setembro.
É a hora em que as pessoas, desde as menos importantes até às mais importantes, são convocadas para projetar o que vai acontecer no ano seguinte.Cada uma sendo responsável pela area que lhe é mais próxima.
Os dirigentes querem saber se vai ser possível vender mais, lucrar mais, abrir novas filiais, lançar novos produtos, ou se as coisas não vão funcionar devido à atuação dos concorrentes cada momento mais ativos. Se vai haver mais ou menos dinheiro...Se há perspectivas de boas notícias, ou se as notícias vão trazer preocupações e dores de cabeça.
Neste momento todos se vestem de adivinhos e se sentem previsores do futuro, embora poucas coisas em suas próprias vidas tenham sido previstas por eles mesmos com suficiente precisão por eles próprios.
Trata-se de um bando de previsores improvisados preenchendo páginas e mais páginas de ficção desejável, com a desvantagem de ao não se realizar o desejado, a vida dos previsores tende a sofrer fortes revezes.
Todo este exercício aleatório sobre o futuro se tornou muito óbvio na celebração dos 10 anos do ataque dos terroristas árabes a Nova York.
Até o dia 10 de setembro de 2001 os futuros de todas as pessoas, de todas as empresas, de todas as organizações não incluíam as consequências daquela tragédia. Daí em diante todos passaram a viver as consequências dos atentados. A crise de 2008 nos bancos americanos teve várias tomadas ligadas na crise de 2001, nas guerras derivadas dela, da estupefação dos europeus diante de um mundo que se desfazia diante deles, da sofreguidão dos chineses,que tendo vindo de mais longe no tempo trataram de se posicionarem com mais vantagem nesta novo mundo confuso.
Quer dizer que qualquer previsão para os 7 anos posteriores a 2001 TAMBÉM não poderia incluir em 2001 que em 2008 o sistema financeiro do mundo iria ruir com mais prejuízos humanos do que os decorrentes dos aviões usados pelos 19 terrorista árabes nos Estados Unidos.
Daí este Almanaque sugerir alguns atalhos para que a simples ideia de pensar o futuro não se torne tão inútil quanto tentar mudar o passado.
1. Tenha uma nova visão de tudo tudo o que ouviu e tudo o que valorizou na atividade denominada "planejamento estratégico".
Uma metáfora para justificar este desrespeito foi a frase do Garrincha, depois de ouvir a preleção do técnico Feola de como derrotar os russos na próxima partida de futebol, ter perguntado de ele - Feola - havia combinado aquilo tudo TAMBÉM com os russos.
Se os russos (então soviéticos) metessem um gol tático no início da partida se tornaria evidente que a teoria na prática era outra, como dizem os malandros cariocas...
Planejamento estratégico você pode fazer numa manhã de sol quando decide ir à praia e já sabe que a meteorologia assegura temperatura, ventos, condições do mar, o que seja adequados para que o seu planejamento se cumpra.
O que você precisa ter além deste planejamento bonitinho é algo diferente, embora possa parecer muito parecido: visão estratégica.
Você pode imaginar que a praia vai estar muito cheia, que a praia possa estar mais cheia do que seja aconselhável para o seu prazer, que dentre os outros frequentadores haja pessoas que não querem ir para a praia para ter prazer no mar. Podem estar indo para lá pelo simples motivo estatístico de saber que na visão deste frequentadores haverá milhões de otários prontos para sofrer as agruras de serem otários.
Neste planejamento estratégico tão simplesinho não há espaço para incluir as ações "terroristas" que podem estar na cabeça de alguns frequentadores que por sua própria definição não podem ser previstas por um serviço de meteorologia do assalto.
Mas, vamos imaginar que você, sendo um bom planejador estratégico em sua profissão, decida estender os seus conhecimentos para nâo ter surpresas desagradáveis em seu dia de praia. E tem recursos para se precaver contra os seus efeitos.
Mande uma equipe precursora para a praia que deseje ir. A equipe vai avaliar as pessoas que já estao por lá. Parecem frequentadores inocentes? O que eles guardam em suas bolsas? E como garantir-se contra algumas pessoas cuja a cara exibida para um Lombroso não lhe iria sugerir uma prisão imediata?
Diante disto desistir da praia seria a sua única atitude bem planejada, abdicando de todos os prazeres que teria, pois todas as ameaças possíveis de se tornarem reais não iriam ocorrer...em 99,999 % dos casos.
Se antecipar-se a problemas bobinhos para uma simples ida a uma praia pode gerar estas dificuldades o que dizer, como escrevi no início o que dizer de você imaginar estrategicamente o que podem lhe reservar os próximos 7 anos?
Para acrescentar dificuldades a este planejamento, mesmo que você viva isolado do mundo numa casa de campo, você terá de incluir na sua projeção o que poderá ocorrer com as pessoas que estão em torno de você.
Se você trabalha numa empresa é preciso também imaginar o que vai acontecer com ela, com seus dirigentes, com a area em que atua, com a possível concorrência de outras empresas dedicadas ao mesmo segmento.
Ou seria melhor ir a praia e divertir-se sem preocupações com possíveis ameaças a seu prazer?
O mundo faz exatamente isto. Mesmo os planejadores mais dedicados fazem isto.
Paraíso perdido? Será que isto está para acontecer?
Desde o fim da segunda guerra mundial o mundo em que vivemos foi-se delineando como um paraíso na terra talvez bem mais atraente do que paraísos celestiais, com anjos vagando de um lado para o outro, tocando harpas em meio aos fiéis recompensados ao estarem lá por seus atos no dia a dia da terra dos homens.
O número de anos que puderam ser vividos saltou para mais algumas décsdas em quase toda a terra, médicos e pesquisadores descobriram como "reparar" problemas orgânicos que desde que o mundo passou a registrar males e curas vinham matando a humanidade com a precisão de um carrasco medieval com seu machado implacável. Morrer de fome conmtinua a existir, mas no caso brasileiro bem longe de nossas vistas. No Brasil é uma exceç~]ao das exceções, e fora do Brasil é uma tragédia localizada que de nós recebe doações sempre que a coisa aperta, tipo Haiti e Somália, para nos restrigirmos aos mais óbvios.
Numa casa de favela brasileira, que vem perdendo o charme desde nome para se tornarem comunidades, há desde aparelhosa de ar condicionado em algumas xasas - não mais merecedores do nome de barracos, pois nçao são mais de pau a pique e não tem mais telhadops de zinco - e uma tv faz parte da mobília de todos. O celular está no bolso0 e na bolsa de todos os moradores.
Nas casas do0s que ganham mais - dos milionários aos remediados - há confortos que nem na corte de Luiz XV poderiam ser imaginados.
Os hábitos e costumes dos povos da terra, e ainda mais especialmente dos brasileiros, passaram por mudanças trazidas ao longo de século XX que tiveram como consequencias, mudanças radicais ainda mais intensas nas vidas de cada pessoa.
Se a sua mãe por um passe de mágica caísse numa praia em 1900 seria presa por atentado ao pudor. As primeiras moças que ousaram usar biquines na praia nos anos 50 formavam um círculo de rapazes à sua volta em Copacabana. Um joelho saindo de uma saia num banco de ônibus era observado a poucos metros do que uma Monalisa exibida no Louvre.
Vamos mais longe , a geladeira libertou a mulher das compras diárias da alimentação das casas.
As vitaminas nas fórmulas dos alimentos tornaram as refeições mais sadias e mais eficientes.
A pílula anticoncepcional libertou homens e mulheres da loteria da gravidez e dos nascimentos sucessivos de filhos e mais filhos - as proles - que determinavam o padrão econômico das famílias.
A educação - com todas as falhas ainda existentes - tornou-se acessível a bilhões de pessoas seja pelo aprimoramento do que se ensina nas escolas, sejuha ainda mais do que está disponível pela rede mundial de computadores, que se aprimora dia após dia, na verdade segundo após segundo.
Na nossa bolinha cheia de vida - até agora a única de que sabemos existir em todo o universo - chegou a 7 bilhões de animais semelhantes a nós. Quando nasci se não me engasno éramos 3 bilhões e estávamkos tratando de elinmiar alguns milhões no que chamamos de Segunda Guerra Mundial.
Calculam as pessoas que se dedicam a fazer estas projeções populacionais que chegaremos a 9 bilhões de homo sapiens em 2050, logo ali adiante.
Malthus, um "sábio" como no início do século passado eram denominados cientistas, pesquisadores, historiadores, em resumo, todo mundo que ponsava e falava alguma coisa, criou o maltusianismo, uma teoria tão confiável como as previsões do futuro feitas pór Nostradamus, que aquele mundo antigo iria morrer de fome em poucos anos. Pois enquanto a população humana crescia geometricamenter a produção de alimentos crescia matematicamente e logo, logo não seria suficiente para manter todos vivos.
Malthus era um dos bichos papões da minha infância bem, informada. Pois claro quase ninguém, muito menos crianças, vivam preocupadas com estas "previsões catastóficas".
Então, no meio do caminho, acho que por volta de 1947 o DDT surgiu e acabou com as pragas que exterminavam com lavouras inteiras. A Índia que com Gândhi e tudo havia se tornado independente da Inglaterra, ainda via e deixava filmar ano após ano milhares de seus cidadãos morrerem de fome por falta absoluta de comida.
O DDT tornou a Índia de faminta em produtora e exportadora de grãos para o resto da Ásia faminta e populosa e o maltusianismo saiu de moda, como tenderam a sair de moda todas as previsões catastróficas do mundo.
Uma das previsões catastróficas mais vivas era a da guerra nuclear. Duas bombas atômicas foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945 e além de darem uma desculpa bomnbástica para o imperador japonês (descendente do sol é bom lembrar) levar os militares japoneses a aceitarem uma rendição (assinada por eles em japoneses como suspensão inconmdicional da guerra, diga-se de passagem) ao que nós chamamos de rendição incondicional, mas que manteve o imperador do torno e coisa e tal.
No mundo o novo bicho papão passou a ser a bomba atômica e em seguida a bomba de hidrogênio e em seguida o fato dos comunistas russos, ainda chefiados pelo Stálin, tamém terem bombas iguais prontas a serem lançadas sobre o9s E#UA e seus aliados promopvendo o verdadeiro fim do mundo.
Abrigos subterrâneos foram vendidos e consutruídos em todo o mundo. Até no Rio de Janeiro lembro que um abrigo contra bombardeios em Copacabana construído durante a Segunda Guerra Mundial foi mantido na altura da rua Duvivier .
Pois bem, exte negócio de bomba atômica virou arroz de festa e qualquer cientista bem formado sabia e sabe como fazer bombas atômicas. Países que poderíamos de forma bem incorreta politicamente, chamarmos de paísínhos de merda, têm bombas atômicas e nenhuma disposição para jogá-las nos inimigos.
Nem os americanos lançaram bomba em Hanoi quando estavam sendo derrotados vergonhosamente no Vietname, nem os israelenses lançaram sua própria bomba oculta no Irã, pois ambos sabem que o efeito disto no mundo os obrigaria a assumir a cara do Gêngis Khan ou de Átila, virando o flagelo de Deus e submetendo a pancada o mundo inteiro a agora sim, esquecer esta história de paraíso na Terra.
Mas,de fato, o nosso paraíso provisório está ameaçado por um bicho papão mais simples: a vida mais longa de cada cidadão no mundo paradisíaco, até agora.
No Brasil, em função da legislação vigente, prevendo a morte em torno dos 60 anos, me aposentei pelo INSS aos 60 anos, pois comecei a trabalhar com 20 anos. Comigo foram milhões e mais milhões de pessoas que de cabeça branca e bermudas andam para lá e para cá em Copacabana, jogando conversa fora e damas pelas praças.
Quem paga as suas despesas são os fundos "administrados" pelos órgãos oficiais que tinham a certeza "maltusiana!" de que estes caras iriam morrer logo.
Não vão, Ao contrário vão viver bem mais, vão precisar de mais assistência médica e principalmente vão ter de se alimentar durante estes anos.
É o fim do paraíso tal como gostaríamos que ele fosse, e principalmente como gostaríamos que ele evoluisse, tendo em vista o que aconteceu nas últimas décadas.
Os percentuais de desempregados no mundo ocidental aumentam todos os dias. Para dar empregos é preciso que haja trabalho rentável para esta gente toda e até agora não há trabalho rentável à vista.
Um economista diante do fato de Paris ser o local turístico mais visitasdo do mundo - mais de 40 milhões de pessoas por anos - quase o dobro de
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Tenho medo do rei estar nu e só eu estar percebendo!!!
Assisti o comercial da Globo de fim de ano.
A primeira reação foi de entusiasmo. Roberto Carlos como o intérprete de mais umr novo tempo, como o maestro de uma constelação de astros e estrelas que a Globo traz aos milhões de telespectadores em nossas casas todos os dias.
É uma equipe superior a qualquer outra, e para chegar a este superior pode ser usado qualquer critério: em qualquer dos critérios sempre o que a Globo promete trazer, ou que já trouxe estará no nível mais elevado.
Dormi sem pensar muito mais sobre o comercial de fim de ano, pois, afinal de contas, não tenho com a Globo qualquer envolvimento maior. De forma bem direta, a Globo não paga nem ajuda a pagar o que ganho.
Mas é impossível não ser fã da Globo.
A cada novo tempo ao longo destes anos, a emissora define e redefine o que possa ser entendido como fazer televisão.
Mas, numa coincidência perturbadora, o primeiro documento que encontrei em meu escritório hoje pela manhã é referente ao livro “The Chaos Scenario” de Bob Garfield que imprimi como referência e leitura posterior há algum tempo.
O Bob Garfield dedicou um bom número de anos à pesquisa sobre as mudanças porque estamos passando.
Os capítulos de seu livro, que listo a seguir dão a medida do que ele concluiu:
1. O fim de tudo ( The death of everything)
2. A post-advertising age
3. O fracasso mais bem sucedido do mundo?
4. Falar é barato
5. The widgetal age
6. Comcast must die
7. Guess
8. Sometime you Just have to lego
9. Off, off, off Madison
10. The powersa that be 2.0
11. Nobody is safe from everybody
Há um blurb para cada capítulo e o que mais chama a atenção é a sempre presente idéia de que estamos vivendo um fim de era, misturado e combinado com o começo de várias eras apoiadas no mundo digital. Não se trata de uma especulação que todos podemos e temos direito de fazer.
O Garfield pesquisou, estudou e chegou a resultados que comprovam as conclusões a que está chegando.
E que valem 100% nos EUA e na Europa.E que em pouco tempo também serão verdadeiras no Brasil.
No Brasil há hoje em 2011, mais meios digitais pessoais para chegar a toda a população do que indivíduos na população. Algo como 220 milhões de celulares para 190 milhões de pessoas.
Ao sair da ESPM no Rio, onde dou aulas, por volta das 22 horas de um dia da semana, cruzo com uma porção de mendigos acomodados sob cobertas, deitados em caixas de papelão, sob as marquises. Por mais de uma vez vi alguns destes mendigos falando em seus celulares.
Vamos voltar agora ao comercial da Globo e o seu mais poderoso elenco jamais reunido num só comercial.
A produção com o padrão de qualidade da Globo exibe uma folha de pagamentos cujo valor total é incalculável. Ou deveria ser.
Ninguém precisa ter recebido um centavo por sua participação, o simples fato de estar naquele comercial é o maior sinal de sucesso profissional que alguém possa exibir.
O que a Globo mostra em seu comercial de fim de ano é a exibição amistosa e emocional do elenco mais sofisticado que uma organização pode apresentar.
É o brilho e o profisionalismo de cada integrante do grupo construído ao longo de uma série de programas que os tornaram em ícones da admiração popular, a um custo combinado de seus rendimentos, e dos rendimentos de centenas de outros talentos que deram a eles as condições de brilhar encantar o público.
O que me leva a pensar no livro e nas conclusões do Bob Garfield.
A principal fonte de renda da Globo para pagar aquela festa é o pagamento dos espaços comerciais em seus programas.
E a receita assim obtida está com seus dias de mágica ameaçada.
Não pela concorrência – ansiosa para poder um dia se deparar com o “problema” da Globo. .
Este futuro de sucesso econômico sem fim está ameaçado pelo celular que está em todos os bolsos ...do mendigo ao bilionário em seu iate de 200 pés.
A capacidade de antecipar-se ao que os novos tempos trazem desde a imigração do homo sapiens da África para o resto do mundo há 70 000 anos, ao vale do silício, tem assegurado poder e glória ao longo da história para alguns gênios.
O conto do Hans Christian Andersen sobre o rei nu, tornou-se metáfora mais precisa sobre a capacidade de umas poucas pessoas perceberem que algo tão badalado e respeitado pode não mais merecer a admiração de todos.
E o que o Garfield demonstra em seu livro é que há uma porção de reis nus circulando por aí e fazendo crer a seus súditos que estão magnificamente vestidos.
Ao longo dos meus mais de 50 anos de profissão dedicados ao marketing já vi, como todos os meus companheiros de viagem, as mudanças que afetaram empresas e mercados no Brasil e no mundo.
Como frase espirituosa (pelo menos eu a acho assim) costumo dizer que a única coisa que não muda, ou mudou, ou mudará é a mudança.
O comercial de fim de ano da Globo para minha preocupação como fã da emissora é que seja uma sutil exibição de um rei nu.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Por que a bondade é a força mais poderosa do mundo – ainda bem!
Não me considero exemplo de bondade, nem de solidariedade, nem de desprendimento e quem me conhece poderá até minimizar as críticas que me faço de saída aqui ao escrever este texto.
Não quero me citar como bom exemplo, pois, terei a certeza de angariar antipatias das mais diversas de gente crítica como eu em relação à humanidade.
Mas, pela mera observação da história qualquer analista isento há de concluir que TODAS as melhorias da raça decorreram de atos de bondade de algum de nossos ancestrais
Para cairmos direto na área das controvérsias peço a sua atenção para os redatores dos “livros sagrados” de todas as religiões.
Um trabalho insano e incessante de gente de todos os cantos da terra que dedicaram as suas vidas para direta ou indiretamente dizerem o que deveria e o que não deveria ser feito por todos em favor de algo mais importante do que a vida nos possibilita no seu dia-a-dia.
Pode fazer isto, não pode fazer aquilo, é absolutamente proibido fazer aquilo outro tornaram-se, conforme a crença religiosa em verdades absolutas.
Quem fizesse errado sofria penas quase sempre capitais, e os próprios detentores dos textos sagrados, nos seus desentendimentos, também eram sacrificados.
Atos de bondade, coisa nenhuma dirão os mais críticos, os mais decepcionados com os atos dos homens: o que estes redatores fizeram foi de fato aumentarem o seu poder . A bondade os beneficiava e os beneficiou muito mais do que talvez tenham beneficiado no varejo quem tenha seguido os preceitos por eles definidos.
Toda as definições nestes livros sagrados (e nos códigos de leis quase sagradas elaboradas Poe alguém) o objetivo era conjurar algo que se até aquele momento não era entendido como maldades dali em diante passou a ser entendido assim.
Embora a nossa herança judaico-cristã alardeada como uma espécie de UDN do bom mocismo prepagada por pessoas cheias de outras culpas, o fato real é que esta tem sido a nota condutora de todos os bens do mundo. E também dos males, pois se não houvesse males como constratá-los com os bens?
Analise o que ocorre em sua vida e separe 10 fatos que a afetaram muito.
Faça a contabilidade secreta e pessoal e veja quais os decorrentes de atos de bondade sua e atos em que a bondade não foi parte da preparação do que os moldou.
Estou ansioso aguardando os seus comentários...
,
Assinar:
Postagens (Atom)




