domingo, 7 de fevereiro de 2016

Em homenagem a DARWIN

sábado, 1 de dezembro de 2012



 

Todo mundo fala sobre o tempo, mas ninguém faz nada à respeito - é uma frase de Mark Twain gozando a nossa tendência de discutimos muito e fazermos pouco. A proposta hoje é a criarmos uma editoria de EVOLUÇÃO e darmos a ela Darwin como patrono.
 

Se a existência mais do que comprovada que há vida na Terra - dê um beliscão no seu braço e veja como esta afirmação é um axioma, que dispensa ser provado - não custa nada dedicar um pouco de sua atenção à evolução das espécies.

O Irving Stone tem um livro "The Origin" dedicado ao Charles Darwin suas vida, suas curiosidades, suas pesquisas em volta ao mundo no "Beagle", suas descobertas, os ataques que sofreu e as consequências de seus achados.

O Darwin, ainda na faixa dos 20 anos, levantou um vespeiro quando entendeu e escreveu que as espécies na Terra passavam por um processo de evolução contínua há milhões de anos.

E o grande choque: que nós homens e os primatas macacos éramos no mínimo "primos" produtos da evolução de antepassados comuns.

E ele ainda não sabia de nada sobre DNA, e nem podia saber que entre os macacos e nós há poucos genes diferentes. O mundo caiu na cabeça dele que era sempre representado pelos caricaturistas como uma mistura de homem e macaco.

Darwin sofreu o mesmo que Kepler, Copérnico e Galileu - trezentos anos antes - quando comprovaram e escreveram que a terra não era o centro do universo, e muito menos do sistema solar. E revelarem que afinal de contas o nosso planetinha não era esta coisa toda.

Num dia você dorme com a certeza de estar no centro da criação, com estrelas e planetas girando em torno da sua "casa" e no outro você se depara com a "verdade" do planetinha menor girando em torno de uma estrela menor num sistema planetário menor.

Esta hipótese já havia sido esboçada pelos filósofos gregos - que só eram chamados de filósofos porque a palavra cientista só seria criada no século XIX - que por alguma força misteriosa chegaram até ao medir a sombra de uma vareta ao meio dia em Alexandria e em Atenas constataram que o sol só podia projetar sombras diferentes porque a superfície da terra era esférica.

E calcularam com poucos quilômetros de erro exatamente o tamanho da Terra, que ficou registrado e esquecido por alguns séculos.
 

Na Grécia antiga era muito mais interessante imaginar que o sol nascia todos os dias e era puxado numa carruagem de fogo em torno da Terra para o nosso prazer e desfrute, desde que os deuses de Júpiter a Hélio não fossem desrespeitados, etc.

No fim da Idade Média e no início da Renascença caímos do céu e nos vimos enfiados com os pés na lama da Terra, e tendo de refazer todo o nosso raciocínio da relação com Deus.Um choque muito maior talvez do que se aparecesse por aqui um extraterrestre ao vivo e a cores falando - e o pior - mandando que fizéssemos isto ou aquilo.

A maior descoberta desta revolução foi que não mais seria possível fixar limites para os pontos de interrogação surgidos em nosso cérebro.

Pensar, como ficou provado, dói e pode doer muito mais, para desassossego dos que dedicam as suas vidas a cumprir rotinas inteiramente previsíveis e sem espaço para olhar para os lados.

Novelas de televisão promovem este incomensurável prazer para milhões e milhões de pessoas que durante meses, durante algumas horas vivem intensamente as vidas de personagens incorporados às suas próprias vidas.
 

As pessoas desprendem-se de seu habitats familiares e mergulham intensamente nas vidas de outras pessoas, ganhando mais vida em suas vidas, quase vivendo a vida deles as sutilezas de suas interações com outras pessoas.

E isto é muito bom, pois novos hábitos (bons e maus) se incorporam às vidas monótonas a que estariam boa parte destes milhões condenados até o último suspiro.

A filosofia, a ciência e a religião ocupando a mente de milhares de pessoas têm mudado o mundo e a maneira da humanidade se comportar em sociedade num ritmo alucinante nos últimos anos.

Se antes isto era obtido apenas em escolas, universidades, seminários por meio de livros hoje se tornou também possível pelos novos meios de comunicação.

Passe por uma banca de jornais e veja o que há para ver no mundo.



Os editores vivem da atenção que despertam em possíveis compradores ao abordar os temas pelos quais cada um deles mais se interessa.

Se existissem bancas de jornais ao longo de todos os milênios da evolução humana e estas bancas fossem de tempos em tempos recobertas por lavas "preservadoras" das sociedades por elas recobertas (como é o caso único de Pompéia conservada pelas cinzas do Vesúvio em benefício da nossa curiosidade histórica)não haveria muito espaço para as dúvidas criadas e vividas pelos pesquisadores de hoje.

Tudo isto, que seja bem entendido, num
 faz de conta livre e como todos faz de conta impossível como os invenadtos por Monteiro Lobato no Sítio do Pica-pau Amarelo. 

Teria de ter existido a imprensa, a liberdade de imprensa, e a reunião das publicações periódicas em lugares certos - bancas, banquinhas e bancôes em condição de serem recobertos pelas cinzas congelando aquele momento da história.

Vamos sair das bancas históricas e chegar às nossas.

Não há assunto que possa interessar a alguém que não esteja "coberto" por alguma publicação.

Vou chegar à Internet mais adiante, pois a abrangência infinita da Internet existiu a partir das abrangências localizadas durante mais de um século apenas nas bancas de jornais da Terra.

OHH REI DO NARIZ DE CERA ONDE ENTRA A EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES NESTA HISTÓRIA???


Aqui.

Sinta-se num grande restaurante em que são oferecidas todas as refeições do mundo.

Você vai ter de passar muito tempo percorrendo as páginas e mais páginas tendo de deixar de lado apenas as que despertam mais o seu apetite. Você vai ter de olhar os mais de 2 000 títulos que existem em média em todas as bancas.

Desde as revistas de notícia que oferecem a história em fatias temperadas pelos redatores até as revistas de celebridades onde você - juiz neutro e independente - vai entender o que torna uma pessoa uma celebridade cujos hábitos precisem ser compartilhados com todos está tudo lá a seu alcance.

Há as revistas ideológicas, religiosas, as que cobrem a filosofia, a psicologia , a história , as religiões mais diversas, as publicações sobre sexo, sobre reprodução, sobre educação, sobre viagens e entretenimento.
 

O que pode ser mostrado sobre viagens em veleiros em viagens em volta do mundo que interessem a quem faz estas viagens e aos zilhões de outros que querem apenas saber o que possa ocorrer nestas viagens?

A banca de jornais é o lugar onde, em poucas páginas, o mundinho do que você sabe se confronta com o mundo infinito do que você não sabe. Mas, que no entanto você pode saber.

Pode saber porque os jornalistas por definição em suas publicações dedicam-se a explicar todos os temas na medida de seus méritos para quer qualquer comprador entenda o que ali está publicado.

A banca não é a biblioteca nacional , nem muito menos a biblioteca do congresso dos Estados Unidos onde teoricamente estão conservadas todas as publicações sobre todos os temas. E naturalmente para chegar a lê-las seria preciso que cada leitor tivesse passado no vestibular do assunto abordado pelos livros.

Ler um livro sobre física quântica requer saber tudo sobre física, para poder entender como a física quântica desmonta o que você sabe e se presta a preparar uma revolução tipo terra centro do universo na sua cabeça.

Ler sobre física quântica numa revista comprada numa banca permite a você pelo menos se dar conta das dimensões da sua ignorância.

E o Darwin?
 

Ainda com vinte e poucos anos o Darwin conseguiu lugar num navio da marinha britânica para verificar
 in loco como as novas descobertas de fósseis e das várias eras geológicas estariam diretamente ligadas à nossa própria espécie e como as espécies vivas existentes podiam estar relacionadas a todas as espécies que as precederam.

Por suas origens religiosas Darwin deveria acreditar na versão das bíblias dos judeus e dos cristãos de que o mundo havias se iniciado por volta de 5 mil anos antes de Cristo com toda natureza formada (bichos, árvores e gente) sendo que nós homens tínhamos o privilégio de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus.

O Deus da Bíblia criou todo o mundo, mares, terras, e as estrelas do universo na mesma ocasião, ao longo de sete dias.

Desde Darwin e sua Origem das Espécies aconteceram coisas notáveis e surpreendentes. Criamos a civilização tal como a vemos reproduzida com nuances próprias em todos os cantos da Terra.
 

Viajamos ao espaço, inventamos medicamentos, descobrimos o que está por dentro dos átomos e mergulhamos em corpos celestes situados a milhões de anos luz da Terra.

Crescemos e nos multiplicamos até chegar a 7 bilhões de pessoas como nós.

MAS, DO MESMO MODO QUE VOCÊ NÃO PERCEBE QUE É A TERRA QUE GIRA EM TORNO DE SEU EIXO A CADA 24 HORAS, FAZENDO O SOL NASCER E SE POR A CADA DIA, VOCÊ NÃO PERCEBE QUALQUER EVOLUÇÃO DA NOSSA ESPÉCIE.

OU PERCEBE?

Se fosse colocado em julgamento este tema pela Internet com uma pergunta como :

Você acha que a humanidade está evoluindo ou regredindo? Sim ou Não
 

É quase certo que a voz da maioria seria pela involução da nossa espécie.

Os argumentos em favor das falhas humanas estão todos os dias no noticiário, assim como os motivos da evolução também estão.
 


Há um antigo ensinamento dos jornalistas que em português diz: Boas Notícias são Não Notícias , ou em inglês "Good news are no news!"

Seu ///////problema e o meu problema: nós não podemos ver a Terra como um lugar distante com o qual não temos qualquer relação mais próxima.

A Terra em que a nossa espécie deveria seguteoria da evolução do Darwin é a ÚNICA que nós temos.

Portanto - diante desta evidência que torna todas as teorias como coisas menores - cabe a nós cuidar da observação cuidadosa da nossa evolução.

Em primeiro lugar da nossa própria e pessoal evolução, sob todos os pontos de vista.

Cuidadosamente registrada. Em seguida da evolução de nossa cidade, de nossa região, de nosso meio ambiente.

Mais adiante de nosso país e dos outros países.

Nos jornais há editorias para uma infinidade de temas, dos esportes passando pela economia e tendo na política o foco principal dos editores.

Vou procurar criar no Almanaque a editoria da Evolução e ver se conseguiremos juntos dar vida a ela.

3 comentários:

Pio Borges da Cunha disse...

Imagine um sujeito inteligente, bem formado, que tenha lido e entendido as publicações científicas ou de divulgação científica durante os últimos 100 anos.
Imagine que este cara tenha morrido há 10 anos e que agora em 2017 tenha sido ressuscitado como o Lázaro.
Deixou de ser morto e se tornou vivo num passe de mágica.
E ele seria submetido de imediato às novidade
s do momento.
Se ele não pedisse que a pessoa que deu sua vida de volta, desse a sua morte de volta, ele teria de agendar reuniões diárias com um psicanalista, sob pena de um ataque de loucura.

Tudo está sendo mudado, e o que não está sendo mudado ainda se torna mais sério: a persistência de não mudar o que já está sendo mudado é ainda mais angustiante.
E quem está mudando tudo são as únicas pessoas que podem mudar: somo todos nós mesmos.

Um bom exercício é dedicar alguns minutos de cada dia a imaginar o que precisa ser modificado.

Pio Borges da Cunha disse...

olá!

Pio Borges da Cunha disse...

A Amazon tem os livros do Charles Panati. Que tem se dedicado a demonstrar que a maior parte das coisas em que acreditamos, não são verdades.
É um pouco chato descobrir que tal como disse Sócrates há 2500 anos\

- Só sei que nada sei.

Dizer isto naquele tempo seria até aceitável. Repetir a frase hoje é indício de uma disposição imensa de se deixar enganar.

Teste um trecho da leitura de qualquer dos livros do Panati e veja se concorda comigo?