terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sou professor, hoje é o meu dia. Será que o que ensino faz diferença na vida dos alunos?

Até 1974 eu me tinha dedicado a gerar resultados em venda, usando os conhecimentos sobre marketing direto.

Eu era jornalista profissional, devidamente registrado, formado em direito pela UEG, já estava casado há 12 anos, tínhamos três filhos e eu estava fascinado pela capacidade que a minhas profissão me dava para transformar palavras em pedidos e mais pedidos chegados pelos correios, possibilitando tiragens de mais de 80 000 exemplares de um livro apenas - um one shot - com o título "Catástrofes, Desastres e Aventuras que Chocaram o Mundo".

Eu, olha o eu de novo, era o editor de livros especiais de Seleções do Reader's Digest para onde havia vindo deixando a JWT, onde era redator.

Foi em 1974 que me tornei professor na ESPM, dirigida no Rio de Janeiro pelo Nei Coe de Oliveira, com todo o seu know how aprimorado na FGV.

Quem disse a ele que eu poderia ocupar o cargo de professor de redação publicitária foi o José J. Veiga, redator como eu na editora Seleções e já na ocasião um dos mais bem sucedidos autores brasileiros em vários países que traduziram - e venderam bem - os seus livros.

A minha experiência de transformar palavras em livros vendidos dava a mim a certeza de que seguindo as minhas regras os alunos também seriam capazes de obter muito bons resultados.

Em momento algum hesitei em compartilhar os meus conhecimentos numa escola que se formava para uma nova profissão no Brasil e que se anunciava com o slogan : Aprenda com quem faz!"

Gostei de mais da experiência e daí em diante fui me tornando professor, aprimorado com o que aprendia com os alunos e os meus grandes inspiradores : John Caples, David Ogilvy e Claude Hopkins.

Muitos alunos e ex-funcionários nas várias agências em que trabalhei me dizem que aprenderam comigo.

Mas, tenho a certeza que a minha maior virtude como professor foi entusiasmá-los a querer saber mais.

Sou professor hoje tendo esta verdade como minha principal motivação.

Quero entusiasmar os alunos a fazerem grandes trabalhos. Coisa vinda da cabeça deles, da vida deles, das necessidades com que se defrontem.

Um comentário:

Pio Borges da Cunha disse...

Hoje dia 26/03/14 tenho a confirmação de que vale a pena cada minuto passado em sala de aula.
Dois alunos fizeram um trabalho em que pude comprovar que estou certo.

Você só existe se tiver bom senso, boa índole, amor ao próximo e uma disposição de perseverar quando tudo parece que vai dar errado.