terça-feira, 8 de julho de 2008

O que afinal seria fit to print?

O slogan do NYT era All news fit to print. Ou seja, tudo que vale a pena imprimir.

A decisão do que deve ser divulgado é do editor, algo que vem de lá da mesa dele para cá, para o jornal impresso todos os dias.Um caminho de uma só mão.

Num blog como este Almanaque em seus primeiros passos percebo nos comentários de pessoas mais próximas como o Railer (colega na pós graduação da ESPM), no Roberto (amigo desde o dia em que nasceu, meu filho), na Priscila (colega da R.EPENSE e também jornalista de primeira) que há muito a descobrir.

O fit to print é apenas o primeiro passo, dado por mim. A função destes artiguetes é remexer as idéias, colocá-las em debate não como um exercício teórico, mas como parte do processo de reposicionamento a que todos estamos sendo chamados.

Cursos, seminários, conferências, e até livros têm tido sucesso.

Recebo convites para as mais diversas novas atualizações - basicamente pela Internet mas também pelo Correio (antes da greve naturalmente).

As religiões - todas - só sairam do plano das idéias e se tornaram poderosas quando exigiam sacrifícios de seus seguidores.Desde jejuns, a duros retiros, até mortificações para depurar as mentes e as almas de seus seguidores. Na base do que arde, cura.

Arnold Toynbee em seu Um Estudo da História concluiu, entre milhares de outras descobertas sobre a humanindade, que as civilizações (acho que umas 20 que surgiram, alcançaram o seu apogeu e feneceram) todas elas só se constituiram devido à existência de um desafio, traduzido por repto a que aquele povo deu uma resposta, a réplica. Bem sucedida fazendo surgir os romanos, egípcios, gregos, aztecas, etc.

Numa supersimplificação se um povo não se depara com um problema não tem soluções criativas para quaisquer outros e não evolui. O que de maneira meio politicamente incorreta, se deu com milhares de povos indígenas nas Américas, África e Oceania em que as condições da natureza tornariam até absurda qualquer proposição para tornar a vida mais atribulada.

Estes povos dedicaram-se a seu único repto disponível; a guerra contra as tribos vizinhas que também dedicaram-se às guerras contra eles, mas não criaram civilizações capazes de se defrontarem com ocidentais que se invadiram as suas terras e os dominaram, ou os estinguiram.

No caso deste blog conto com os participantes para tornar os mini reptos aqui postados na oportunidade de réplicas.

Conto com os "sacrifícios" mentais e intelectuais de todos em benefício de nossa nova civilização.

Não existe espaço mais livre, mais livre até que a ágora dos gregos onde todos podiam falar e ser ouvidos, algo tomado como exemplo vivo do que veio a ser a democracia.

Mas lá só podiam falar os cidadãos atenienses, escravos só podiam ouvir...

Lembro de um cartoon do New Yorker em que um cachorro fala para outro cachorro diante do computador em que o primeiro cachorro está digitando;

- Você sabe. Aqui eles não sabem que eu sou um cachorro...

Eu como o cachorro inicial deste blog gostaria de que os nossos latidos fossem mais altos.

Um comentário:

railer disse...

vamos latir, uai!