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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Onde é que você aprende a fazer TUDO na Internet?



Caramba! A maior parte das vezes que peço socorro a alguém sobre como fazer alguma coisa na Internet... as pessoas SABEM!

Por que os destaques?

Porque eu não sei!!!

É duro confessar, mas eu realmente não sei fazer um décimo do que as pessoas sabem fazer na Internet.

E não posso ficar perguntando tudo a todo mundo toda a hora.

O Google teria um curso para pessoas como eu?

Serei um caso isolado ou esta nuvem de ignorância paira sobre todos.

SOCORRO!

Preciso saber mais sem ser muito chato.

Alguém tem uma dica?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Novos tempos,Novos costumes. Novos Informeciais.



Há algum tempo todos falamos que os costumes estão mudando. O Jornal do Brasil há alguns anos fez uma pesquisa com os seus leitores que indicou a pílula anticoncepcional como a responsável pela mais radical mudança nos hábitos sexuais das mulheres no século 20.

Reality shows nas tvs do mundo demonstram algumas destas mudanças para grandes audiências , revistas falam do tema e celebridades instantâneas ganham cachês que lhes permitem comprar apartamentos ao posarem nuas para revistas masculinas.

No entanto, ao longo destes anos, à exceção da lingerie, no mundo da comunicação de marketing não são vistas muitas peças incentivando a compra de produtos para atender estas novas demandas do público feminino.

Mas, como revela o colunista Jim Edwards,da BNET News, esta situação mudou bastante. E nos EUA os informeciais, ou nos comerciais que imitam a linguagem dos informeciais, isto mudou ainda mais.

O produto anunciado mais recentemente é o minivibrador Trojan da foto acima e mais dois ou três de outros fabricantes que falam tudo o que devem falar para atrair compradoras sem demonstrações de uso prático e até mesmo sem falar uma única vez a palavra sex.

Há menos de um ano lembro de ter visto o lançamento pela Philips na Europa de um supervibrador altamente tecnológico que aparentemente não veio a ser vendido, nem anunciado no Brasil.

Diante do comportamento social e sexual dos brasileiros e brasileiras aguardo para saber quem será o pioneiro.

Mais do que querer saber quem serão estes desbravadores vou considerar este primeiro comercial como o marco de um novo momento na evolução da comunicação de marketing por nossas bandas...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pense no Haiti, reze pelo Haiti. O Haiti é aqui. O Haiti não é aqui

Como comparar a desgraça de Angra e Ilha Grande com a tragédia do Haiti?

Resposta: não há como comparar e se você for alguém muito bem informado ou muito bem informada a medida de comparação vai lhe chegar com a manchete em oito colunas do Globo de hoje: DESESPERO. Há anos que não vejo uma manchete em letras GARRAFAIS, ocupando a página de um jornal de lado a lado.

Caetano, que me parecia endoidecido quando compôs a música que dá o título a este post, devia estar em sintonia com as forças mais profundas da Terra (os dragões que os chineses garantem que estão em todos os lugares) e com as placas tectônicas que se deslocam sem dar a menor atenção a quem esteja por perto.

A desgraça em Angra ou no Haiti é total para quem a sofre. 100% de desespero que começa a perder seus componentes mais trágicos com o passar do tempo e a distância geográfica. A tragédia de Angra já nos parece menos trágica, hoje.

Só que para o Haiti - que nunca conseguiu ser um país estruturado - não me parece que vá haver futuro possível, ao contrário de Angra, e das nossas tragédias locais.

Ontem eu li uma entrevista de um soldado gaucho - que esteve em nossa primeira força de paz no Haiti e escreveu um livro sobre o que viu por lá - que já seria suficiente para que todos que para lá fossem deixassem de fora toda esperança.

Leia a entrevista ou leia o livro e você vai ter, como eu tive, a certeza de que nem o Inferno de Dante poderia promover maiores sacanagens com quem fosse condenado a ir para lá pagar os seus pecados.

Pois bem, depois do terremoto, o Haiti, com o seu inferno histórico, ficou pelo menos 100 mil vezes pior.

Tales de Mileto disse há 2600 anos que a coisa mais fácil que existia era dar conselhos, ou palpites. Você há de concordar comigo que a afirmação dele continua verdadeira até hoje e até sempre. É tão fácil dar conselhos...

Por isto pergunto o que você acha que se deva fazer no Haiti?

Dê 3 conselhos como sua contribuição ativa, ponderada e inteligente para ajudar a resolver toda aquela desgraça.

Lembro, porém, que o mesmo Tales, perguntado qual era a coisa mais difícil do mundo, respondeu na lata que era conhecer a si mesmo.


Se você misturar estes dois conceitos antes de dar os seus conselhos acho que vai ficar tão perdido quanto está hoje o redator deste Almanaque.

E uma coisinha a mais: Que diabos está fazendo o Nelson Jobim fardado para o combate lá no meio daquela tragédia?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Embromation em marketing será que está com os dias contados?

A pedido do Bruno Mello, do Mundo do Marketing, escrevi um artigo, publicado ontem, que teve boa repercussão entre os amigos.

Acho que ao republicá-lo aqui não estou cometendo um grande pecado.

Ler o Mundo do Marketing, onde ele saiu, é uma experiência muito mais rica, mas quem não o tenha lido lá tem aqui a oportunidade de saber o que estou prevendo como um turning point do marketing neste nosso tempo.

E aí vai ele:

Um aspecto surpreendente do marketing em seus pouco mais de 50 anos de existência com este nome é que nem os profissionais relacionados ao tema têm uma definição ou mesmo uma simples explicação uniforme do que seja marketing.

Pergunte o que é marketing para vários profissionais de comunicação e marketing e asseguro que as respostas serão tão diversas quanto às dos 10 ceguinhos colocados diante de um elefante a que deveriam apalpar para dizer do que se tratava.

O que segurou a perna disse que ele era semelhante a uma árvore, o que foi para a tromba, comparava-o com uma cobra, o que segurava os dentes de marfim tinha outra definição, obviamente diferente do que o tocava na barriga e assim por diante.

Todos estavam certos do que diziam e todos diziam a coisa certa, mas como não tinham a ideia do todo era impossível ter uma pálida ideia do que seria um elefante a partir de suas constatações.

O marketing está cada vez mais parecido com um elefante sendo avaliado pelo tato de um bando de ceguinhos.

Dentre outros motivos é por que o nosso elefante está a cada dia mais diferente do que era no dia anterior. Mas, estas mudanças ocorrem devido a um fato imutável: O empenho do gênero humano fazer cada vez mais com menos esforço.

Hoje, pela primeira vez temos acesso a todas as informações do que as pessoas querem e precisam, até ao nível individual (e até além das próprias percepções individuais...) e temos em nossas mãos o poder de atendê-las antes mesmo de que estas demandas se manifestem.

Este saber é também a maior ameaça à sua percepção e à sua valorização: Um profissional pode hoje dedicar toda a sua vida para cada vez saber mais sobre a sua atividade, e a cada dia saber ainda mais.

Mas, morrerá de tédio (e de fome) se não for capaz de gerar resultados práticos com o que sabe.

Saber sem fazer se torna perda de tempo e perda de vida.

Como conselheiro da Repense fiquei muito feliz ao constatar uma revolução do novo marketing obtida na agência pela aplicação prática do saber na campanha on line desenvolvida por nós para a Cultura Inglesa no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2009.

Nela houve a integração dos profissionais de comunicação e marketing do cliente, com os profissionais de marketing e comunicação da Repense, enriquecida com a atuação e parceria dos profissionais de uma premiada produtora de cinema, com uma turma imensa convidada a inventar conosco um projeto cujo fim ninguém sabia antecipadamente no que viria resultar.

Nos tínhamos a certeza de que saber inglês é prioritário para todas as pessoas que tenham formação cultural mínima e tenham pensado sobre o seu papel no mundo, no mercado, e diante de sua família.

Cursos de inglês, por isto mesmo, existem aos milhares e tendem a ser vistos como commodities. E como commodities acabam sendo tratados pelo público em geral.

O peso na comunicação de marketing concentra-se nos períodos de matrícula já que após estes momentos torna-se muito difícil formar novas turmas. Todos faziam a mesma mágica periodicamente ao longo dos anos.

A Cultura Inglesa ao buscar uma nova solução mudou radicalmente esta estratégia e nós tivemos a oportunidade de propor uma solução revolucionária.

O sucesso on line do embromation (este o nome da campanha) foi para mim um momento mágico. Deu certo como campanha e definiu um novo formato de comunicação de marketing em perfeita sintonia com o nosso momento.

Conheça o embromation pelo site: www.embromation.net/ Está tudo lá e em especial o making off.

Resultados : +1.800.000 pessoas potencialmente impactadas pela marca Cultura Inglesa até o início de novembro de 2009. E material suficiente para escrever um livro ou desenvolver um novo curso de atualização para profissionais. É a forma bem sucedida e bem testada para falar com adequação e envolvimento emocional com os jovens cada vez menos acessíveis pelas mídias tradicionais.

Os pais do embromation são o José Roberto Pastor, diretor de marketing da Cultura Inglesa, que confiou na Repense e nos desafiou a propor algo “fora da caixa”. De nosso lado foi Otávio Dias, que além de ter inventado o conceito de repensar a comunicação teve a experiência ao vivo na sua juventude com brasileiros no exterior sofrendo com as suas embromation pessoais.

Os parteiros fomos todos nós da Cultura e da agência com a parceria da Conspiração na produção de todos os vídeos e todos os atores e atrizes envolvidos.

O novo desafio agora não é apenas aprimorar a campanha da Cultura Inglesa, mas, olhar para todas as campanhas, todos os nossos esforços para todos os produtos e serviços a partir desta nova teoria comprovada pela prática.

Teremos de fazer com que os consumidores procurem os nossos clientes e seus produtos e serviços impulsionados por ideias que eles próprios tiveram e que consideram honestamente como suas, por que realmente o são.

Estaremos diante de um novo salto na evolução humana?

Cada vez menos embromation, cada vez mais respeito ao consumidor.

E isto, garanto eu, que já é um salto na evolução da comunicação humana.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O que que eu faço? Para onde eu vou? Compro ou não compro? Ser ou não ser?

Se até há pouco tempo você podia desculpar-se por alguma decisão sua por não ter tido acesso a todos os dados, hoje, e pior, amanhã, será mesmo impossível alegar a sua ignorância como justificativa seja para o que for.

Sempre fui um leitor de livros. Como decorrência disto comprei e ganhei muitos livros na vida que estão espalhados nas minhas estantes como tags vivos de assuntos pelos quais me interessei e pelos quais ainda me interesso cada vez que os retiro de seus cantos para uma releitura aqui e ali.

Hoje, com uns 10 Kindles possivelmente poderia substituir todos os livros - menos os com páginas a cores, os atlas, os livros de arte, e alguns poucos outros - por tudo aquilo que juntei na minha vida.

O Tiê Lima,que trabalha também na REPENSE, é a primeira pessoa que conheço que comprou e recebeu o Kindle internacional da Amazon e já lê nele, todos os dias, a edição do Globo que o acompanha para onde vai em São Paulo, onde reside.

Hoje, tudo acontece em cada hoje, a Amazon anunciou que vai disponibilizar os seus livros também nas telas dos computadores desde que o cliente siga um determinado caminho que nem quis saber qual seria.

Tudo isto por que ainda não sei o que deva fazer, e como deva fazer o que deverei fazer para atender às minhas demandas por novas informações “livrescas”.

Na Bienal do Livro, no Rio, comprei no estande da Record um livro da Bertrand Brasil, 1421, de autoria de um oficial de marinha inglês dedicado a convencer o mundo que os chineses no ano de 1421 foram os verdadeiros descobridores do mundo, percorrendo toda a Terra com esquadras imensas, comandadas por almirantes eunucos – tinham de ser eunucos, mesmo.

O livro é apenas o ponto de partida, ou de entrada, no site do autor que transformou a sua descoberta dos feitos chineses numa oportunidade para obter a glória em 2009, 560 anos depois dos eunucos chineses terem feito as suas viagens incríveis comprovadas por ele nas páginas impressas do livro.

Este seria o livro típico para ser compartilhado com os leitores por um e-reader que dispusesse de cores para exibir mapas e fotos nítidas dos objetos recuperados de naufrágios dos chineses.

Com o Kindle – todo em preto e branco, e mais todas as tonalidades do cinza – isto não seria possível. Faltam as cores, faltam as pesquisas paralelas que todos gostariam de poder fazer.

Mas, que dentro de poucos anos todos nós vamos ler “livros” desta maneira não tenho dúvidas de apostar seja o que for.

Churchill dizia que quem apostava ou era desonesto ou muito burro. Desonesto quando tinha certeza de sua certeza e muito burro quando acontecia exatamente o oposto.

Neste caso dos e-readers nos próximos anos, nos próximos 5 anos, nos próximos 10 anos qualquer aposta de minha parte me caracterizaria como desonesto por ter absoluta certeza de que isto irá acontecer.

Então para que tanto esforço em dizer isto no Almanaque?

Por outro motivo muito mais importante: agora sem apostar, mas tendo uma nova certeza subjacente de que estas leituras virtuais disponíveis on line vão mudar mais as nossas vidas futuras do que por exemplo, a nossa vida passada mudou com a televisão, com a Internet e com o celular.

Sem tornar este tema mais longo do que já está: todos terão acesso a tudo de bom e de mau, e isto vai ter efeitos revolucionários sobre a moral, sobre a política, sobre a religião, sobre a educação, sobre o relacionamento humano. E até onde eu saiba ninguém ainda está falando sobre isto.

O ser ou não ser vai ganhar uma dimensão jamais pensada por Shakspeare (como ele se assinava) do que ele podia imaginar.

Será mais ou menos como um navegador solitário que hoje , simplesmente ao apertar uma tecla num GPS, sabe exatamente onde está sem fazer um único cálculo para definir sua latitude e sua longitude aproximadas.

Neste novo mundo de certezas quem souber usar as simples ferramentas de busca de informações estará tão capacitado quanto o pós-graduado na mais respeitada universidade.

Eles terão acesso instantâneo às mesmas informações.