domingo, 9 de junho de 2013

Você não ENTRA na Internet. A Internet que ENTRA em você!









Olhe para esta ilustração e a amplie. É um modelo que demonstra como funciona impecavelmente a espionagem sobre tudo o que você faz na Internet.




Bem antes desta denúncia de que o Obama havia prosseguido com a varredura de todas as mensagens veiculadas pelas Internet, telefones, pensamentos mais altos o editor deste Almanaque tinha a certeza de que há muito anos NÃO EXISTE PRIVACIDADE NA INTERNET.

Desde a destruição do jato comercial da PanAm pelos líbios em Lockerby soube e entendi que todo o potencial de espionagem tecnológica norte-americana havia sido mobilizado para impedir este tipo de ato terrorista pudesse se repetir.

Por ocasião do 11 de setembro - em que forçosamente os sauditas que sequestraram os aviões e foram explodi-los no World Trade Center, em Washington e no ar  - da minha posição de pretenso observador ativo do cenário internacional não consegui engolir o fato das agências de espionagem americanas terem sido surpreendidas.

Para dar uma dimensão da minha descrença lembro que um sub-produto da nova espionagem americana após a tragédia com o avião da PanAm passou a existir uma versão civil vendida para empresas ávidas por informações estratégicas.

|O programa civil denominado de Carnivore permitia, por exemplo, que uma mineradora fosse capaz de captar em ligações telefônicas, faxes, comunicação via rádio palavras chave que acionariam seus registros.

As palavras relacionadas à mineração e toda a sua terminologia passavam a ser detectadas pelos sistemas inteligentes e a assinante do serviço sabia da perspectiva de uma nova jazida perdida num país da África  ao mesmo tempo por seus descobridores e pelos concorrentes que pagassem pelo Carnivore.

Quando soube da longa (cerca de 4 anos)  preparação do sequestro dos aviões pelos sauditas que se mudaram em separado para os EUA com o fim de fazer o que fizeram não consegui acreditar que eles, seus chefes, seus líderes não tivessem feito alguma bobagem em alguma ligação e tenham passado despercebidos até o dia 11 de setembro.

Poucas semanas depois do 11 de setembro apareceu na imprensa internacional que alguma coisa tinha sido percebida pela NSA , mas que por questões de ciumeiras entre entidades da mesma área, do mesmo governo não se comunicaram entre elas gerando aquela tragédia.

As torres vieram abaixo e os Estados Unidos começaram uma guerra nova para achar o Bin Laden que só chegou a um fim com a execução do terrorista - após a morte de milhares de soldados americanos em sua missão punitiva nos países que abrigavam os piores terroristas responsáveis pelo atentado.

Conclui que a eficiência da espionagem norte-americana não era esta coisa toda.

Para mineradoras o Carnivore podia valer o investimento. Para o país que deveria ter a versão mais avançada do sistema não teria adiantado nada.

Portanto, mesmo com esta grande falha - atribuída a problemas de vaidade das pessoas - o sistema não ia ser jogado fora. Ele teria de ser aprimorado e aprimorado para americanos e conseguir ganhar uma corrida espacial e pousar na Lua antes dos soviéticos como o fizeram quando isto foi preciso.

Consequência disto tudo: com todas as informações pairando no éter e cada vez mais com mais informações era claro que o sistema estava ativado.

O que me espanta é o espanto de pessoas bem informadas -jornalistas- ao perceberem que  o BIG BROTHER está de olho em todos os americanos e por isto mesmo em TODOS os usuários de sistemas de comunicação do mundo.

Inclusive em você e em mim.

Confesso que esta criteriosa monitoração não me incomoda. A considero como uma realidade impossível de ser combatida a não ser que abandone toda a comunicação e todas as vantagens que passamos a ter com a sua existência.

Como palavra de alerta que dou aos amigos, aos alunos e a quem queira me ouvir é que deixem de lado a ilusão de que vocês entram na Internet.

Quando você se loga quem entra em você é a Internet e todos temos de nos conformarmos com este novo momento - na verdade com a NOVA ERA - do mundo.

Um comentário:

Pio Borges da Cunha disse...

Todos os convidados para programas de debates na televisão estão dizendo estas coisas , cada um a seu modo.
Os primeiros brasileiros da safra trazida de Portugal no século 16 deram o nome de bem-te-vi a um passarinho que parecia avisar a todos que faziam alguma coisa que não podia ser vista que ele estava vendo tudo.
Seria bom você mudar o toque de seu celular para um canto de bem-te-vi. Para você não esquecer desta tradição humana de muitos séculos...