As maiores preocupações dos teóricos e práticos da navegação abrangiam da construção de barcos, ao estudo dos ventos passando pela correta forma de posicionar o barco em alto mar.
Com latitude e longitude registradas de forma que outro barco pudesse ir aos mesmos locais com precisão.
A matéria prima para a construção de barcos vinha de uma floresta de pinheiros mandada plantar pelos reis de Portugal (dois séculos antes) para proteger as terras do interior da ação de ventos que tenderiam a arrasar as plantações.
Eles queriam preservar o ambiente para que daquele ambiente agrícola pudesse ser gerada alimentação para o seu povo.
Por isto mesmo todas as árvores derrubadas em Leiria eram replantadas.
Portanto os pinhais de Leiria podiam sempre suprir os estaleiros de árvores e tanino para a construção e calafetagem dos cascos de barcos.
Navegar nas proximidades das terras era muito mais seguro para o navegante desconhecedor das boas técnicas da marinharia. Os problemas que levavam aos naufrágios ocorriam quando afastados das costas e desejando voltar os capitães se perdiam em meio a ventos adversos e não conseguiam aproar os seus barcos para onde queriam.
Um raciocínio simples sobre o que faziam os navegadores portugueses nesta sua tarefa de explorar as costas africanas me parece muito lógico.
Desde meados do século XV os portugueses estavam dedicados a explorar as costas da África já que em suas próprias terras já não havia muito a explorar.
Portugal havia sido ocupado pelos árabes –os mouros – por mais de 800 anos. Esta convivência com as tribos européias que vivam no que viria ser Portugal deu origem às gentes portuguesas que guardam traços árabes em sua aparência e cantam suas músicas com toques tristes relacionados à música árabe.
Com muitas das suas qualidades herdadas de suas origens árabes com todas as vantagens e as desvantagens desta proximidade.
Mas, dentre as qualidades estava a dos portugueses serem ladinos.
Aprenderam a negociar à partir de uma posição menos poderosa, e aprenderam a “levar vantagem em, tudo, certo?” como se definiu na Lei de Gérson instituída 500 anos depois.
A Escola de Sagres, sendo uma escola ou não, era um think tank com o objetivo de estender o poder do pequeno Portugal num mundo inacessível a todos os outros povos europeus no século XV.
Procure os mapas portugueses de 1503, onde aparece a costa da África e se surpreenda com a precisão dos contornos. Do outro lado do Atlântico já aparece o Brasil português delimitado pelo tratado das Tordesilhas.
Este tratado assinado pelo papa Alexandre VI , um ilustre membro da família Borgia, foi também assinado por Portugal por um misto de cosmógrafo, diplomata, navegador, chamado Duarte Pacheco Ferreira. Isto em 1494, dois anos depois de Colombo ter chegado a terras além das 370 léguas a oeste de Cabo Verde.
Que por este tratado com o aval do representante de Deus na terra ficavam claramente nas mãos dos espanhóis.
Já ficavam antes mediante a Bula Intercoetera, também assinada por Alexandre VI em 1493, mas que tinha como inconveniente para os portugueses os limites para as suas terras a Oeste de Cabo Verde, ficarem a apenas 100 léguas de Cabo Verde.
Não pode haver muita dúvida de que as 270 léguas a mais do novo tratado não foram negociadas por capricho. As navegações portuguesas ao longo dos anos 1400 já haviam identificado o potencial de riquezas de novas terras nestes limites.
Tanto que o mesmo Duarte Pacheco Ferreira em 1498 com duas caravelas veio para a região dasa novas terras portuguesas e confirmou ao rei Manoel que aqui – do que viria ser o Ceará até o que viria ser Belém – havia muitas riquezas citando nominalmente o “Brasil”.
Duarte Pacheco Ferreira foi considerado um gênio da raça, pois antes do cronômetro e de instrumentos de navegação mais sofisticados conseguia identificar com precisão por onde estava navegando.
Possivelmente era na ocasião o único navegador capaz de fazer isto no mundo. O fato de ter sido o negociador português do Tratado de Tordesilhas e de ter vindo com duas embarcações reconfirmar a validade de seus termos torna a sua viagem a verdadeira descoberta do Brasil.
E por que toda esta valorização de Pedro Álvares Cabral?
Por que a idéia das terras terem sido descobertas somente em 1500 por acaso por ter ele derivado muito para oeste antes de chegar ao cabo da Boas Esperança?
Nova pausa para descanso...
Doses diárias de informações sobre comunicação, marketing direto, coisas que nos fazem agir, mudar de opinião e muito mais se você participar
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Amanhã será melhor do que hoje porque hoje já é melhor do que ontem...
Quando entrei pela primeira vez numa redação de jornal ouvi uma frase que influenciou muito a minha vida e certamente determinou mudanças no comportamento de toda uma geração, na qual, você leitor deste blog, se inclui:
Good news is no news!
Numa interpretação mais livre isto queria dizer que se o jornal fosse escrito somente com as boas notícias não iria interessar a ninguém.
Daí a necessidade de esmiuçar os fatos e preferir sempre dar as notícias associadas às controvérsias. Ou seja, matérias na linha do “baba ovo” sempre seriam rejeitadas pelos leitores.
Mas, antes de escrever isto aqui dei uma pesquisada no Google e fui descobrir que a expressão nasceu com os seus termos invertidos:
No news is good news. Ou como diziam os franceses “pas de nouvelles, bonne nouvelles”.
Conceito que foi difundido pela primeira vez em 1615 com o rei James, da Inglaterra, dizendo que preferia não receber notícias do que receber notícias más.
Voltemos para as redações no século 20 e 21 e por seus produtos – notícias, reportagens, artigos – fica evidente que há um cuidado especial em evidenciar os perigos de fim de mundo que nos cercam. Isto fica claro em praticamente todas as coisas que estejam acontecendo.
Imagine uma pessoa influenciável, insegura, temerosa de tudo ao ler um jornal, revista ou assistir noticiários de TV. Claro que ao final do dia estará muito preocupado com o fim do mundo que estaria chegando à galope.
Na saúde os hospitais são insuficientes e cometem as maiores barbaridades com os clientes. Os médicos despreparados são carrascos ocultos, os medicamentos custam fortunas e são ineficazes.
Os laboratórios, assim como a maioria das empresas, não têm a honestidade como ponto forte: compram governos, inventam medicamentos inócuos e tornam-se cada vez mais ricos.
Mas, ao longo das décadas do século 20 a expectativa de vida só teve crescimento.
Se fossemos chamados a projetar como estaria a expectativa de vida do gênero humano e tivéssemos diante de nós apenas as notícias esparsas seríamos uns irresponsáveis se disséssemos que a expectativa de vida das pessoas estava crescendo.
Da mesma forma, diante das avaliações sobre o capitalismo e seus males, também não seria estranho dizermos que o regime do mundo iria provar em breve que a economia global estava entrando numa crise de onde seria muito difícil sair.
Os sistemas de transporte coletivos e pessoais estão também na iminência de um colapso e que será óbvio imaginar um mundo em que o recurso a ele seja o mais restrito possível, “para o bem de todos”.
Num jornal qualquer notícia questionando a iminência das catástrofes merece o apelido de matéria “chapa branca”, lembrando dos tempos já distantes quando somente os carros oficiais do governo recebiam chapas com fundo branco e números em preto.
E, portanto, de uma reportagem “chapa braça” só se poderia esperar interpretações distorcidas da realidade.
O publicamente aceito como certo são as matérias que anunciam maus momentos à frente.
O sagaz Ibraim Sued, em sua coluna de jornal fartava-se de repetir uma jóia do pensamento árabe:
Os cães ladram, a caravana passa...
Nesta década as matérias sobre a grande crise climática gerada pelo homem tornam politicamente incorreta qualquer contraposição relacionada à busca de outras causas para o aquecimento global. A culpa deve recais na desmedida ambição das indústrias e seus produtos provocadores do efeito estufa.
Quem acompanha e se pauta pelas notícias, artigos, livros, entrevistas, pronunciamentos de pessoas famosas só tem a esperar o fim do mundo em breve.
Como a população dos EUA, ao construir abrigos contra ataques nucleares nos anos 50 e 60 do século passado, esperava apenas o início da Terceira e inevitável Guerra Mundial para os próximos dias.
Estamos aqui, com expectativa de vida aumentada. Os abrigos contra ataques nucleares foram usados para outros fins como asseguro que serão usados para outros fins todas as antecipações das grandes tragédias aqui relacionadas.
Não é pelas virtudes individuais de dirigentes, mas pela preocupação biológica da espécie humana preservar-se.
Mesmo sem falar do mundo como um todo, onde as melhorias de vida continuam ocorrendo, o Brasil onde vivemos se torna melhor a cada dia. Coisa que nada tem a ver com o governo, que pelo contrário, com toda a força de sua ignorância sobre qualquer tema, apenas incentiva os cidadãos a se tornarem independentes do estado.
Se este texto fosse guardado numa cápsula e somente aberto daqui a 100 anos eu aposto que quem o lesse iria concordar muito com o que aqui foi dito.
E talvez o usasse para contrapor às projeções de catástrofes vigentes no ano de 2110!
Good news is no news!
Numa interpretação mais livre isto queria dizer que se o jornal fosse escrito somente com as boas notícias não iria interessar a ninguém.
Daí a necessidade de esmiuçar os fatos e preferir sempre dar as notícias associadas às controvérsias. Ou seja, matérias na linha do “baba ovo” sempre seriam rejeitadas pelos leitores.
Mas, antes de escrever isto aqui dei uma pesquisada no Google e fui descobrir que a expressão nasceu com os seus termos invertidos:
No news is good news. Ou como diziam os franceses “pas de nouvelles, bonne nouvelles”.
Conceito que foi difundido pela primeira vez em 1615 com o rei James, da Inglaterra, dizendo que preferia não receber notícias do que receber notícias más.
Voltemos para as redações no século 20 e 21 e por seus produtos – notícias, reportagens, artigos – fica evidente que há um cuidado especial em evidenciar os perigos de fim de mundo que nos cercam. Isto fica claro em praticamente todas as coisas que estejam acontecendo.
Imagine uma pessoa influenciável, insegura, temerosa de tudo ao ler um jornal, revista ou assistir noticiários de TV. Claro que ao final do dia estará muito preocupado com o fim do mundo que estaria chegando à galope.
Na saúde os hospitais são insuficientes e cometem as maiores barbaridades com os clientes. Os médicos despreparados são carrascos ocultos, os medicamentos custam fortunas e são ineficazes.
Os laboratórios, assim como a maioria das empresas, não têm a honestidade como ponto forte: compram governos, inventam medicamentos inócuos e tornam-se cada vez mais ricos.
Mas, ao longo das décadas do século 20 a expectativa de vida só teve crescimento.
Se fossemos chamados a projetar como estaria a expectativa de vida do gênero humano e tivéssemos diante de nós apenas as notícias esparsas seríamos uns irresponsáveis se disséssemos que a expectativa de vida das pessoas estava crescendo.
Da mesma forma, diante das avaliações sobre o capitalismo e seus males, também não seria estranho dizermos que o regime do mundo iria provar em breve que a economia global estava entrando numa crise de onde seria muito difícil sair.
Os sistemas de transporte coletivos e pessoais estão também na iminência de um colapso e que será óbvio imaginar um mundo em que o recurso a ele seja o mais restrito possível, “para o bem de todos”.
Num jornal qualquer notícia questionando a iminência das catástrofes merece o apelido de matéria “chapa branca”, lembrando dos tempos já distantes quando somente os carros oficiais do governo recebiam chapas com fundo branco e números em preto.
E, portanto, de uma reportagem “chapa braça” só se poderia esperar interpretações distorcidas da realidade.
O publicamente aceito como certo são as matérias que anunciam maus momentos à frente.
O sagaz Ibraim Sued, em sua coluna de jornal fartava-se de repetir uma jóia do pensamento árabe:
Os cães ladram, a caravana passa...
Nesta década as matérias sobre a grande crise climática gerada pelo homem tornam politicamente incorreta qualquer contraposição relacionada à busca de outras causas para o aquecimento global. A culpa deve recais na desmedida ambição das indústrias e seus produtos provocadores do efeito estufa.
Quem acompanha e se pauta pelas notícias, artigos, livros, entrevistas, pronunciamentos de pessoas famosas só tem a esperar o fim do mundo em breve.
Como a população dos EUA, ao construir abrigos contra ataques nucleares nos anos 50 e 60 do século passado, esperava apenas o início da Terceira e inevitável Guerra Mundial para os próximos dias.
Estamos aqui, com expectativa de vida aumentada. Os abrigos contra ataques nucleares foram usados para outros fins como asseguro que serão usados para outros fins todas as antecipações das grandes tragédias aqui relacionadas.
Não é pelas virtudes individuais de dirigentes, mas pela preocupação biológica da espécie humana preservar-se.
Mesmo sem falar do mundo como um todo, onde as melhorias de vida continuam ocorrendo, o Brasil onde vivemos se torna melhor a cada dia. Coisa que nada tem a ver com o governo, que pelo contrário, com toda a força de sua ignorância sobre qualquer tema, apenas incentiva os cidadãos a se tornarem independentes do estado.
Se este texto fosse guardado numa cápsula e somente aberto daqui a 100 anos eu aposto que quem o lesse iria concordar muito com o que aqui foi dito.
E talvez o usasse para contrapor às projeções de catástrofes vigentes no ano de 2110!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
PARA PENSAR NA PÓS-COPA:VOCÊ OU A SUA EMPRESA FAZEM ALGUMA DIFERENÇA?
Você saberia dar as respostas "certas" às perguntas abaixo?
• If your company closed its doors tomorrow, would your customers really care?
• Are your customers loyal to your company and its products?
• Do you provide your customers with a positive emotional experience?
• How does your product add value to your customers’ lives?
• Do your employees perform their jobs with designing for the customer in mind?
• Is your client base vulnerable to the competition?
• Do your customers consider your company their friend?
Pois bem, elas fazem parte de um livro excepcional : Você tem importância?
E são na opinião deste editor de Almanaque as primeiras perguntas que cada empreendedor deve se fazer diariamente.
Se você achar que as perguntas têm sentido peça mais detalhes sobre o livro.
• If your company closed its doors tomorrow, would your customers really care?
• Are your customers loyal to your company and its products?
• Do you provide your customers with a positive emotional experience?
• How does your product add value to your customers’ lives?
• Do your employees perform their jobs with designing for the customer in mind?
• Is your client base vulnerable to the competition?
• Do your customers consider your company their friend?
Pois bem, elas fazem parte de um livro excepcional : Você tem importância?
E são na opinião deste editor de Almanaque as primeiras perguntas que cada empreendedor deve se fazer diariamente.
Se você achar que as perguntas têm sentido peça mais detalhes sobre o livro.
terça-feira, 15 de junho de 2010
O que vamos fazer com tantos estádios se o futebol continuar assim? Uma ideia a considerar...

Não consegui uma boa ilustração juntando futebol, rei nu, e mudanças, mas achei que esta seria mais agradável...
Há um bom tempo fui um dos sete co-autores do livro “Futebol no Bolso”, muito elogiado na época por críticos, jornalista e por seus 10 mil compradores às vésperas da Copa do Mundo de 1966...
O livro justificava o “no Bolso” do título devido a seu formato e de expor, como num Almanaque, tudo o que se precisava saber sobre futebol .
Foi considerado por gente como o Stanislaw Ponte Preta ( Sérgio Porto) como o tira teima capaz de sanar qualquer discussão sobre futebol num país repleto de técnicos.
Por isto mesmo, sem ter dedicado depois disto um minuto da minha vida profissional ao futebol , ouso escrever este texto que poderá ser a primeira denúncia (ou a primeira percepção) de que o rei está nu.
O primeiro jogo do Brasil hoje vai ser na visão deste Almanaque um divisor de águas com profundas implicações para o seu bolso.
Se o futebol estiver ficando nu (como o rei do conto) , como a mim está parecendo ficar, a Copa da África vai ser de fato a primeira Copa Mundial da Pelada jogada por equipes de salto alto.
Uma porcaria, uma perda de tempo, uma perda de dinheiro, um sinal de fim de uma época.
Lembro a cada leitor que no início do século 20 os clubes de futebol do Rio de Janeiro eram originariamente clubes de regatas.
Regatas de barcos a remo.
Regatas que reuniam a coisa mais próxima das multidões nas margens da baía de Guanabara para assistir “renhidas competições” entre Vasco, Botafogo, Flamengo, São Cristóvão, Boqueirão do Passeio e mais uma dezena de clubes que decidiram expandir as suas atividades incorporando o futebol como um novo esporte para os seus torcedores.
Os jornais dedicaram mais e mais espaço gratuito ao novo esporte repleto de termos em inglês com keepers, backs, Center halfs , fouls , penalties e goals. Campos de futebol (fields) foram se transformando em estádios num movimento que ocorreu em centenas de países do mundo, sob comando da FIFA.
Pesquise num sebo e se por algum milagre encontrar um exemplar do Futebol no Bolso leia a história do esporte e comprove como ele passou por mudanças radicais nos primeiros 70 a 100 anos de existência.
Se nesta Copa da África prosseguir esta tragédia esportiva as novas mudanças podem nos doer no bolso muito mais do que as discussões sobre o futebol.
Se jogarmos bem hoje, coisa que considero às 9 horas da manhã no Rio, impossível não acontecer, vamos nos entusiasmar e alongarmos a nossa visão otimista quanto à nossa próxima Copa.
Se jogarmos a mesma porcaria que está sendo jogada por estes grupos de peladeiros até agora apresentados (menos Alemanha e menos espasmos da Holanda, etc, e etc.) vamos começar a pensar no desperdício de recursos para a Copa de 2014 no Brasil.
O sambódromo do Rio para ser construído por notórios desperdiçadores de dinheiros públicos justificou o dinheiro gasto para uso restrito a um carnaval por ano pela ocupação dos camarotes como colégio público durante o resto do ano.
Os novos estádios para a Copa no Brasil tenderão a continuar tão desertos quanto os velhos estádios de hoje durante os últimos campeonatos brasileiros.
Portanto ao escrever antes do jogo contra a Coreia do Norte ouso identificá-lo como o mais importante da nossa história do futebol.
Dele vai depender se teremos de adaptar estádios para outras atividades. Talvez os dotando de terminais em cada cadeira que permitam esportes serem jogados on line e ao vivo por todos os que pagarem ingressos.
E os jogadores passem a ser gladiadores virtuais, vampiros, ETs , sei lá.
Já pensou quando o público imitando os romanos do Coliseu decidir pela morte súbita dos frangueiros e eles de fato morrerem diante das torcidas retorcidas?
Cara, acho que já achamos a solução para o futebol no futuro, qualquer que seja o resultado do jogo de hoje...
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Desculpe pai, é bonito, mas não é verdade...
Para perceber como a vida é rápida só existe uma forma: viver.
Por mais que racionalmente possamos imaginar o futuro o simples fato dos dias se sucederem um a um nos leva a pensar que tudo ocorra muito lentamente.
Nada mais enganoso. 2010 já está bem distante, em termos humanos, da década em que nasci. Mas, para mim, parece que foi tudo muito recente.
Lembro de um soneto recitado de memória por meu pai quando eu ainda era um rapazola que ao mesmo tempo me entusiasmava e me assustava. Nele o autor, um padre, cearense como meu pai, cultuado como "o príncipe dos poetas cearenses", fazia a separação nítida do mundo dos jovens do mundo dos idosos.
Foi para mim um tremendo incentivo para que enfrentasse o mundo sem medo de perder tempo, pois o tempo era para os jovens a munição sempre disponível, que iria garantir meu poder de fogo durante um bom número de anos.
E estes anos na visão minha visão de rapazola durariam enquanto eu desejasse que perdurassem.
Mas o soneto, reproduzido a seguir reserva um fim de jornada nada otimista para o mesmo rapazola quando, por simples decurso de prazo, ele conte com mais anos adicionados à sua vida.
Ora, querido pai, peço licença para discordar do padre Antonio Thomaz e de você.
Eis o soneto:
CONTRASTE Antonio Thomaz Lourenço
“Quando partimos no verdor dos anos
Da vida pela estrada florescente,
As esperanças vão conosco à frente,
E vão ficando atrás os desenganos.
Rindo e cantando, céleres, ufanos,
Vamos marchando descuidosamente;
Eis que chega a velhice, de repente,
Desfazendo ilusões, matando enganos.
Então, nós enxergamos claramente
Como a existência é rápida e falaz,
E vemos que sucede, exatamente,
O contrário dos tempos de rapaz:
Os desenganos vão conosco à frente,
E as esperanças vão ficando atrás!”
Sempre que me lembrava do soneto ao longo da vida receava o momento em que a última estrofe me atingisse e morria de medo de me tornar um trator arrastando desenganos atrás de mim.
Confesso que a vida vivida por mim até hoje esteve e está sempre em ebulição e para meu profundo prazer declaro que as minhas esperanças continuam comigo à frente.
Ontem quando fiz uma palestra no evento DBM 20 anos e principalmente ao ouvir as palestras de meus colegas tive a certeza de que por mais tempo que tenha à frente há muito mais esperanças para levar comigo à frente do que desenganos para tornar tristes os meus dias.
Graças a Deus.
Graças a Deus, e também a meu pai e ao padre pela permanência num cantinho de minha memória deste soneto como um sinal de alerta vermelho.
Hoje eu o recomendo para assombrar criancinhas levando-as a enfrentar o mundo mais profissionalmente apesar de sua pouca idade...
É como aquele estandarte que os legionários romanos levavam nas marchas triunfais dos generais em suas marchas triunfais em Roma: Memento mori.
Por mais que racionalmente possamos imaginar o futuro o simples fato dos dias se sucederem um a um nos leva a pensar que tudo ocorra muito lentamente.
Nada mais enganoso. 2010 já está bem distante, em termos humanos, da década em que nasci. Mas, para mim, parece que foi tudo muito recente.
Lembro de um soneto recitado de memória por meu pai quando eu ainda era um rapazola que ao mesmo tempo me entusiasmava e me assustava. Nele o autor, um padre, cearense como meu pai, cultuado como "o príncipe dos poetas cearenses", fazia a separação nítida do mundo dos jovens do mundo dos idosos.
Foi para mim um tremendo incentivo para que enfrentasse o mundo sem medo de perder tempo, pois o tempo era para os jovens a munição sempre disponível, que iria garantir meu poder de fogo durante um bom número de anos.
E estes anos na visão minha visão de rapazola durariam enquanto eu desejasse que perdurassem.
Mas o soneto, reproduzido a seguir reserva um fim de jornada nada otimista para o mesmo rapazola quando, por simples decurso de prazo, ele conte com mais anos adicionados à sua vida.
Ora, querido pai, peço licença para discordar do padre Antonio Thomaz e de você.
Eis o soneto:
CONTRASTE Antonio Thomaz Lourenço
“Quando partimos no verdor dos anos
Da vida pela estrada florescente,
As esperanças vão conosco à frente,
E vão ficando atrás os desenganos.
Rindo e cantando, céleres, ufanos,
Vamos marchando descuidosamente;
Eis que chega a velhice, de repente,
Desfazendo ilusões, matando enganos.
Então, nós enxergamos claramente
Como a existência é rápida e falaz,
E vemos que sucede, exatamente,
O contrário dos tempos de rapaz:
Os desenganos vão conosco à frente,
E as esperanças vão ficando atrás!”
Sempre que me lembrava do soneto ao longo da vida receava o momento em que a última estrofe me atingisse e morria de medo de me tornar um trator arrastando desenganos atrás de mim.
Confesso que a vida vivida por mim até hoje esteve e está sempre em ebulição e para meu profundo prazer declaro que as minhas esperanças continuam comigo à frente.
Ontem quando fiz uma palestra no evento DBM 20 anos e principalmente ao ouvir as palestras de meus colegas tive a certeza de que por mais tempo que tenha à frente há muito mais esperanças para levar comigo à frente do que desenganos para tornar tristes os meus dias.
Graças a Deus.
Graças a Deus, e também a meu pai e ao padre pela permanência num cantinho de minha memória deste soneto como um sinal de alerta vermelho.
Hoje eu o recomendo para assombrar criancinhas levando-as a enfrentar o mundo mais profissionalmente apesar de sua pouca idade...
É como aquele estandarte que os legionários romanos levavam nas marchas triunfais dos generais em suas marchas triunfais em Roma: Memento mori.
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domingo, 30 de maio de 2010
Vou falar sobre os 20 anos do database marketing. Em cada perna...

O desafio que todo profissional tem hoje é falar sobre algum tema e se ver diante de outras pessoas que falam sobre o assunto com muito mais propriedade.
Se antes descobrir isto podia demorar anos, e até poderia jamais ser visto, agora o problema é imediato.
Diante do convite para ser um dos palestrantes do evento DBM 20 Anos em São Paulo procurei juntar o que aprendi, lembrar das minhas experiências - sucessos e insucessos - e tratei de montar a palestra.
Mas, nada hoje pode ser feito sem uma consulta cuidadosa via Google para ver se não estaria falando sobre alguma coisa tornada obsoleta durante o fim de semana.
Não foi o fim de semana, foi do ano passado para cá.
Trata-se do livro cuja capa está aqui - que já comprei na Amazon - e que deve chegar na semana que vem.
Já li alguns capítulos na Internet, vi que o livro tem quase 800 páginas e não deixa pedra sobre pedra nesta questão de database marketing.
Tudo o que eu sei, e garanto, tudo o que você sabe vai ficar muito mais sólido diante do que os autores dizem em seu livro.
Minha palestra continuará interessante pois estes autores não sabem da minha experiência no Brasil e em alguns outros países que acredito possa inspirar boas ideias.
Mas a ideia melhor será de imediato comprar o livro. Sai por uns 90 dólares e vai fazer de você a pessoa que vai saber mais sobre tudo o que interessa em database marketing.
Garanto.
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terça-feira, 18 de maio de 2010
Emprego X Trabalho Escravidão X Salário Speculateurs X Rentiers

O gênero humano, desde os primeiros passos planejados do homo sapiens na África rumo ao norte do continente (há uns 200 000 anos) produziu duas espécies de pessoas: as que pensam, criticam e tratam de mudar o que exista e as que preferem seguir as que fazem as mudanças.
Vilfredo Pareto (1848-1923) tornou o seu nome universalmente reconhecido ao escrever um trabalho sobre a distribuição da renda entre as pessoas em que concluiu que 20% das pessoas acumulavam 80 das riquezas.
Ele originou a Lei dos 80/20 aplicada com sucesso a várias outras áreas, inclusive na área de negócios - pois as empresas obtêm 80% de seus lucros de 20% dos seus clientes.
Uma afirmativa repetida em todos os cursos de marketing desde que o tema foi abordado no século passado...
Pareto também, com o seu empenho de toda a vida de transformar a sociologia numa ciência dividiu a humanidade em speculateurs e rentiers.
Sendo os speculateurs os que ousavam mudar o mundo à sua volta e os rentiers os que “alugavam” o mundo tal como estava antes de passar pelas mudanças propostas e implantadas pelos primeiros.
Se num passe de mágica todos se tornassem speculateurs por um ano que fosse estaria automaticamente instalado o caos.
Todos inconformados com o status quo, todos tratando de fazer mudanças, algo que exige muito tempo e muita dedicação; todos abandonando os seus afazeres habituais para terem tempo de promover as mudanças pensadas.
Também, com sinais trocados, se todos se tornassem rentiers teríamos outro caos, mais danoso para a humanidade. O absoluto conformismo, a filosofia do “deixa como está para ver como é que fica” iria promover a esclerose da raça humana, algo de que tivemos uma antevisão limitada em sociedades totalitárias no século 20.
Nelas o impulso pela evolução nacional quase se anulou, por exemplo, na RDA lado a lado com a Alemanha Federal. A diferença entre as duas foi o direito de discordar e de não fazer somente o que os dirigentes deixavam fazer.
O tema desta postagem decorreu de matéria na CBN destacando a necessidade de garantir o emprego para menores carentes ao atingirem a maioridade.
E os propositores da garantia de emprego paravam por aí.
Achei isto errado e espero que você compartilhe de minha visão.
Para tratar do assunto, num mergulho no universo das idéias, procurei chegar ao que realmente é essencial para a sociedade.
Dentre várias alternativas consideradas fixei-me numa em especial: assegurar de que a cada momento haja gente suficiente e hígida para permitir o prosseguimento da sua vida e de sua evolução diante dos outros grupos humanos.
Ao chegar a esta definição simplista vi uma grande (e incômoda) afinidade com os objetivos de um time de futebol de várzea.
Mas, fiquei mais tranquilo quando me assegurei de que poderia ser aplicada com a mesma segurança também a uma cidadezinha do interior, a um estado, a um país ou ao mundo inteiro.
Arnold Toynbee (1889-1975) escreveu uma obra prima sobre as razões do nascimento e decadência de 26 civilizações ao longo da história. Esta obra em 12 volumes foi Um Estudo de História em que ele comprova que a ascensão e queda de todas elas se deu – de dava e se dará – em função da capacidade do grupo enfrentar e superar desafios de toda a espécie.
Ao superar estes desafios (que somente ao serem superados se comprovam superáveis) decorrentes da natureza, da cobiça dos vizinhos, das pragas gente reunida numa região passou a ser reconhecida como civilizações.
A sua queda ocorre quando os seus dirigentes não conseguem diagnosticar novos desafios, ou quando diagnosticam não conseguem superá-los, deixando de combatê-los.
E então suas civilizações são destruídas ou absorvidas.
Tanto nas civilizações (grupamentos humanos) que enfrentam e superam desafios quanto nas que são destruídas por não serem capazes de superá-los, as decisões, ao contrário do que possa parecer, quando nos referimos a elas como “os gregos”, “os babilônios”, “os astecas”, foram... de speculateurs em cada uma delas.
O grupo em geral, o povo, de rentiers ficou à espera que “alguém resolvesse o problema”.
Alguns destes speculateurs tiveram os seus nomes conhecidos – como os gregos do 5º século antes de Cristo. Mas, a maioria deles permaneceu completamente desconhecida. Foram chineses, astecas, incas, africanos que não contavam com registros no momento em que tomavam as suas decisões.
Suas decisões não foram registradas “jornalisticamente” quando ocorreram e por isto jamais passaram para a história.
Em nosso mundo brasileiro de 192 milhões de habitantes em 2010 vivemos numa vasta área de terras que parece quase despovoada se a olharmos de uns 80 quilômetros de altitude.
Olhando para baixo, ou em fotos espaciais, vemos grandes manchas verdes, e amareladas e uns poucos indícios de desenho diferente nas grandes cidades. Basta mergulhar no Google Earth e rapidamente você só vai perceber que existe gente quando se aproxima muito da Terra.
O mais chocante é que se o Google Earth já existisse há 200 anos, ou há 2 000 anos, e até há 20 000 anos você teria de prestar muita atenção ao sobrepor imagens para perceber as mudanças ocorridas nas terras do Brasil se estivesse a uns 80 quilômetros de altura.
Todas as mudanças que vieram ocorrendo aqui embaixo foram feitas pelos speculateurs durante as suas vidas.
Surgiram cidades, grandes área plantadas, mudanças no contorno do litoral. Quem propôs e conduziu as mudanças foram as pessoas desassossegadas a quem são devidos todos os elogios e todas as recriminações.
Hoje, no ano 2010, há um grande incentivo para que os jovens não se conformem com o status quo.
Tudo que era o mais certo no início do século 20 não é mais tão certo no início do século 21, e há um campo imenso para promover mudanças.
As mais visíveis são as relacionadas ao comportamento humano em relação às demais pessoas.
A arte, em todas as suas manifestações, faz a espécie humana tornar-se igual a Deus, ao fazer coisas que literalmente endeusam os criadores com toda a justiça.
As artes interativas vão dominar a imaginação das próximas gerações, desde que elas não sejam patrulhadas em sua flama de mudanças.
A questão psicológica ou sobre a alma e forma das pessoas se darem conta (ou não) de sua importância abre perspectivas entusiasmantes para todas as pessoas. Como nunca antes na história da evolução dos seres humanos.
Não existem hoje, em 2010, barreiras instransponíveis.
O desafio é que daqui em diante nem o que chamamos hoje de barreiras irão existir.
O que fazer diante desta tela branca e todas as tintas que estarão a nossa disposição?
Daí a minha reação contrária à proposta do entrevistado da CBN que desejava demonstrar que a grande função de sua organização era a de garantir um emprego aos jovens por ela assistidos.
Na minha visão fazer isto com o mundo de oportunidades aberto a todos será o equivalente a ensinar pessoas a serem os melhores escravos ou a de tornar todos os possíveis speculateurs em comportados rentiers.
Proponho que cada um de nós adote como programa operacional transformar a todos – em especial, os jovens – em gente sem resistência às mudanças e preparar a todos para fazer estas mudanças o quanto antes.
Devo confessar que estou com certa pressa e não terei tempo para esperar pelo fim do século 21 para conviver com estas mudanças geniais que estão delineadas diante de nossos olhos.
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