Mostrando postagens com marcador evolução da publicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador evolução da publicidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de maio de 2010

Vou falar sobre os 20 anos do database marketing. Em cada perna...


O desafio que todo profissional tem hoje é falar sobre algum tema e se ver diante de outras pessoas que falam sobre o assunto com muito mais propriedade.


Se antes descobrir isto podia demorar anos, e até poderia jamais ser visto, agora o problema é imediato.


Diante do convite para ser um dos palestrantes do evento DBM 20 Anos em São Paulo procurei juntar o que aprendi, lembrar das minhas experiências - sucessos e insucessos - e tratei de montar a palestra.


Mas, nada hoje pode ser feito sem uma consulta cuidadosa via Google para ver se não estaria falando sobre alguma coisa tornada obsoleta durante o fim de semana.


Não foi o fim de semana, foi do ano passado para cá.


Trata-se do livro cuja capa está aqui - que já comprei na Amazon - e que deve chegar na semana que vem.


Já li alguns capítulos na Internet, vi que o livro tem quase 800 páginas e não deixa pedra sobre pedra nesta questão de database marketing.


Tudo o que eu sei, e garanto, tudo o que você sabe vai ficar muito mais sólido diante do que os autores dizem em seu livro.


Minha palestra continuará interessante pois estes autores não sabem da minha experiência no Brasil e em alguns outros países que acredito possa inspirar boas ideias.


Mas a ideia melhor será de imediato comprar o livro. Sai por uns 90 dólares e vai fazer de você a pessoa que vai saber mais sobre tudo o que interessa em database marketing.


Garanto.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Desde 1960 o mesmo anúncio já atraiu 400 mil clientes. Qual é o segredo?

John Caples deve em grande parte a sua fama por ter sido o autor do anúncio de resposta direta que permaneceu por mais anos - 35 - gerando mais respostas do que todos os demais que tentavam superá-lo como controle.

O anúncio era o "Todos riram de mim quando sentei ao piano...mas quando comecei a tocar..."

Era um anúncio que tocava numa das cordas mais sensíveis da vaidade humana. Alguém sentir-se admirado, invejado, e causar surpresa a todos a sua volta ao demonstrar a sua habilidade. O anúncio era para um curso de piano por correspondência do Arthur Murray Studio.

Pois bem, o anúncio do Caples, a que estou vinculado há quase 20 anos, como chairman do John Caples Award no Brasil, acaba de perder o seu título de veiculado há mais tempo na história da publicidade.

O jornal inglês Guardian comemorou este mês o 50º aniversário de publicação, sempre nas primeiras páginas, sempre com o mesmo formato, com o mesmo modelo, um anúncio editorial do Practical English Programme encabeçado pela pergunta:

Com vergonha de seu inglês?

Conforme o Guardian as respostas dos pelo menos 400 000 clientes que fizeram o curso, chegam de todos os tipos de pessoas, dos 15 aos 90 anos.

Todas, porém, têm em comum o fato de terem vergonha de como falam e escrevem a língua inglesa.

O modelo mais presente nas ligeiras variações do anúncio chamava-se Derek Derbyshire, e tinha 33 anos quando apareceu pela primeira vez. Estava desempregado quando pousou e ganhou três guinéus pelo trabalho, mas ao falecer teve o seu obituário publicado no jornal com a informação de que havia aparecido mais vezes na primeira página do jornal do que a rainha ou os primeiros ministros.

Bob Heap, gerente operacional do curso pertencente a uma subsidiária da empresa de mail-order de seu pai, confessou que o anúncio foi chupado de um outro americano, ligeiramente emendado, e que permanece até hoje como o maior gerador de pedidos e fechamento de negócios da empresa.

É interessante tomar em consideração que a base psicológica deste anúncio e a do anúncio do Caples é a mesma: a vontade de superar as limitações do interessado e fazê-lo (ou fazê-la) uma pessoa melhor do que poderia ser se não seguisse o curso.

É também uma prova comprovada de que as reações humanas que nos levam a comprar produtos e serviços continuam a ser a mesmas.

Tenho a certeza de que na Roma dos Césares, ou em Atenas dos filósofos, anúncios semelhantes trocando o inglês por latim ou grego teriam o mesmo sucesso.

E em português, hein ?