A Hora do Brasil e depois a Voz do Brasil, já em processo de liquidação, há muito tempo deixaram de mencionar os "Avisos aos Navegantes".
Uma seção do noticiário em que a Marinha informava pelo rádio todos os dias a situação e a confiabilidade dos farois na costa brasileira.
Era um conforto de que não nos apercebíamos quando ouvíamos.
O governo informava diariamente quando os "navegantes" não deviam confiar em sua sinalização.
O encerramento da seção deve ter sido deflagrado diante da ausência e impossibilidade de publicar todos os dias os avisos a muitas outras profissões que precisariam de muito mais alertas do que os navegantes.
Por exemplo, um "avisos aos estudantes" começaria a gerar protestos bem antes da primeira prova do ENEN ser respondida.
Não haveria infraestrutura para atender a demanda de perguntas e ações.
O grande desafio seria um "avisos sos eleitores": pensando bem,notas neutras sobre o que os eleitores deveriam saber todos os dias talvez viessem a descontinuar as eleições.
Mas, ao ouvir no carro ontem a Voz do Brasil senti subitamente que o "Avisos aos Navegantes" fazia falta, mas jamais poderá ser renascido.
Graças a Deus, a Internet permite que você busque os avisos sobre tudo. O problema é separar os alhos dos bugalhos...
Doses diárias de informações sobre comunicação, marketing direto, coisas que nos fazem agir, mudar de opinião e muito mais se você participar
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
VEJA BEM !!! SERÁ QUE TUDO É MESMO RELATIVO?
Você tem mesmo certeza da qualidade de seus julgamentos?
Se diante de qualquer decisão sua em relação a quem quer que seja você ouvisse a pergunta que Jesus fez à turba que queria matar a pedradas a adúltera - que atire a primeira pedra quem não tenha cometido pecados - você persistiria em seu julgamento?
A popularização do VEJA BEM na linguagem corrente como preparação na maior parte das vezes de justificativas para o injustificável não ocorreu por acaso.
Há uma crescente leniência em relação ao comportamento humano. Leniência levada aos extremos e de aceitação comprovada por audiências de milhões de pessoas nos reality shows.
O bom também pode ser mau. O mau pode ser excepcionalmente bom. O que pode ocorrer até simultaneamente.
O VEJA BEM menos que um vício de linguagem é a expressão de novos tempos nos costumes e na moral.
Cuidado,portanto, ao abordar este dilema nos próximos tempos.
Mais cuidado ainda ao escolher - democraticamente - quem vai ajudar a eleger nas próximas eleições...
Se diante de qualquer decisão sua em relação a quem quer que seja você ouvisse a pergunta que Jesus fez à turba que queria matar a pedradas a adúltera - que atire a primeira pedra quem não tenha cometido pecados - você persistiria em seu julgamento?
A popularização do VEJA BEM na linguagem corrente como preparação na maior parte das vezes de justificativas para o injustificável não ocorreu por acaso.
Há uma crescente leniência em relação ao comportamento humano. Leniência levada aos extremos e de aceitação comprovada por audiências de milhões de pessoas nos reality shows.
O bom também pode ser mau. O mau pode ser excepcionalmente bom. O que pode ocorrer até simultaneamente.
O VEJA BEM menos que um vício de linguagem é a expressão de novos tempos nos costumes e na moral.
Cuidado,portanto, ao abordar este dilema nos próximos tempos.
Mais cuidado ainda ao escolher - democraticamente - quem vai ajudar a eleger nas próximas eleições...
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Diga-me o que fazes em tuas salas de reunião e eu te direi quem és...

A humanidade pode ser dividida entre duas espécies de pessoas: as que fazem e as que seguem.
Nada muito radical, pois todos sabemos que pensamentos radicais nunca representam toda a verdade. Mas, também sabemos que as idéias radicais dão o tom, e estão como o background de todas as discussões.
Daí a minha atenção para um fenômeno mais ou menos novo em vigor, e que tende a virar moda, em muitas empresas, se não em todas, nesta nova fase da história econômica.
Está havendo uma proliferação de salas de reunião e por conseqüência de reuniões em salas de reunião entendidas por quem as convoca como críticas para tomar decisões, decisões cujas conseqüências são assim compartilhadas (aprovadas) entre os participantes.
Esta decisão e este procedimento prático derivam na opinião do redator deste Almanaque de três razões maiores: (1)a complexidade dos novos desafios de mercado e tecnológicos, (2) o receio (talvez sem ser politicamente correto, substitua a palavra receio por terror pânico) de tomar decisões e (3) a valorização da democracia como forma de gerir grupos.
A solução tenderá sempre a convocação de pessoal interno e externo para que durante um certo tempo tão custo quanto possível um problema possa ser discutido para ao fim num wrap up se chegue ao que foi recomendado pelo grupo.
Claro que numa assembléia com esta finalidade e com estas características haverá oportunidade “política” para os participantes que tenham aprendido bem como obter os melhores benefícios pessoais TAMBÉM nestas reuniões . E para os organizadores que venham a usar o que foi discutido na versão que mais interesse a eles aos que não tenham participado da reunião.
Daí ser recomendável buscar no direito romano, que serviu de base de todo o arcabouço legal de nossa sociedade, a instrução para aproveitar a febre das salas de reunião e das reuniões nas salas numa forma de obter resultados melhores...para as melhores cabeças nelas envolvidas .
Os romanos diziam muito antes da era da Internet Verba volant, scripta manent. Algo que os bicheiros do Rio de Janeiro transformaram em “Vale o escrito” em seus boletos onde os jogos solicitados pelos apostadores eram registrados pelos apontadores.
As palavras voam e o que está escrito permanece.
As novas tecnologias – desde o celular que acaba (pelo menos em meu caso) tendo apenas 10% de suas funções utilizadas, pois para utilizar tudo o que ele tem disponível iria demandar horas de aprendizado e treinamento, TUDO O MAIS relacionado a BI requer muito mais aprendizado e muito mais treinamento para se tornar num diferencial competitivo positivo para quem tem acesso a esta tecnologia.
Voltando ao início deste texto, Wilfredo Pareto, o “inventor” da lei dos 80/20 também dividiu os homens em entrepreneurs e rentiers..
Basicamente os que empreendem, propõe mudanças, e tratam de fazer o que falam e os que de certa forma vivem nas “casas alugadas” por eles, beneficiando-se ou sofrendo por não poderem assumir o papel dos empreendedores.
Só como uma dramatização desta linha divisória entre pessoas pense nos ganhadores das grandes loterias e tenha em mente o triste destino das fortunas por muitos deles recebidas. A coisa vai da simples perda de toda a grana à perda das famílias, e da própria vida por uma infinidade de motivos, mas que tem na incapacidade de empreender sempre um denominador comum.
O que as organizações que se tornam viciadas em reuniões para a tomada de decisões validadas por elas precisam de fato ter como dirigentes são executivos e executivas da categoria dos entrepreneurs. Gente que tenham em seus DNAs a capacidade de tomar decisões.
Quem toma decisões se vê diante de duas alternativas após tomá-las: dar certo ou dar errado.
E novamente quando as conseqüências das decisões ocorrem cabe aos dirigentes não se deixarem enganar nem pelo sucesso, nem pelos insucessos, mas avaliá-los com a mais absoluta isenção para enriquecer a sua própria forma futura de tomar decisões.
Luiz de Camões, há quase 500 anos , reconhecia como o mais valioso saber aquele “de experiência feito”.
Logo, ao avaliar uma organização não considere a existência de muitas salas de reunião como indício de indecisão dos seus gestores: Procure saber o que cada uma faz com as decisões por ventura desenhadas nestas salas:
(1) os participantes tomam notas ?
(2) as notas são compartilhadas entre todos?
(3) as decisões tomadas nas reuniões são praticadas?
(4) em que percentuais?
A administração das reuniões e de seus efeitos é uma das mais importantes “armas secretas” das organizações bem sucedidas.Ou uma armadilha sempre montada nestas salas.
Aliás, este tema, ele próprio é um excelente tema a ser discutido pelas organizações... num ciclo de reuniões....
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Você sabia que tem gente ganhando uns R$ 100 000 por mês? Em concursos públicos ???
Há já algum tempo assistia meio sem entender a real dimensão desta questão de concursos públicos abertos em todos os cantos do país.
Ha jornais especializados, editoras especializadas, cursos especializados. Muita gente envolvida. Um sinal claro de sucesso.
Hoje verifiquei que desde localidades perdidas no mapa do Piauí até nas grandes marcas governamentais do Brasil são realizados concursos sérios que exigem grande empenho nos candidatos.
Há inclusive um nome - concurseiros - para caracterizar as pessoas empenhadas em concorrer e passar neles para ganhar uma nova tranquilidade nas suas vidas.
Sempre tive curiosidade de saber o que ocorre de fato com os ganhadores das grandes loterias. Há exemplos públicos dramáticos de pessoas que mudaram de status econômico e social para mergulhar em dramas pessoais imensos.
É fácil deduzir isto: mesmo as pessoas acostumadas a lidar com investimentos têm um histórico de lucros e perdas que requer muito cuidado para as perdas não superarem os ganhos.
Dentre os iniciantes a tendência é que a nova riqueza se esvaia entre os dedos dos novos milionários improvisados.
Com os aprovados nos concursos estas perdas não tendem a acontecer.
O aprovado ou aprovada por vezes muda de cidade, de estado, de amigos, mas tal como numa novela de televisão passa a representar um novo papel mais importante do que o representado anteriormente.
E, dependendo da personalidade de cada um, esta busca de melhorias sucessivas mediante boas notas se torna um hobby bem mais lucrativo do que qualquer outro.
Em termos de marketing ainda acho que esta atividade não foi ainda bem considerada. Participar de concursos não tem grandes apelos. Não é uma coisa charmosa, pois normalmente o candidato tem de explicar os motivos de sua decisão, meio como se desculpando...
Mas, como um aconselhamento do Almanaque: clique em concursos públicos no Google e prepare-se para ver a extensíssima lista de oportunidades abertas.
É uma espécie de sub-produto de nosso tamanho como país. Para fazer o nosso gigante funcionar é preciso de muita gente.
Por exemplo: sabe quanto ganha um prático (o profissional que comanda a entrada e atracação de navios nos diversos portos) por mês?
Algo perto de uns R$ 100 000,00. É ou não é um incentivo ?
Ha jornais especializados, editoras especializadas, cursos especializados. Muita gente envolvida. Um sinal claro de sucesso.
Hoje verifiquei que desde localidades perdidas no mapa do Piauí até nas grandes marcas governamentais do Brasil são realizados concursos sérios que exigem grande empenho nos candidatos.
Há inclusive um nome - concurseiros - para caracterizar as pessoas empenhadas em concorrer e passar neles para ganhar uma nova tranquilidade nas suas vidas.
Sempre tive curiosidade de saber o que ocorre de fato com os ganhadores das grandes loterias. Há exemplos públicos dramáticos de pessoas que mudaram de status econômico e social para mergulhar em dramas pessoais imensos.
É fácil deduzir isto: mesmo as pessoas acostumadas a lidar com investimentos têm um histórico de lucros e perdas que requer muito cuidado para as perdas não superarem os ganhos.
Dentre os iniciantes a tendência é que a nova riqueza se esvaia entre os dedos dos novos milionários improvisados.
Com os aprovados nos concursos estas perdas não tendem a acontecer.
O aprovado ou aprovada por vezes muda de cidade, de estado, de amigos, mas tal como numa novela de televisão passa a representar um novo papel mais importante do que o representado anteriormente.
E, dependendo da personalidade de cada um, esta busca de melhorias sucessivas mediante boas notas se torna um hobby bem mais lucrativo do que qualquer outro.
Em termos de marketing ainda acho que esta atividade não foi ainda bem considerada. Participar de concursos não tem grandes apelos. Não é uma coisa charmosa, pois normalmente o candidato tem de explicar os motivos de sua decisão, meio como se desculpando...
Mas, como um aconselhamento do Almanaque: clique em concursos públicos no Google e prepare-se para ver a extensíssima lista de oportunidades abertas.
É uma espécie de sub-produto de nosso tamanho como país. Para fazer o nosso gigante funcionar é preciso de muita gente.
Por exemplo: sabe quanto ganha um prático (o profissional que comanda a entrada e atracação de navios nos diversos portos) por mês?
Algo perto de uns R$ 100 000,00. É ou não é um incentivo ?
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Embromation em marketing será que está com os dias contados?
A pedido do Bruno Mello, do Mundo do Marketing, escrevi um artigo, publicado ontem, que teve boa repercussão entre os amigos.
Acho que ao republicá-lo aqui não estou cometendo um grande pecado.
Ler o Mundo do Marketing, onde ele saiu, é uma experiência muito mais rica, mas quem não o tenha lido lá tem aqui a oportunidade de saber o que estou prevendo como um turning point do marketing neste nosso tempo.
E aí vai ele:
Um aspecto surpreendente do marketing em seus pouco mais de 50 anos de existência com este nome é que nem os profissionais relacionados ao tema têm uma definição ou mesmo uma simples explicação uniforme do que seja marketing.
Pergunte o que é marketing para vários profissionais de comunicação e marketing e asseguro que as respostas serão tão diversas quanto às dos 10 ceguinhos colocados diante de um elefante a que deveriam apalpar para dizer do que se tratava.
O que segurou a perna disse que ele era semelhante a uma árvore, o que foi para a tromba, comparava-o com uma cobra, o que segurava os dentes de marfim tinha outra definição, obviamente diferente do que o tocava na barriga e assim por diante.
Todos estavam certos do que diziam e todos diziam a coisa certa, mas como não tinham a ideia do todo era impossível ter uma pálida ideia do que seria um elefante a partir de suas constatações.
O marketing está cada vez mais parecido com um elefante sendo avaliado pelo tato de um bando de ceguinhos.
Dentre outros motivos é por que o nosso elefante está a cada dia mais diferente do que era no dia anterior. Mas, estas mudanças ocorrem devido a um fato imutável: O empenho do gênero humano fazer cada vez mais com menos esforço.
Hoje, pela primeira vez temos acesso a todas as informações do que as pessoas querem e precisam, até ao nível individual (e até além das próprias percepções individuais...) e temos em nossas mãos o poder de atendê-las antes mesmo de que estas demandas se manifestem.
Este saber é também a maior ameaça à sua percepção e à sua valorização: Um profissional pode hoje dedicar toda a sua vida para cada vez saber mais sobre a sua atividade, e a cada dia saber ainda mais.
Mas, morrerá de tédio (e de fome) se não for capaz de gerar resultados práticos com o que sabe.
Saber sem fazer se torna perda de tempo e perda de vida.
Como conselheiro da Repense fiquei muito feliz ao constatar uma revolução do novo marketing obtida na agência pela aplicação prática do saber na campanha on line desenvolvida por nós para a Cultura Inglesa no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2009.
Nela houve a integração dos profissionais de comunicação e marketing do cliente, com os profissionais de marketing e comunicação da Repense, enriquecida com a atuação e parceria dos profissionais de uma premiada produtora de cinema, com uma turma imensa convidada a inventar conosco um projeto cujo fim ninguém sabia antecipadamente no que viria resultar.
Nos tínhamos a certeza de que saber inglês é prioritário para todas as pessoas que tenham formação cultural mínima e tenham pensado sobre o seu papel no mundo, no mercado, e diante de sua família.
Cursos de inglês, por isto mesmo, existem aos milhares e tendem a ser vistos como commodities. E como commodities acabam sendo tratados pelo público em geral.
O peso na comunicação de marketing concentra-se nos períodos de matrícula já que após estes momentos torna-se muito difícil formar novas turmas. Todos faziam a mesma mágica periodicamente ao longo dos anos.
A Cultura Inglesa ao buscar uma nova solução mudou radicalmente esta estratégia e nós tivemos a oportunidade de propor uma solução revolucionária.
O sucesso on line do embromation (este o nome da campanha) foi para mim um momento mágico. Deu certo como campanha e definiu um novo formato de comunicação de marketing em perfeita sintonia com o nosso momento.
Conheça o embromation pelo site: www.embromation.net/ Está tudo lá e em especial o making off.
Resultados : +1.800.000 pessoas potencialmente impactadas pela marca Cultura Inglesa até o início de novembro de 2009. E material suficiente para escrever um livro ou desenvolver um novo curso de atualização para profissionais. É a forma bem sucedida e bem testada para falar com adequação e envolvimento emocional com os jovens cada vez menos acessíveis pelas mídias tradicionais.
Os pais do embromation são o José Roberto Pastor, diretor de marketing da Cultura Inglesa, que confiou na Repense e nos desafiou a propor algo “fora da caixa”. De nosso lado foi Otávio Dias, que além de ter inventado o conceito de repensar a comunicação teve a experiência ao vivo na sua juventude com brasileiros no exterior sofrendo com as suas embromation pessoais.
Os parteiros fomos todos nós da Cultura e da agência com a parceria da Conspiração na produção de todos os vídeos e todos os atores e atrizes envolvidos.
O novo desafio agora não é apenas aprimorar a campanha da Cultura Inglesa, mas, olhar para todas as campanhas, todos os nossos esforços para todos os produtos e serviços a partir desta nova teoria comprovada pela prática.
Teremos de fazer com que os consumidores procurem os nossos clientes e seus produtos e serviços impulsionados por ideias que eles próprios tiveram e que consideram honestamente como suas, por que realmente o são.
Estaremos diante de um novo salto na evolução humana?
Cada vez menos embromation, cada vez mais respeito ao consumidor.
E isto, garanto eu, que já é um salto na evolução da comunicação humana.
Acho que ao republicá-lo aqui não estou cometendo um grande pecado.
Ler o Mundo do Marketing, onde ele saiu, é uma experiência muito mais rica, mas quem não o tenha lido lá tem aqui a oportunidade de saber o que estou prevendo como um turning point do marketing neste nosso tempo.
E aí vai ele:
Um aspecto surpreendente do marketing em seus pouco mais de 50 anos de existência com este nome é que nem os profissionais relacionados ao tema têm uma definição ou mesmo uma simples explicação uniforme do que seja marketing.
Pergunte o que é marketing para vários profissionais de comunicação e marketing e asseguro que as respostas serão tão diversas quanto às dos 10 ceguinhos colocados diante de um elefante a que deveriam apalpar para dizer do que se tratava.
O que segurou a perna disse que ele era semelhante a uma árvore, o que foi para a tromba, comparava-o com uma cobra, o que segurava os dentes de marfim tinha outra definição, obviamente diferente do que o tocava na barriga e assim por diante.
Todos estavam certos do que diziam e todos diziam a coisa certa, mas como não tinham a ideia do todo era impossível ter uma pálida ideia do que seria um elefante a partir de suas constatações.
O marketing está cada vez mais parecido com um elefante sendo avaliado pelo tato de um bando de ceguinhos.
Dentre outros motivos é por que o nosso elefante está a cada dia mais diferente do que era no dia anterior. Mas, estas mudanças ocorrem devido a um fato imutável: O empenho do gênero humano fazer cada vez mais com menos esforço.
Hoje, pela primeira vez temos acesso a todas as informações do que as pessoas querem e precisam, até ao nível individual (e até além das próprias percepções individuais...) e temos em nossas mãos o poder de atendê-las antes mesmo de que estas demandas se manifestem.
Este saber é também a maior ameaça à sua percepção e à sua valorização: Um profissional pode hoje dedicar toda a sua vida para cada vez saber mais sobre a sua atividade, e a cada dia saber ainda mais.
Mas, morrerá de tédio (e de fome) se não for capaz de gerar resultados práticos com o que sabe.
Saber sem fazer se torna perda de tempo e perda de vida.
Como conselheiro da Repense fiquei muito feliz ao constatar uma revolução do novo marketing obtida na agência pela aplicação prática do saber na campanha on line desenvolvida por nós para a Cultura Inglesa no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2009.
Nela houve a integração dos profissionais de comunicação e marketing do cliente, com os profissionais de marketing e comunicação da Repense, enriquecida com a atuação e parceria dos profissionais de uma premiada produtora de cinema, com uma turma imensa convidada a inventar conosco um projeto cujo fim ninguém sabia antecipadamente no que viria resultar.
Nos tínhamos a certeza de que saber inglês é prioritário para todas as pessoas que tenham formação cultural mínima e tenham pensado sobre o seu papel no mundo, no mercado, e diante de sua família.
Cursos de inglês, por isto mesmo, existem aos milhares e tendem a ser vistos como commodities. E como commodities acabam sendo tratados pelo público em geral.
O peso na comunicação de marketing concentra-se nos períodos de matrícula já que após estes momentos torna-se muito difícil formar novas turmas. Todos faziam a mesma mágica periodicamente ao longo dos anos.
A Cultura Inglesa ao buscar uma nova solução mudou radicalmente esta estratégia e nós tivemos a oportunidade de propor uma solução revolucionária.
O sucesso on line do embromation (este o nome da campanha) foi para mim um momento mágico. Deu certo como campanha e definiu um novo formato de comunicação de marketing em perfeita sintonia com o nosso momento.
Conheça o embromation pelo site: www.embromation.net/ Está tudo lá e em especial o making off.
Resultados : +1.800.000 pessoas potencialmente impactadas pela marca Cultura Inglesa até o início de novembro de 2009. E material suficiente para escrever um livro ou desenvolver um novo curso de atualização para profissionais. É a forma bem sucedida e bem testada para falar com adequação e envolvimento emocional com os jovens cada vez menos acessíveis pelas mídias tradicionais.
Os pais do embromation são o José Roberto Pastor, diretor de marketing da Cultura Inglesa, que confiou na Repense e nos desafiou a propor algo “fora da caixa”. De nosso lado foi Otávio Dias, que além de ter inventado o conceito de repensar a comunicação teve a experiência ao vivo na sua juventude com brasileiros no exterior sofrendo com as suas embromation pessoais.
Os parteiros fomos todos nós da Cultura e da agência com a parceria da Conspiração na produção de todos os vídeos e todos os atores e atrizes envolvidos.
O novo desafio agora não é apenas aprimorar a campanha da Cultura Inglesa, mas, olhar para todas as campanhas, todos os nossos esforços para todos os produtos e serviços a partir desta nova teoria comprovada pela prática.
Teremos de fazer com que os consumidores procurem os nossos clientes e seus produtos e serviços impulsionados por ideias que eles próprios tiveram e que consideram honestamente como suas, por que realmente o são.
Estaremos diante de um novo salto na evolução humana?
Cada vez menos embromation, cada vez mais respeito ao consumidor.
E isto, garanto eu, que já é um salto na evolução da comunicação humana.
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