quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Depois dos 7 pecados, as 7 virtudes da arte de vender

Na semana passada postei um texto, inspirado por Geoffrey James, no BNET News abordando os 7 pecados capitais dos vendedores.
Como sou um defensor da definição de um autor desconhecido que nada acontece enquanto alguém não vende alguma coisa para alguém li com toda a atenção as dicas do Geoffrey e as interpretei para a nossa realidade.
Não sou um vendedor obsessivo. Tenho porém a consciência de que nada se faz sem que o que se está fazendo tenha sido vendido a alguém.
Aa realidade brasileira a que as adaptei os 7 pecados foi a minha realidade já que em matéria de vida real não temos muito onde buscar: a nossa realidade é a que temos conosco e com que convivemos durante toda a vida.
Hoje o Geoffrey decidiu mostrar a outra face da mesma moeda e postou um texto sobre o que ele apontou como as 7 virtudes da arte de vender. Foi dos pecados às virtudes e mais uma vez gostei muito do que ele disse.
Vou submeter estas virtudes a você a seguir, pedindo antes a sua atenção para esta tendência de buscarmos coisas relacionadas ao número 7. Um tema a que prometo voltar outro dia.

Virtude nº 1
A paciência
Sem paciência a sua vida tende a se transformar numa sucessão de frustrações. Como obter a paciência: Tenha em mente que o sucesso só chega passo a passo.. Seja paciente com você mesmo e não caia na tentação de comparar o seu progresso com o sucesso dos outros.

Virtude nº 2
Dedicação
Você tem de focar a sua dedicação aos seus clientes, pois será através de seus clientes que você vai alcançar o sucesso.Como aprimorar a dedicação: jamais pense em desistir. Esteja sempre disponível para – dentro dos limites éticos – atender e ajudar os seus clientes

Virtude nº 3
Entusiasmo

Geoffrey compara o seu entusiasmo por seus negócios, por sua empresa,por seu produto a um imã que vai atrair coisas boas. Para aumentar o seu entusiasmo procure cercar-se de gente que acredita em você e fuja das pessoas soturnas e negativas. Cuidado com os puxa sacos.

Virtude nº 4
Crescimento
Se você não estiver crescendo como profissional e como pessoa todos os dias você estará morrendo aos poucos. Estará declinando. Como incentivar o seu crescimento: dedique-se todos os dias a aprender algo de novo que possa contribuir para alcançar os seus objetivos. Leia, faça cursos, fale com os seus parceiros. Da mesma forma que os exercícios físicos aprimoram o seu corpo esta busca de novos conhecimentos – na sua área de interesse – aprimora o seu crescimento pessoal e profissional.

Virtude nº 5
Coragem
Se você tem medo e foge como o diabo da cruz da possibilidade de errar, você deixará de assumir riscos necessários. Isto exige coragem para insistir em fazer ou deixar de fazer coisas quando nem sempre as circunstâncias pareçam favoráveis. Tenha em sua cabeça que o sucesso chega quase sempre depois de frustrações e decepções. É preciso você ter capacidade de ver o fracasso também como um fator inevitável do sucesso.

Virtude nº 6
Honestidade
Os clientes percebem quando você não está sendo honesto com eles e até quando você não está sendo honesto com você mesmo. E então eles travam. Como aprimorar a sua honestidade: aja como se estivesse no ar todos os dias diante de uma câmara de alta definição e que todos os seus amigos, clientes e familiares estivessem vendo você todo o tempo.

Virtude nº 7
Flexibilidade
A vida é uma eterna mutação, nada permanece igual. Você não poderá ter sucesso em vendas se não for capaz de adaptar-se às novas circunstâncias. Como aprimorar a sua flexibilidade dê mais atenção ao que importa ao fim e ao cabo. Veja o que funciona em cada momento e modifique o que não está funcionando sem aferrar-se a preconceitos pessoais que se apóiam na frase: eu sou assim mesmo, ninguém vai me modificar.

Ao completar esta transcrição livre das 7 virtudes enumeradas pelo Geoffrey James( e ao relê-las antes de postá-las) estou correndo o risco de meus leitores brasileiros acharem esta coisa toda apenas idéias típicas de gringos que querem simplificarem o mundo para poderem viver. Coisa de manuais de auto ajuda.

Acho que em parte isto é verdade. Mas também acho que esta disposição dos gringos é uma de suas maiores virtudes.
O mundo vem sem manual de uso. Mas quem conta com dicas capazes de substituir manuais -sem a menor dúvida - leva mais vantagem do que quem aja apenas por instinto. Notar que nesta frase coloquei o apenas em grifo, pois, há muito a valorizar nos nossos instintos. Mas não o tempo todo...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Os 7 pecados mortais dos vendedores. Um catecismo do Almanaque

Vou acabar sendo visto como um monge medieval preocupado com pecados que vão levar as pessoas para o inferno. Só que no meu caso, minha preocupação restingiu-se a pecados na área do marketing e hoje, à área de vendas.

Parece uma preocupação menor diante de tantos outros pecados em áreas mais sérias – como a política, por exemplo?

Não é não. Sou um seguidor de uma antiga “verdade” repetida por profissionais de venda norte americanos:

Nada acontece enquanto alguém não vende alguma coisa para alguém!

E isto começa no primeiro choro do bebê que “vende” à mãe a necessidade de alimentá-lo de imediato. É o “quem não chora não mama”, numa versão mais terra-a-terra do conceito mercantilista americano.

Os pecados mortais em relação às vendas foram apresentados em artigo de Geoffrey James, hoje no BNET News. E na sua transcrição aqui usei de alguma liberdade para abrasileirar os seus conceitos.

Aqui vão os 7 pecados, justificados pelo redator do Almanaque:

1º Pecado:


Não estar sempre diante de seu negócio.


Nunca em momento algum tente passar a bola que é sua para outros. Lembre-se que no momento em que se desculpa apontando que a falha se deve a outra pessoa, à sua equipe, à equipe de apoio, à forma como os negócios são conduzidos na empresa você tem o seu dedo acusador apontado para um lado e quatro outros dedos voltados para você.


Não abdique de sua posição de responsável pela venda, ou pela não venda.

Esta é a sua profissão.

2º Pecado


Falhar ao entender qual é negócio ou quais são os interesses de seu cliente.




Há um critério antigo para julgar sem muita tecnologia ou ciência se uma carta de mala direta é boa ou ruim: a mera soma do número de “vocês” em relação ao número de “nós” no texto.


Para você poder dizer alguma coisa que realmente interesse a seus possíveis clientes – ou prospects – você precisa saber quem eles são, o que querem, como querem, quanto podem aceitar pagar, como gostariam de pagar, que garantias desejam receber, etc.

Jamais atribua suas falhas nesta área crítica para qualquer venda à falta de informações transmitidas por quem quer que seja a você.

Quem vai fazer a venda é você – e quem não vai fazer a venda será você.

Logo, faça todas as perguntas antes de querer dar todas as respostas.

3º Pecado

Colocar-se e sentir-se como um adversário e não como um aliado do cliente


A venda de qualquer coisa só ocorre quanto o prospect percebe uma quantidade suficiente de pontos em comum entre o que você diz e o que ele passou a considerar importante em sua vida.

Se o vendedor – disfarçadamente – considera o possível cliente como um “inimigo” que precisa ser “derrotado” para que "ganhe" a venda tenderá a vender muito menos, tenderá a vender muito mal, tenderá a vender apenas uma vez.

Cada venda fará parte de seu currículo de vendedor. E a sua "nota" será mais alta do que a recebida por você em qualquer curso, por melhor que seja.

A venda feita é maravilhosa. A venda não feita pode ser ainda melhor se você aprender onde errou. E aplicar o que aprendeu com outro cliente em que você perceba os mesmos problemas.

O cliente como aliado possibilita, quando não compra, muito mais vendas difíceis no futuro.

4º Pecado


Vender produtos e não soluções

Meio óbvio, meio repetitivo, mas tão evidente que deveria ser a primeira lição em vendas.

Para tornar isto mais claro vamos a um exemplo:Lembre-se que você não voa num avião porque acredita na potência de suas turbinas, na segurança de seus dispositivos eletrônicos, na competência de seus pilotos, ou de qualquer outra destas coisas.

Você voa de algum lugar para outro para solucionar da melhor forma possível o problema de ter de estar lá.

Claro que ao definir a forma de voar falhas consistentes da companhia aérea em alguns destes itens levarão você a pensar em outra companhia.

Da mesma forma você não compra um carro por seus aspectos mecânicos, ou quaisquer outros, você compra a tranqüilidade de poder se deslocar da forma que você julga merecer.

A percepção do que o cliente julga merecer é a virtude maior vendedor.

É a solução do problema dele que o seu produto (ou serviço) vai resolver.

Isto é a coisa mais importante que você está vendendo.

5º Pecado


Ficar inacessível quando o cliente precisar falar com você

Toda venda é um processo sutil de convencimento que está solidamente apoiado na confiança. Confiança do possível comprador no possível vendedor.

Uma escapada ao contato, por mais justificada que seja, pode ser uma trinca neste cristal.

No telefone celular, quando há a necessidade absoluta de não atender, recorra a mensagens sob medida para justificar o retorno da chamada mais tarde.

Evite mensagens falsamente simpáticas – mas arrogantes na essência – dizendo que no momento está indisponível e assim que possa voltará a entrar em contato.

O cliente, mesmo não sendo detalhista, poderá pensar como você irá agir quando um problema vier a ocorrer.

6º Pecado


Vender sem se preocupar em ajudar.

Uma venda nunca pode ser o último ato de qualquer processo. Uma venda tem de ser sempre o primeiro ato de um novo processo.


Uma venda é o primeiro momento da nova venda que você irá fazer para quem está fazendo uma compra.

Esqueça as comemorações de seu sucesso se nestas comemorações já não estiver definida a sua estratégia de retorno ao cliente – com novidades, com aprimoramentos, como up grading, com cross selling – principalmente com a sua disposição de ajudar o cliente a ganhar mais e a fazer melhor.

Você sabe que esta é uma atividade diária que pode parecer muito cansativa e até chata para quem não dedique a sua vida profissional à arte e à técnica de vender.

Se este for o seu caso, venda-se uma nova profissão.

Como não é o seu caso, por você estar lendo tudo isto até aqui, encontre o seu jeito de ajudar os seus clientes e de ser visto por eles como alguém confiável e preocupado com o seu sucesso.

7º Pecado


Não desperdice o tempo de seu cliente


Uma visita que não seja relevante para o cliente não é ruim somente pelos minutos que você perde com ela.

Ela é a sinalização de que você não valoriza nem o tempo dele, nem dá valor ao seu.

A tentativa de venda ao vivo, da venda por telefone, da venda pela internet, ou por mala direta JAMAIS pode ser feita apenas para cumprir tabela.

Todo contato do profissional de vendas com os prospects e, mais ainda, com os seus clientes é um jogo decisivo para que você como vendedor mereça um lugar de honra no céu dos vendedores...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O que estava por trás das negociações portuguesas do Tratado das Tordesilhas...

As maiores preocupações dos teóricos e práticos da navegação abrangiam da construção de barcos, ao estudo dos ventos passando pela correta forma de posicionar o barco em alto mar.

Com latitude e longitude registradas de forma que outro barco pudesse ir aos mesmos locais com precisão.

A matéria prima para a construção de barcos vinha de uma floresta de pinheiros mandada plantar pelos reis de Portugal (dois séculos antes) para proteger as terras do interior da ação de ventos que tenderiam a arrasar as plantações.

Eles queriam preservar o ambiente para que daquele ambiente agrícola pudesse ser gerada alimentação para o seu povo.

Por isto mesmo todas as árvores derrubadas em Leiria eram replantadas.

Portanto os pinhais de Leiria podiam sempre suprir os estaleiros de árvores e tanino para a construção e calafetagem dos cascos de barcos.

Navegar nas proximidades das terras era muito mais seguro para o navegante desconhecedor das boas técnicas da marinharia. Os problemas que levavam aos naufrágios ocorriam quando afastados das costas e desejando voltar os capitães se perdiam em meio a ventos adversos e não conseguiam aproar os seus barcos para onde queriam.

Um raciocínio simples sobre o que faziam os navegadores portugueses nesta sua tarefa de explorar as costas africanas me parece muito lógico.

Desde meados do século XV os portugueses estavam dedicados a explorar as costas da África já que em suas próprias terras já não havia muito a explorar.

Portugal havia sido ocupado pelos árabes –os mouros – por mais de 800 anos. Esta convivência com as tribos européias que vivam no que viria ser Portugal deu origem às gentes portuguesas que guardam traços árabes em sua aparência e cantam suas músicas com toques tristes relacionados à música árabe.

Com muitas das suas qualidades herdadas de suas origens árabes com todas as vantagens e as desvantagens desta proximidade.

Mas, dentre as qualidades estava a dos portugueses serem ladinos.

Aprenderam a negociar à partir de uma posição menos poderosa, e aprenderam a “levar vantagem em, tudo, certo?” como se definiu na Lei de Gérson instituída 500 anos depois.

A Escola de Sagres, sendo uma escola ou não, era um think tank com o objetivo de estender o poder do pequeno Portugal num mundo inacessível a todos os outros povos europeus no século XV.

Procure os mapas portugueses de 1503, onde aparece a costa da África e se surpreenda com a precisão dos contornos. Do outro lado do Atlântico já aparece o Brasil português delimitado pelo tratado das Tordesilhas.

Este tratado assinado pelo papa Alexandre VI , um ilustre membro da família Borgia, foi também assinado por Portugal por um misto de cosmógrafo, diplomata, navegador, chamado Duarte Pacheco Ferreira. Isto em 1494, dois anos depois de Colombo ter chegado a terras além das 370 léguas a oeste de Cabo Verde.

Que por este tratado com o aval do representante de Deus na terra ficavam claramente nas mãos dos espanhóis.

Já ficavam antes mediante a Bula Intercoetera, também assinada por Alexandre VI em 1493, mas que tinha como inconveniente para os portugueses os limites para as suas terras a Oeste de Cabo Verde, ficarem a apenas 100 léguas de Cabo Verde.

Não pode haver muita dúvida de que as 270 léguas a mais do novo tratado não foram negociadas por capricho. As navegações portuguesas ao longo dos anos 1400 já haviam identificado o potencial de riquezas de novas terras nestes limites.

Tanto que o mesmo Duarte Pacheco Ferreira em 1498 com duas caravelas veio para a região dasa novas terras portuguesas e confirmou ao rei Manoel que aqui – do que viria ser o Ceará até o que viria ser Belém – havia muitas riquezas citando nominalmente o “Brasil”.

Duarte Pacheco Ferreira foi considerado um gênio da raça, pois antes do cronômetro e de instrumentos de navegação mais sofisticados conseguia identificar com precisão por onde estava navegando.

Possivelmente era na ocasião o único navegador capaz de fazer isto no mundo. O fato de ter sido o negociador português do Tratado de Tordesilhas e de ter vindo com duas embarcações reconfirmar a validade de seus termos torna a sua viagem a verdadeira descoberta do Brasil.

E por que toda esta valorização de Pedro Álvares Cabral?

Por que a idéia das terras terem sido descobertas somente em 1500 por acaso por ter ele derivado muito para oeste antes de chegar ao cabo da Boas Esperança?

Nova pausa para descanso...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Amanhã será melhor do que hoje porque hoje já é melhor do que ontem...

Quando entrei pela primeira vez numa redação de jornal ouvi uma frase que influenciou muito a minha vida e certamente determinou mudanças no comportamento de toda uma geração, na qual, você leitor deste blog, se inclui:

Good news is no news!

Numa interpretação mais livre isto queria dizer que se o jornal fosse escrito somente com as boas notícias não iria interessar a ninguém.

Daí a necessidade de esmiuçar os fatos e preferir sempre dar as notícias associadas às controvérsias. Ou seja, matérias na linha do “baba ovo” sempre seriam rejeitadas pelos leitores.

Mas, antes de escrever isto aqui dei uma pesquisada no Google e fui descobrir que a expressão nasceu com os seus termos invertidos:
No news is good news. Ou como diziam os franceses “pas de nouvelles, bonne nouvelles”.

Conceito que foi difundido pela primeira vez em 1615 com o rei James, da Inglaterra, dizendo que preferia não receber notícias do que receber notícias más.

Voltemos para as redações no século 20 e 21 e por seus produtos – notícias, reportagens, artigos – fica evidente que há um cuidado especial em evidenciar os perigos de fim de mundo que nos cercam. Isto fica claro em praticamente todas as coisas que estejam acontecendo.

Imagine uma pessoa influenciável, insegura, temerosa de tudo ao ler um jornal, revista ou assistir noticiários de TV. Claro que ao final do dia estará muito preocupado com o fim do mundo que estaria chegando à galope.

Na saúde os hospitais são insuficientes e cometem as maiores barbaridades com os clientes. Os médicos despreparados são carrascos ocultos, os medicamentos custam fortunas e são ineficazes.

Os laboratórios, assim como a maioria das empresas, não têm a honestidade como ponto forte: compram governos, inventam medicamentos inócuos e tornam-se cada vez mais ricos.

Mas, ao longo das décadas do século 20 a expectativa de vida só teve crescimento.

Se fossemos chamados a projetar como estaria a expectativa de vida do gênero humano e tivéssemos diante de nós apenas as notícias esparsas seríamos uns irresponsáveis se disséssemos que a expectativa de vida das pessoas estava crescendo.

Da mesma forma, diante das avaliações sobre o capitalismo e seus males, também não seria estranho dizermos que o regime do mundo iria provar em breve que a economia global estava entrando numa crise de onde seria muito difícil sair.

Os sistemas de transporte coletivos e pessoais estão também na iminência de um colapso e que será óbvio imaginar um mundo em que o recurso a ele seja o mais restrito possível, “para o bem de todos”.

Num jornal qualquer notícia questionando a iminência das catástrofes merece o apelido de matéria “chapa branca”, lembrando dos tempos já distantes quando somente os carros oficiais do governo recebiam chapas com fundo branco e números em preto.

E, portanto, de uma reportagem “chapa braça” só se poderia esperar interpretações distorcidas da realidade.

O publicamente aceito como certo são as matérias que anunciam maus momentos à frente.

O sagaz Ibraim Sued, em sua coluna de jornal fartava-se de repetir uma jóia do pensamento árabe:

Os cães ladram, a caravana passa...

Nesta década as matérias sobre a grande crise climática gerada pelo homem tornam politicamente incorreta qualquer contraposição relacionada à busca de outras causas para o aquecimento global. A culpa deve recais na desmedida ambição das indústrias e seus produtos provocadores do efeito estufa.

Quem acompanha e se pauta pelas notícias, artigos, livros, entrevistas, pronunciamentos de pessoas famosas só tem a esperar o fim do mundo em breve.

Como a população dos EUA, ao construir abrigos contra ataques nucleares nos anos 50 e 60 do século passado, esperava apenas o início da Terceira e inevitável Guerra Mundial para os próximos dias.

Estamos aqui, com expectativa de vida aumentada. Os abrigos contra ataques nucleares foram usados para outros fins como asseguro que serão usados para outros fins todas as antecipações das grandes tragédias aqui relacionadas.

Não é pelas virtudes individuais de dirigentes, mas pela preocupação biológica da espécie humana preservar-se.

Mesmo sem falar do mundo como um todo, onde as melhorias de vida continuam ocorrendo, o Brasil onde vivemos se torna melhor a cada dia. Coisa que nada tem a ver com o governo, que pelo contrário, com toda a força de sua ignorância sobre qualquer tema, apenas incentiva os cidadãos a se tornarem independentes do estado.

Se este texto fosse guardado numa cápsula e somente aberto daqui a 100 anos eu aposto que quem o lesse iria concordar muito com o que aqui foi dito.

E talvez o usasse para contrapor às projeções de catástrofes vigentes no ano de 2110!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PARA PENSAR NA PÓS-COPA:VOCÊ OU A SUA EMPRESA FAZEM ALGUMA DIFERENÇA?

Você saberia dar as respostas "certas" às perguntas abaixo?

• If your company closed its doors tomorrow, would your customers really care?
• Are your customers loyal to your company and its products?
• Do you provide your customers with a positive emotional experience?
• How does your product add value to your customers’ lives?
• Do your employees perform their jobs with designing for the customer in mind?
• Is your client base vulnerable to the competition?
• Do your customers consider your company their friend?

Pois bem, elas fazem parte de um livro excepcional : Você tem importância?

E são na opinião deste editor de Almanaque as primeiras perguntas que cada empreendedor deve se fazer diariamente.

Se você achar que as perguntas têm sentido peça mais detalhes sobre o livro.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O que vamos fazer com tantos estádios se o futebol continuar assim? Uma ideia a considerar...




Não consegui uma boa ilustração juntando futebol, rei nu, e mudanças, mas achei que esta seria mais agradável...

Há um bom tempo fui um dos sete co-autores do livro “Futebol no Bolso”, muito elogiado na época por críticos, jornalista e por seus 10 mil compradores às vésperas da Copa do Mundo de 1966...

O livro justificava o “no Bolso” do título devido a seu formato e de expor, como num Almanaque, tudo o que se precisava saber sobre futebol .

Foi considerado por gente como o Stanislaw Ponte Preta ( Sérgio Porto) como o tira teima capaz de sanar qualquer discussão sobre futebol num país repleto de técnicos.

Por isto mesmo, sem ter dedicado depois disto um minuto da minha vida profissional ao futebol , ouso escrever este texto que poderá ser a primeira denúncia (ou a primeira percepção) de que o rei está nu.

O primeiro jogo do Brasil hoje vai ser na visão deste Almanaque um divisor de águas com profundas implicações para o seu bolso.

Se o futebol estiver ficando nu (como o rei do conto) , como a mim está parecendo ficar, a Copa da África vai ser de fato a primeira Copa Mundial da Pelada jogada por equipes de salto alto.

Uma porcaria, uma perda de tempo, uma perda de dinheiro, um sinal de fim de uma época.

Lembro a cada leitor que no início do século 20 os clubes de futebol do Rio de Janeiro eram originariamente clubes de regatas.

Regatas de barcos a remo.

Regatas que reuniam a coisa mais próxima das multidões nas margens da baía de Guanabara para assistir “renhidas competições” entre Vasco, Botafogo, Flamengo, São Cristóvão, Boqueirão do Passeio e mais uma dezena de clubes que decidiram expandir as suas atividades incorporando o futebol como um novo esporte para os seus torcedores.

Os jornais dedicaram mais e mais espaço gratuito ao novo esporte repleto de termos em inglês com keepers, backs, Center halfs , fouls , penalties e goals. Campos de futebol (fields) foram se transformando em estádios num movimento que ocorreu em centenas de países do mundo, sob comando da FIFA.

Pesquise num sebo e se por algum milagre encontrar um exemplar do Futebol no Bolso leia a história do esporte e comprove como ele passou por mudanças radicais nos primeiros 70 a 100 anos de existência.

Se nesta Copa da África prosseguir esta tragédia esportiva as novas mudanças podem nos doer no bolso muito mais do que as discussões sobre o futebol.

Se jogarmos bem hoje, coisa que considero às 9 horas da manhã no Rio, impossível não acontecer, vamos nos entusiasmar e alongarmos a nossa visão otimista quanto à nossa próxima Copa.

Se jogarmos a mesma porcaria que está sendo jogada por estes grupos de peladeiros até agora apresentados (menos Alemanha e menos espasmos da Holanda, etc, e etc.) vamos começar a pensar no desperdício de recursos para a Copa de 2014 no Brasil.

O sambódromo do Rio para ser construído por notórios desperdiçadores de dinheiros públicos justificou o dinheiro gasto para uso restrito a um carnaval por ano pela ocupação dos camarotes como colégio público durante o resto do ano.

Os novos estádios para a Copa no Brasil tenderão a continuar tão desertos quanto os velhos estádios de hoje durante os últimos campeonatos brasileiros.

Portanto ao escrever antes do jogo contra a Coreia do Norte ouso identificá-lo como o mais importante da nossa história do futebol.

Dele vai depender se teremos de adaptar estádios para outras atividades. Talvez os dotando de terminais em cada cadeira que permitam esportes serem jogados on line e ao vivo por todos os que pagarem ingressos.

E os jogadores passem a ser gladiadores virtuais, vampiros, ETs , sei lá.

Já pensou quando o público imitando os romanos do Coliseu decidir pela morte súbita dos frangueiros e eles de fato morrerem diante das torcidas retorcidas?

Cara, acho que já achamos a solução para o futebol no futuro, qualquer que seja o resultado do jogo de hoje...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Desculpe pai, é bonito, mas não é verdade...

Para perceber como a vida é rápida só existe uma forma: viver.

Por mais que racionalmente possamos imaginar o futuro o simples fato dos dias se sucederem um a um nos leva a pensar que tudo ocorra muito lentamente.

Nada mais enganoso. 2010 já está bem distante, em termos humanos, da década em que nasci. Mas, para mim, parece que foi tudo muito recente.

Lembro de um soneto recitado de memória por meu pai quando eu ainda era um rapazola que ao mesmo tempo me entusiasmava e me assustava. Nele o autor, um padre, cearense como meu pai, cultuado como "o príncipe dos poetas cearenses", fazia a separação nítida do mundo dos jovens do mundo dos idosos.

Foi para mim um tremendo incentivo para que enfrentasse o mundo sem medo de perder tempo, pois o tempo era para os jovens a munição sempre disponível, que iria garantir meu poder de fogo durante um bom número de anos.

E estes anos na visão minha visão de rapazola durariam enquanto eu desejasse que perdurassem.

Mas o soneto, reproduzido a seguir reserva um fim de jornada nada otimista para o mesmo rapazola quando, por simples decurso de prazo, ele conte com mais anos adicionados à sua vida.

Ora, querido pai, peço licença para discordar do padre Antonio Thomaz e de você.

Eis o soneto:

CONTRASTE Antonio Thomaz Lourenço

“Quando partimos no verdor dos anos
Da vida pela estrada florescente,
As esperanças vão conosco à frente,
E vão ficando atrás os desenganos.

Rindo e cantando, céleres, ufanos,
Vamos marchando descuidosamente;
Eis que chega a velhice, de repente,
Desfazendo ilusões, matando enganos.

Então, nós enxergamos claramente
Como a existência é rápida e falaz,
E vemos que sucede, exatamente,

O contrário dos tempos de rapaz:
Os desenganos vão conosco à frente,
E as esperanças vão ficando atrás!”


Sempre que me lembrava do soneto ao longo da vida receava o momento em que a última estrofe me atingisse e morria de medo de me tornar um trator arrastando desenganos atrás de mim.

Confesso que a vida vivida por mim até hoje esteve e está sempre em ebulição e para meu profundo prazer declaro que as minhas esperanças continuam comigo à frente.

Ontem quando fiz uma palestra no evento DBM 20 anos e principalmente ao ouvir as palestras de meus colegas tive a certeza de que por mais tempo que tenha à frente há muito mais esperanças para levar comigo à frente do que desenganos para tornar tristes os meus dias.

Graças a Deus.

Graças a Deus, e também a meu pai e ao padre pela permanência num cantinho de minha memória deste soneto como um sinal de alerta vermelho.

Hoje eu o recomendo para assombrar criancinhas levando-as a enfrentar o mundo mais profissionalmente apesar de sua pouca idade...

É como aquele estandarte que os legionários romanos levavam nas marchas triunfais dos generais em suas marchas triunfais em Roma: Memento mori.