sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Os campos (fields) podem ser o maior mistério a desvendar para que você entenda mais o que está fazendo por aqui...















Quanto mais nós vivemos mais aumenta a nossa curiosidade em relação à vida.

Está bem longe aquele momento da adolescência em que perguntas como:

1. O que somos nós mesmo?

2. O que estamos fazendo sendo seres vivos e pensantes?

3. Para onde vamos - se é que vamos - quando morremos?

4. Como podemos avaliar o que seja bom, o que seja mau sem nos atermos às conclusões congeladas dew alguma pessoa, alguma religião, algum partido político, alguma ideologia?

5. O livre arbítrio pessoal pode aspirar o posto de Supremo Tribunal Pessoal e suas decisões serem definitas?


A lista a cada dia se torna maior e nem eu, nem você fomos capazes de responder às dúvidas da juventude.

O post de hoje é um convite para você conhecer algumas coisas óbvias e outras nem tão óbvias que poderão tornar você mais capaz de entender o mundo.

Para ter acesso a esta mágicavocê vai ter de recorrer ao link enunciado mais adiante.

Se você tem certezas sobre tudo nem pense em acessar ao link que me foi repassado pela Lalá Deheinzelin. Uma repensadora que torna a REPENSE um lugar especial para se trabalhar.

Acesse a Lalá e prepare-se para um exercício de autoconhecimento .

Não falo mais aqui neste post sobre a Lalá, mas sobre o que a Lalá recomenda que façamos.

Para degustar a experiência reserve uma hora de seu tempo.


Faça de contas que está na Inglaterra assistindo uma conferência cujo acesso fosse o mais difícil e você foi convidado ou convidada .

A conferência é inglês, não tem legendas e quase não tem imagens.

Mas, não pense que vai dormir após os primeiros minutos.

Imagine que você tivesse viajado no tempo e pudesse assistir a uma palestra do Galileu, quando expos a sua visão do heliocentrismo para um auditório que até aquele momento tinha a certeza de que a terra era o centro do universo...

Não quero criar uma expectativa exagerada e levar você a me considerar aloucado e o conferencista mais um intelectual interessado em obter prestígio ao expor suas ideias diferentes.

Para absorver o que ele tem a dizer você vai precisar ir e voltar a esta palestra muitas vezes.

Cada frase merece ser repensada, espremida, degustada até que mereça um lugar na sua mente.

Grave a conferência no computador e na sua memória.

Garanto que vale muitas viagens para muitos países. Você vai desembarcar num outro planeta sem ter saído da frente de seu computador...

O link é http://video.google.com/

Boa viagem !!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A ética e a estética – ou dize-me com quem andas e te direi quem és


Toda esta indagação me veio diante de mais uma série de fotos de Andressa Mendonça diante de um tribunal em Goiás.

A palavra musa me remeteu à Grécia antiga, onde aparentemente não há o que não tenha começado, e me defrontei com as palavras Ética e Estética.

Os gregos dedicaram-se a entender os homens em todos os seus aspectos.

A filosofia foi a porta aberta para o estudo e as especulações sobre tudo. Não existia o conceito de ciência que entrava na gaveta da filosofia como filosofia natural.

Saiamos da teoria e vamos dar um mergulho nas águas geladas da realidade mais de 2000 anos depois dos gregos e seus filósofos definirem a estética.

O que nos diz o Yahoo respostas;

Estética (do grego αισθητική ou aisthésis: perceber, sentir) é um ramo da filosofia que tem por objeto o estudo da natureza do belo e dos fundamentos da arte. Ela estuda o julgamento e as emoções estéticas, bem como as diferentes formas de arte, do trabalho artístico; ideia de obra de arte e de criação; relação entre matérias e forma nas artes; toda a realidade, de todos os seres.

Quem veja as fotos da namorada do réu Cachoeira não pode se eximir da mais profunda admiração estética em relação ao que a Andressa Mendonça projeta à sua volta.

Não é apenas bonita, linda, algo que é compartilhado por milhares de moças. Ela é masis do que isto. Ela projeta a sua beleza a seu redor, encanta e ao vivo deve fascinar os seus interlocutores.

E aí caímos na outra palavra Ética que segundo as nossas fontes é:

A ética (palavra originada diretamente do latim ethica, e indiretamente do grego ηθική, ethiké) é um ramo da filosofia, e um sub-ramo da axiologia, que estuda a natureza do que consideramos adequado e moralmente correto. Pode-se afirmar também que Ética é, portanto, uma Doutrina Filosófica que tem por objeto a Moral no tempo e no espaço, sendo o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana.

Estamos bem distantes do tempo em que filósofos usavam o seu tempo para cogitar sobre estas coisas, mas é incrível como estas especulações venceram dois milênios para pipocarem na nossa cabeça diante da beleza da Andressa.

Pois se torna evidente que a Ética e a Estética estão bem separadas e distantes diante de mulher tão linda.

- Como uma mulher tão linda deixa o marido para envolver-se com um contraventor?
- Como revela tal desvelo por seu namorado para acompanhar depoimentos dele – à distância – em tribunais diante de todo assédio da imprensa?
- Como tem a coragem de assediar um juiz para que mediante uma aparente chantagem ele liberte o seu namorado?
- Como diante de outro juiz ela muito bem articulada (faz parte da estética) diz que usará de seu direito constitucional para permanecer calada?


O fato é que se torna impossível não buscar as razões deste conflito da Ética com a Estética na sabedoria popular também milenar:

Dize-me com quem andas e dir-te- ei quem és.


É impossível conviver com comportamento aético e permanecer ética. Por mais que isto não se enquadre na estética na sua definição inicial.

Que pena...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Os objetivos de um estudante dedicar-se ao trivium e do quadrivium eram obter o domínio das 7 artes do homem.





Era o passo seguinte à alfabetização.

E não se conhece quem tivesse na época contestado a sabedoria do trivium e do quadrivium.

A alfabetização era mesmo o primeiro passo.

Os passos seguintes tinham de seguir um formato padrão para que o estudante se tornasse um mestre.

Foi o primeiro sinal do que viria a ser um BA, bacharel em artes.

A evolução alguns séculos depois dos conhecimentos do trivium e quadrivium.

Só depois de ser um BA é que as pessoas deveriam buscar conhecimentos técnicos como a arquitetura ou a medicina. Ou, na Idade Média, a conhecimentos mais sofisticados como filosofia e teologia.

Entender os homens e os deuses era indicação de sabedoria mais abrangente, e sempre mais valorizada.

Era consenso em todas as Universidades da Idade Média que para dar qualquer passo adiante o conhecimento prévio das 7 artes era obrigatório.

Só daí em diante havia sentido em buscar um novo conhecimento “técnico”. Mesmo que fossem atividades tão importantes quanto a medicina, engenharia ou arquitetura.

O trivium e o quadrivium eram o alicerce – assim como o latim era a língua – para que alguém deixasse de ser um ignorante e pudesse se tornar uma pessoa de saber respeitável.

A evolução do trivium e do quadrivium viria a ser o conjunto de conhecimentos transferido aos jovens de hoje em dia desde os primeiros estudos até completar o curso médio.

Seria um curso secundário mais do que completo que teria a finalidade de preparar jovens para se tornarem os profissionais “técnicos” da atualidade, desde os mais geniais aos menos dotados.

No entanto, dois dos mais bem sucedidos novos gênios, Bill Gates e Steve Jobs não
completaram seus cursos universitários.


Chegaram aonde chegaram por seus próprios gênios e pela formação que tiveram nos seus cursos secundários e pela vida em suas famílias.

Foi aí que eles encontraram o caldo de cultura necessário para inventarem ou criarem as suas empresas.


No que eles estavam certos e no que todos os demais erraram?


Como já vimos no primeiro post sobre este tema o quadrivium era composto pela aritmética (a teoria do número); pela música (a aplicação da teoria do número),pela geometria (a teoria do espaço) e pela astronomia (a aplicação da teoria do espaço).

Chegava ao quadrivium o estudante que demonstrasse o seu domínio da Gramática, da Lógica e da Retórica.

Eles precisavam ser aprovados no trivium, no domínio da palavra, para terem acesso às sutilezas do quadrivium.

A aritimética capacitava o estudante avaliar todas as coisas com precisão utilizando sistemas de notação para chegar aos mesmos resultados para o mesmo problema.

Desde que tivesse conseguido conceituar o problema.

Ou enunciá-lo com precisão.

Pois, ao fazer isto a solução do problema – de qualquer problema - se tornava uma mera consequência.

O problema bem formulado ( e para conseguir explicar alguma coisa era preciso usar a Gramática, a Lógica e a Retórica) indicaria o encaminhamento perfeito para a sua solução.

A solução de qualquer problema está predefinida quando se consegue definir qual é o problema.


As contas são apenas o sistema para chegar às soluções cuja lógica já terá sido definida.

Para resolver um problema da área de “exatas” era requerida a capacidade de definir as incógnitas e utilizar a aritmética para chegar às soluções corretas.

E para definir as incógnitas era preciso deixar de lado tudo o que não teria qualquer efeito para chegar à solução.

Quando tenho em mãos uma calculadora científica (que seria vista como um milagre no tempo das tabelas de logarítmos impressas e as contas e mais contas feitas na hora) constato que a minha formação foi incapaz de me permitir resolver problemas que estariam ao alcance de meus dedos.

Simplesmente por eu saber fazer contas...

Ao ler o manual de uma hp científica constato que poderia usá-la para calcular uma estrutura de ponte ou uma rampa de lançamento de foguetes, mas como não consigo formular o problema sou incapaz de definir quê cálculos preciso fazer para que a minha ponte imaginada se torne numa ponte real.

Ao não conseguir fazer isto me defino como incapaz de resolver este problema

E até, como se verá. como ainda mais incapaz do que quem não tenha acesso a uma calculadora científica. Pois, apesar de ter acesso a uma me vejo incapacitado para usá-la para resolver um problema .

A aritmética representa para o quadrivium o que a gramática é para o trivium.

E o exemplo da calculadora demonstra de forma indiscutível que quem resolve problemas não é quem faz as contas precisas. É quem faz as contas necessárias por que entende qual o problema a ser resolvido.


Uma lição importantíssima que vai muito além da aritmética.

Você só se é capaz de resolver um problema se puder definir exatamente qual o problema a ser resolvido.

Se o problema não for enunciado todas as respostas servem e nenhuma delas será certa.


O salto do saber saber para o saber fazer requer a passagem por outras estações do aprendizado e a entrada no quadrivium revela – sem precisar de ser tomada como um currículo obrigatório – que nem nele nem na vida adianta “colar” para passar de ano.

Os néscios ( os que não sabem) eram reprovados por eles mesmo. Inapelavelmente. E eles sabiam disto. O que era muito bom.

A consciência pessoal da ignorância é o primeiro passo para chegar ao saber.


Enquanto o estudante se engana e vive o seu engano perde um tempo que jamais será capaz de recuperar, pois como todos sabem , o tempo é a única moeda de valor de que dispomos na vida.

O que leva um estudante a iludir-se em relação ao que precisa saber – e não sabe – é a vaidade. Não precisa nem ser a vaidade de saber tudo, mas a pequena vaidade de parecer saber mais do que o seu colega.

E é por trás desta vaidade que se cometem os maiores erros e as maiores injustiças do homem em relação aos outros homens.

A vaidade tenta tornar o não saber na grande virtude dos que detem alguma parcela de poder sobre os demais.

Ela se torna perigosa quando é exercida por alguém que tenha comando sobre os demais.
Há uma máxima lusitana que diz:

Se queres conhecer o mau, dai-lhe o pau.


O mano militari é grande argumento de quem não tem argumento.

A percepção de que o seu vizinho, seu amigo, seu colega demonstra mais segurança e competência diante da mesma situação é traumática para quem se dá conta de suan inferioridade.

E chega ao mais bem dotado – quando ele percebe como a sua performance afeta o inferioriizado – como uma surpresa desagradável.

No caminho do saber saber é preciso estar preparado tanto para a constatação da superioridade quanto a da inferioridade.

Mais ainda quando se avança nas outras colunas da educação.Saber fazer, fazer saber e fazer fazer, como fases da vida têm de estar sempre baseadas na mais obstinada busca da verdade inconstestável diante de uma mente aberta ao debate, mas firmemente apoiada ... no trivium e quadrivium, ou na sua evolução.

Um fato que passa despercebido tal como a nossa respiração e os nossos batimentos cardíacos é que todos nós homens e mulheres vivos neste momento possuimos – todos nós – a mais magnificente massa de martéria do universo tal como o conhecemos: o cérebro.


Não é apenas o cérebro de um Einstein, ou de um outro grande gênio reconhecido por todos.

Mas, qualquer cérebro, que tem a capacidade de receber, organizar e conservar dados que irão superar com muita sobra todas as necessidades de uma vida inteira.

Isaac Asimov, o mais completo decifrador e explicador de tudo o que existe e de tudo o que não existe, escreveu literalmente sobre tudo. Se fosse parar numa viagem pelo tempo em Atenas do 5º século a.C. seria entronizado ao Olimpo como o Deus a ser invejado por todos os deuses.

E a grande pergunta não feita ao estudar a evolução das espécies seria para quê?

Só com o potencial desperdiçado dos cérebros de todos combinado poderíamos criar milhões de outros mundos.

Vamos especular bem simploriamente.

O jacaré “evoluiu” com a sua mandíbula e seus dentes para poder ser de fato um jacaré. Ele ataca, morde, dilacera e engole sem muitos recursos para o animal atacado as proteínas para alimentar-se todos os dias.

Nem a boca do jacaré, nem o seu couro, nem sua capacidade de nadar silenciosamente, nem seu olfato nada disto ele tem em excesso.

Os homens no entanto têm em excesso o bem mais precioso que ao longo de suas vidas os conduzirão pelos quatro pilares da educação saibam eles disto ou não.

Se nos comparássemos a automóveis seríamos todos carros de fórmula 1, com tração das quatro rodas, capazes de navegar pelos mares, de levantar voo, de mergulhar, de acomodar quantos passageiros que fosse preciso e no entanto nos vermos como calhambeques cheios de limitações, no máximo como fuscas envenenados.

Embora possa parecer um exagero a comparação ainda fica devendo. O cérebro é muito mais do que qualquer descrição a seu respeito.

Volto ao tema mais tarde, mas deixo aqui um fato histórico para incentivar a sua imaginação:

Galileu Galilei provocou a revolução mais radical na história da Humanidade.

Galileu tirou a Terra do centro do Universo e a colocou com um planeta do sol.

Literalmente Galileu tirou o homem do centro do Universo e o tornou um simples habitante da Terra.

A Igreja que baseava muitos de seus ensinamentos no conceito de céu físico, com um Deus criador de todas as coisas que tinha o seu filho sentado à direita ficou tão abalada que o prendeu.

Nunca havia pensado mais profundamente nesta atitude de Galileu de confrontar-se com o mundo inteiro – já que o Mundo era a Europa e suas universidades.

A Idade Média, ou os ano sombrios da evolução do saber de repente é inteiramente redimida pela simples presença de um único estudante bem formado.

Toda a ousadia de Galileu que escapou da fogueira por um triz foi sustentada por um
documento preciso na Gramática, na Lógica e na Retórica.

Vou buscar esta defesa de Galileu para comprovar ser ela a melhor prova do sucesso do trivium e do quadrivium...

E como este conceito poderá ser muito útil para enfrentarmos o desafio de aprender o que será preciso aprender - e descobrir - nos próximos anos deste nosso século 21.

A China passou a ser a maior vendedora de automóveis do mundo...Isto vai afetar o seu futuro...

Os números não mentem jamais.
.

Há muita gente que contesta estas "verdades" relacionadas aos números, mas a verdade de hoje me deixou acachapado, demolindo muitos preconceitos e criando meia dúzia de outros.

A China é a maior fabricante e vendedora de automóveis do mundo.



Veja os números:

1º - China: 1,339 milhão
2º - Estados Unidos: 1,334 milhão
3º - Japão: 391 mil
4º - Alemanha: 308 mil
5º - Brasil: 274 mil
6º - Rússia: 260 mil
7º - Índia: 243 mil
8º - França: 197 mil
9º - Grã-Bretanha: 183 mil
10º - Canadá: 175 mil


A China e os Estados Unidos estão disparados à frente dos demais.

O Brasil é o quinto.

Em 1955 fabricávamos meia dúzia de veículos por ano. A China era outra porcaria e hoje ninguém pode ter mais dúvidas de como a banda vai tocar neste século 21.

Os Brics, sem a África do Sul, estão se saindo bem nesta foto.Automóveis são inquestionavelmente sinais evidentes de riqueza.

Os Estados Unidos, Alemanha, França e Grã-Bretanha estão perdendo posições no pódio prenunciando que como no anúncio da Ford dos anos 50 "Há um carro chinês no seu futuro"..

As guerra matavam milhões de pessoas e eram declaradas pelos motivos mais diversos. Mas tinham como grande motivo oculto ampliar o domínio sobre a economia dos povos derrotados.

Gêngis Khan invadia, trucidava e cobrava tributos, indenizações da mesma forma que os vitoriosos da primeira guerra mundial cobraram as indenizações da Alemanha que tornaram os nazistas aceitáveis pelos alemães tão educados.

O Japão começou a sua confusão no que veio a se chamar de Segunda Guerra Mundial por que queria dominar economicamente a bacia do Pacífico.

O plano Marshall implantado na Europa depois da Segunda Guerra Mundial visava recuperar as populações de países destruídos, pela recuperação de sua produção e de seus mercados.

Agora a China na sua era pós Mao, um período assustador de Falanges Vermelhas botando abaixo tudo o que lembrasse a formalidade do passado chinês ou mundial ( guardas vermelhos quebraram estátuas e budas da mesma forma que impediam músicos de estudar Chopin ) teve o seu próprio plano Marshall que está dando certo.

São comunistas? São.
São capitalistas? São
São determinados e buscam resultados? São.

Estão determinados a conquistar a sua bacia do Pacífico que agora passou a se chamar de mundo? Claro que estão.

Disto tudo todo mundo sabe, mas os números de hoje sobre o mês de maio da indústria automobilística como uma ilustração que vale mil palavras demonstra o sucesso da grande marcha.

É um novo momento de novos Gêngis Khans. Tal como o Gêngis Khan original as conquistas mongólicas não se eternizaram, como as conquistas tornadas evidentes neste números também não serão.

O objetivo do Almanaque aqui é colocar diante de seus olhos um "food for thought" É para pensar por enquanto e para agir quando você chegar a alguma conclusão.

terça-feira, 3 de julho de 2012

AH! TENHO PENA DE NÃO TER ESTUDADO O TRIVIUM E O QUADRIVIUM. MAS, VOU TRATANDO DE QUEBRAR O GALHO...








Os objetivos de um estudante da Idade Média ao dedicar-se ao trivium e do quadrivium eram obter o domínio das 7 artes do homem.

Era o passo seguinte à alfabetização.

A alfabetização era o primeiro passo.

Os passos seguintes tinham de seguir um formato bem criterioso para que o estudante se tornasse um mestre. Um mestre acima de qualquer favorecimento.

Foi o primeiro sinal do que viria a ser um BA, um bacharel em artes. Uma evolução alguns séculos depois dos conhecimentos do trivium e quadrivium.

Só depois de ser um BA é que as pessoas deveriam buscar conhecimentos técnicos como a arquitetura ou a medicina. Ou, na Idade Média, a estudos mais sofisticados como filosofia e teologia.

Para ousarem entender os homens e os deuses.

Era consenso em todas as Universidades da Idade Média que para dar qualquer passo adiante o conhecimento prévio das 7 artes era obrigatório.

Só daí em diante havia sentido em buscar um novo conhecimento “técnico”. Mesmo que fossem atividades tão importantes quanto medicina, engenharia ou arquitetura.

O trivium e o quadrivium eram o alicerce – assim como o latim era a língua – para que alguém deixasse de ser um ignorante e pudesse se tornar uma pessoa de saber respeitável.

A evolução do trivium e do quadrivium viria a determinar o conjunto de conhecimentos transferido aos jovens de hoje em dia desde os primeiros estudos até completar o curso médio.

Seria um curso secundário mais do que completo que teria a finalidade de preparar jovens para se tornarem os profissionais “técnicos” da atualidade, desde os mais geniais aos menos dotados.

No entanto, dois dos mais bem sucedidos novos gênios, Bill Gates e Steve Jobs não completaram seus cursos universitários.

Chegaram aonde chegaram por seus próprios gênios , pela formação que tiveram nos seus cursos secundários e pela vida em suas famílias.

Foi aí que eles encontraram o caldo de cultura necessário para inventarem ou criarem as suas empresas.

No que eles estavam certos e no que todos os demais erraram?

O objetivo da educação não é preparar todas as pessoas para serem os melhores profissionais
?

Como já vimos no primeiro post sobre este tema o quadrivium era composto pela aritmética (a teoria do número); pela música (a aplicação da teoria do número),pela geometria (a teoria do espaço) e pela astronomia (a aplicação da teoria do espaço).

Chegava ao quadrivium o estudante que demonstrasse o seu domínio da Gramática, da Lógica e da Retórica.

Eles precisavam ser aprovados no trivium, no domínio da palavra, para terem acesso às sutilezas do quadrivium.

A aritimética capacitava o estudante a avaliar todas as coisas com precisão utilizando sistemas de notação para chegar aos mesmos resultados para o mesmo problema.

Desde que tivesse conseguido conceituar o problema.







Ou enunciá-lo com precisão. Pois, ao fazer isto a solução do problema – de qualquer problema - se tornava uma mera consequência.

O problema bem formulado ( e para conseguir explicar alguma coisa era preciso usar a Gramática, a Lógica e a Retórica) ,indicaria o encaminhamento perfeito para a sua solução.

A solução de qualquer problema começa quando se consegue definir qual é o problema
.

As contas são apenas o sistema para chegar às soluções cuja lógica já terá sido definida.

Para resolver um problema da área de “exatas” era requerida a capacidade de definir as incógnitas e utilizar a aritmética para chegar às soluções corretas.

E para definir as incógnitas era preciso deixar de lado tudo o que não teria qualquer efeito para chegar à solução. E ater-se ao o que realmente é o problema.

Quando tenho em mãos uma calculadora científica (que seria vista como um milagre no tempo das tabelas de logarítmos impressas e as contas e mais contas feitas na hora) constato que a minha formação foi incapaz de me permitir resolver problemas que estariam ao alcance de meus dedos.

Simplemente por eu saber fazer contas...

Ao ler o manual de uma hp científica constato que poderia usá-la para calcular uma estrutura de ponte ou uma rampa de lançamento de foguetes, mas como não consigo formular o problema sou incapaz de definir quê cálculos preciso fazer para que a minha ponte imaginada se torne numa ponte real.

Ao não conseguir fazer isto me defino como incapaz de resolver este problema

E até como ainda mais incapaz do que quem não tenha acesso a uma calculadora científica. Pois, apesar de ter acesso a uma me ver incapacitado para usá-la para resolver um problema .

A aritmética representa para o quadrivium o que a gramática é para o trivium.



E o exemplo da calculadora demonstra de forma indiscutível que quem resolve problemas não é quem faz as contas precisas. É quem faz as contas necessárias por que entende qual o problema a ser resolvido.

Uma lição importantíssima que vai muito além da aritmética.

Você só se é capaz de resolver um problema se puder definir exatamente qual o problema a ser resolvido.



Se o problema não for bem enunciado todas as respostas servem e nenhuma delas será certa.

O salto do saber saber para o saber fazer requer a passagem por outras estações do aprendizado e a entrada no quadrivium revela – sem precisar de ser tomada como um currículo obrigatório – que nem nele nem na vida adianta “colar” para passar de ano.

Os néscios ( os que não sabem) eram reprovados por eles mesmos. Inapelavelmente. E eles sabiam disto. O que era muito bom.

A consciência pessoal da ignorância é o primeiro passo para chegar ao saber.

Enquanto o estudante se engana e vive o seu engano perde um tempo que jamais será capaz de recuperar, pois como todos sabem , o tempo é a única moeda de valor de que dispomos na vida.


O que leva um estudante a iludir-se em relação ao que precisa saber – e não sabe – é a vaidade. Não precisa nem ser a vaidade de saber tudo, mas a pequena vaidade de parecer saber mais do que o seu colega.

E é por trás desta vaidade que se cometem os maiores erros e as maiores injustiças do homem em relação aos outros homens.

A vaidade tenta tornar o não saber na grande virtude dos que detem alguma parcela de poder sobre os demais.

Ela se torna perigosa quando é exercida por alguém que tenha comando sobre os demais.
Há uma máxima lusitana que diz:

Se queres conhecer o mau, dai-lhe o pau.

O mano militari é grande argumento de quem não tem argumento.

A percepção de que o seu vizinho, seu amigo, seu colega demonstra mais segurança e competência diante da mesma situação é traumática para quem se dá conta de sua inferioridade.

E chega ao mais bem dotado – quando ele percebe como a sua performance afeta o inferioriizado – como uma surpresa desagradável.

No caminho do saber saber é preciso estar preparado tanto para a constatação da superioridade quanto a da inferioridade.

Mais ainda quando se avança nas outras colunas da educação.Saber fazer, fazer saber e fazer fazer, como fases da vida têm de estar sempre baseadas na mais obstinada busca da verdade inconstestável diante de uma mente aberta ao debate, mas firmemente apoiada ... no trivium e quadrivium, ou na sua evolução.

Um fato que passa despercebido tal como a nossa respiração e os nossos batimentos cardíacos é que todos nós homens e mulheres vivos neste momento possuimos – todos nós – a mais magnificente massa de matéria do universo tal como o conhecemos: o cérebro.
Não é apenas o cérebro de um Einstein, ou de um outro grande gênio reconhecido por todos.


Mas, qualquer cérebro, que tem a capacidade de receber, organizar e conservar dados que irão superar com muita sobra todas as necessidades de uma vida inteira.

Isaac Asimov, o mais completo decifrador e explicador de tudo o que existe e de tudo o que não existe, escreveu literalmente sobre tudo. Se fosse parar numa viagem pelo tempo em Atenas do 5º século a.C. seria entronizado ao Olimpo como o Deus a ser invejado por todos os deuses.

E a grande pergunta não feita ao estudar a evolução das espécies seria para quê?

Só com o potencial desperdiçado dos cérebros de todos combinados poderíamos criar milhões de outros mundos.

Vamos especular bem simploriamente.

O jacaré “evoluiu” com a sua mandíbula e seus dentes para poder ser de fato um jacaré.

Ele ataca, morde, dilacera e engole -sem muitos recursos para o animal atacado - as proteínas para alimentar-se todos os dias.

Nem a boca do jacaré, nem o seu couro, nem sua capacidade de nadar silenciosamente, nem seu olfato nada disto ele tem em excesso. O jacaré evoluiu para a sua auto-suficência e só.

Jacarés servem exatamente para serem jacarés.



Os homens no entanto têm em excesso o bem mais precioso que ao longo de suas vidas os conduzirão pelos quatro pilares da educação saibam eles disto ou não.

Se nos comparássemos a automóveis seríamos todos carros de fórmula 1, com tração das quatro rodas, capazes de navegar pelos mares, de levantar voo, de mergulhar, de acomodar quantos passageiros que fosse preciso e no entanto nos vemos como calhambeques cheios de limitações, no máximo como fuscas envenenados.

Esta metáfora exagerada ainda fica devendo. O cérebro é muito mais do que qualquer descrição que possa ser feita a seu respeito.



Volto ao tema mais tarde, mas deixo aqui um fato histórico para incentivar a sua imaginação:

Galileu Galilei provocou a revolução mais radical na história da Humanidade.

Galileu tirou a Terra do centro do Universo e a colocou com um planeta do sol.

Literalmente Galileu tirou o homem do centro do Universo e o tornou um simples habitante da Terra.

A Igreja que baseava muitos de seus eninamentos no conceito de céu físico, com um Deus criador de todas as coisas que tinha o seu filho sentado à direita ficou tão abalada que o prendeu.

Nunca havia pensado mais profundamente nesta coragem suprema de Galileu ao dedcidir confrontar-se com o mundo inteiro – já que o Mundo era a Europa e suas universidades.

A Idade Média, ou os anos sombrios da evolução do saber é inteiramente redimida pela simples presença de um único estudante bem formado. E confiante em sua formação.

Toda a ousadia de Galileu que escapou da fogueira por um triz foi sustentada por um documento preciso na Gramática, na Lógica e na Retórica.

Vou buscar esta defesa de Galileu de sua teoria heliocêntrica para comprovar ser ela a maior evidência do sucesso do trivium e do quadrivium...




segunda-feira, 2 de julho de 2012

A questão da vocação e como ela pode ser compatibilizada pelos anos de estudo...



Uma alma contente deve ter esta expressão...



Tenho nestes últimos dias dedicado muita atenção ao que ensinamos e aprendemos, especialmente na Universidade.

O Roberto Pio Borges da Cunha, meu filho, também com 30 anos menos do que eu, escreveu um texto compartilhado aqui no Almanaque do Pio.

A carreira universitária só se justifica pelo prazer
Roberto Pio Borges da Cunha – Psicologia, Botafogo.



Vivemos em um mundo regido pela instabilidade: em crise de identidade, países, religiões, famílias, indivíduos foram levados a uma permanente transformação que ninguém sabe quando e como terminará.

Diante de tantas mudanças, a universidade foi contestada em 68 pelos estudantes em Paris e, nas décadas seguintes, pelo mercado, em quase todo mundo.

E a universidade se adaptou: tornou a sala de aula menos formal, firmou parcerias com a iniciativa privada com o fim de obter mais recursos para pesquisa, introduziu a tecnologia no ensino.

Aproximou-se das demandas do mercado, ao buscar formar profissionais e produzir pesquisas fundamentais para a sociedade. Afirmou-se como um espaço de reflexão sobre as transições do mundo.

Mas, em sua essência, continua a exigir longos anos de dedicação, seja de quem estuda, seja de quem pesquisa, sem garantias, além do diploma ao final.

O melhor dos estudantes, atento aos professores e aos livros, nas horas vagas, assiste palestras, dedica-se a cursos extracurriculares. Contudo, em seu íntimo, carrega a dúvida: “No final, com o diploma na mão, terá valido à pena? Conseguirei conquistar meu espaço no mundo? E se, ao terminar a faculdade, nada disso tiver qualquer importância?”.


A resposta, quase sempre, é que haverá espaço para os que se entregam totalmente e acumulam conhecimentos que, no turbilhão do cotidiano, poucos têm. “Quem se dedica, chega lá!”.

Pode ser, mas não há instituição que ofereça sucesso garantido ou o seu tempo de volta. Justamente o valor mais precioso em todas as épocas, e o que se tornou ainda mais fugidio atualmente, não pode ser reposto.

Muito pior do que perder dinheiro é perder os dias que passam.

Frente a tantas incertezas, a carreira universitária só se justifica pela paixão do estudante pelo que é ensinado. É a garantia do momento vivido. O instante em que não se deseja estar em nenhum outro lugar, seja a cama acolhedora em seu sono e sonhos reparadores, a praia mais que perfeita da primavera, ou o próprio mercado de trabalho, com seus ideais de conquista.

Inspirados em Epicuro, cada aluno deve justificar sua carreira acadêmica pelo prazer que obtém a cada minuto que aprende, que reflete, que pesquisa.

E será o prazer sincero, que o qualificará futuramente como profissional, não, necessariamente, dos que recebem maiores salários, mas dos poucos que transitam pela vida com a alma contente.

Fiquei muito feliz com esta ideia do Roberto de buscar uma alma contente.



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sambaquis submersos, sambalá há mais de 8000 anos e o aquecimento global ocorreu sem que se pudesse apontar um único culpado... E tudo continuará assim.






Sambaquis são amontoados de conchas e demais detritos de tribos que habitavam as costas do Brasil de 10 000 a uns 8 000 anos antes de nosso tempo.

Estes povos não mantiveram qualquer relação com os índios que dominavam as costas do Brasil quando os portugueses chegaram por volta dos 1500.

As muitas tribos mais pacíficas como as que receberam Cabral e Pero Vaz Caminha na Bahia ou mais guerreiras como os tupiniquins que pretendiam comer Hans Staden na Baía da Ilha Grande já eram descendentes das etnias que haviam liquidado os povos dos sambaquis, há pelo menos uns 2 000 anos.

A sustentabilidade foi o tema do Rio + 20 e um dos pontos chave discutidos em vários foros foi a ameaça a todos os povos pelo efeito estufa.



O efeito estufa é o aquecimento da temperatura média da Terra provocando um derretimento do gelo do Ártico e da Antártida levando o nível dos oceanos subir de pouco a pouco nos próximos 100 anos invadindo as cidades marítimas de todo o mundo, inclusive a nossa São Sebastião do Rio de Janeiro que ficaria com um mar pelo menos 2 metros acima do nível atual.


Troço muito chato mesmo, pois toda a beleza de nosso litoral – para citar apenas o nosso – iria perder muito de sua graça com ondas quebrando nas ruas, entre os Edifícios que fatalmente teriam de ir abaixo.

Aqui e em todas as cidades litorâneas do mundo.





Até 11 000 anos havia na terra um era glacial em que os gelos do polo norte quase iam até a Florida n os EUA. Em Itu em São Paulo havia uma imensa geleira cujas marcas estão nas pedras expostas de uma encosta por lá.

Tudo era muito frio e ao mesmo tempo este frio todo fazia o mar bem mais raso do que os mares de hoje.

A Austrália era ligada diretamente à Nova Guiné e a Tasmânia era parte da Austrália.

O estreito de Bhering era uma língua de terra tão larga que por ela muitos e muitos povos da Ásia passaram a pé para a área que mais tarde seria as Américas, espalhando-se pelo continente de norte a sul.

No nosso flash de vida, que poucas vezes supera 100 anos, não estamos preparados para pensar em 10 000 anos, ou 8 000 anos como pouco tempo. No entanto 10 000 anos é um instantinho na vida da Terra.

Há 10 000 anos os nossos avós começaram a desenvolver a agricultura com rigor e o desejo de colher safras após safras para alimentar a sua gente, e trataram de fundir o cobre e o estanho para produzir peças de bronze para ajudar a cada tribo defender as suas colheitas dos vizinhos sem habilidades agrícolas.

Que faziam todos os esforços para beneficiarem-se do que não tinham tido o trabalho de plantar.

Dentre a turma que estava no que seria o Brasil estava o povo dos sambaquis.



Por alguma razão impossível de serem explicadas hoje estes povos produziam os seus lixões – jogando lá tudo o que não servia para comer – em gigantescos montes repletos de carbonato de cálcio, restos de conchas e de ossos que foram ficando por lá, lado a lado com as choças de suas tribos.

Todos os povos dos sambaquis viviam à beira mar.

Iam para o mar e traziam dele todos os peixes e todos os moluscos para alimentar suas tribos.

E continuariam a fazer isto indefinidamente se não tivessem a sua maneira de viver perturbada por agentes externos.
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Os indígenas guerreiros de tribos mais fortes do interior que começaram a matar e a comer os povos dos sambaquis da mesma forma que os Neandertais foram sendo trucidados pelos homo sapiens na Europa.

E o outro motivo foi a subida do nível do mar – pouco a pouco, ano após ano – que desmontava as tradições desta convivência de homens e marés há tantos milhares de anos.



E o mar subiu muito por pelo menos uns 1 000 anos, inundando tribos e inundando sambaquis dos quais há hoje oito claramente identificados em Cananéia em São Paulo.

Os sambaquis que eram longe do mar foram inundados por marés cada vez mais altas até que foram submergidos continuamente pelo mar.

Para serem descobertos por pesquisadores da USP há algumas décadas em expedições arqueológicas submarinas. Das quais há duas imagens neste post.

Há 10 000 anos havia menos de 20 milhões de seres humanos na Terra, mas havia basicamente o mesmo número de vulcões hoje existentes.

Vulcão não tem compromisso com horários: entra em erupção quando as lavas impulsionadas pelos movimentos internos de nosso planeta vivo as empurram para fora com grande força, uma força milhões de vezes mais poderosas do que a ação de todos os homens primitivos e de todos os homens atuais coordenados – sem isto fosse possível – para encher o ar de massa ígnea e poeira cuja presença na atmosfera mudava o clima na terra, não por alguns dias, mas até por séculos seguidos.


Estas reações terráqueas mudavam o clima, faziam subir ou descer o nível dos mares, permitiam ou não que as tribos cuidassem da sua agricultura e da criação de animais para conservarem-se vivos.




E no território que vivia a ser o Brasil há 8 000 anos o mar subiu e provocou mudanças profundas na vida repetitiva do povo dos sambaquis.

Basta encarar o nascer e o por de sol no Rio de Janeiro que será possível conquistar mais um ativista da sustentabilidade.

À pergunta se qualquer pessoa faria qualquer sacrifício para preservar toda aquela beleza não há uma pessoa sequer que se colocasse a favor da destruição de qualquer percentual mínimo que fosse de tanta beleza.

Só que nada do que eu possa fazer e do que nós possamos fazer impedira a subida das águas se for esta a programação da Terra. Nossa ação será também incapaz de promover qualquer outra mudança no clima da Terra.

Nem eu, nem ninguém vamos, em função desta realidade antecipada pelos cientistas sérios, deixar de cuidar de seu meio ambiente.

Desde o consumo excessivo de água, desde evitar o desperdício de alimentos, desde cuidar das plantas, do reflorestamento, da proteção dos rios e dos lagos.

Mas, de minha parte faço isto – e sempre fiz – não por temer o peso das leis já escritas e que venham a ser escritas. Mas por achar que será muito melhor viver num mundo mais parecido com o que me agrada.

Mas em nenhum momento vou me sentir como um paladino para salvar a humanidade, pois lamento informar já tenho informações suficientes para não acreditar nas afirmações dos que me asseguram que somos nós – esta raça humana tão fraquinha – que vai fazer qualquer diferença.

Alguém lembra que chegou a ser considerada como “verdade científica” a afirmação de que os gases das vacas holandesas afetavam a camada de ozônio?