quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

TERRA? O ALMANAQUE SUGERE QUE VOCÊ ADOTE OUTRO NOME PARA O NOSSO PLANETA: V I D A





Faça de conta que esta é a primeira vez que você vê a Terra exatamente como ela é


Aqui estamos nós dois: você que lê este texto e eu.

Se você gosta de milagres e não tem paciência para suspense peço a sua atenção para este fato: nós somos muito maiores do que qualquer milagre que você possa imaginar.

Você é a maior invenção que poderia ser imaginada por alguém.

Estamos, nós dois, na Terra, um belíssimo corpo celeste, geminado com uma Lua grandona . Terra e Lua giram em torno do Sol, que mantem com a Terra as seguintes relações:

O Sol tem um diâmetro médio "oficial" de 1.392.000km, ou 109 vezes o diâmetro da Terra.

Em volume, ele tem 1.295.029 vezes o volume da Terra.

A massa aceita para o Sol é de 1,9891*10^30 kg, ou 333.400 vezes a massa da Terra.

As proporções entre o Sol, a Terra e os demais planetas está demonstrada na ilustração que faz parte deste post.

A Terra não passa de um ponto junto às dimensões do Sol e até de outros planetas como Júpiter e Saturno.


O Sol comanda um sistema solar com planetas que vão até Plutão que deixou de ser considerado um planeta, mas que está a uma distância 200 vezes maior do Sol do que a Terra.

Estamos a apenas 8 minutos/luz do sol. Ou seja se o Sol explodir só vamos tomar conhecimento disto 8 minutos depois.

O Sol e o seu sistema solar faz parte de uma Galáxia – a Via Láctea - que mede 100 000 anos luz de largura por 25 000 anos luz de espessura.

Nesta Galáxia existem 100 000 000 000 – cem bilhões – de estrelas como Sol. Em algumas delas – são tantas – existe indicação da existência de planetas como é a Terra.

Numa avaliação publicada no dia 9 de janeiro nos jornais há na nossa Galáxia 17 bilhões de planetas com dimensões similares às da Terra girando em torno de estrelas similares ao Sol onde poderia haver vida como a nossa.

Só que por estarem estes planetas demasiado próximos aos seus sois, a água não poderia estar em estado líquido, uma barreira difícil de ser superada por espécies vivas, como temos por aqui.

Nós dois, portanto, estamos num planeta do Sol no meio desta vastidão cósmica que por ser medida em bilhões é quase inimaginável.

Uma certeza que podemos ter - em meio a estes bilhões todos - é a nossa humana insignificância em termos de massa em relação à massa da Terra.

Todos os seres humanos se fossem juntados pesariam cerca de 500 milhões de toneladas.

Se se construísse uma caixa com 2 quilômetros de altura, por 2 quilômetros de largura e com 2 quilômetros de profundidade e um grande sacana quisesse e tivesse poder para isto, poderia juntar os 7 bilhões de homens e mulheres – causando-nos uma morte inevitável – e nos acomodarmos neste grande cubo. Deixando lugar vago para muitas outras espécies de animais numa arco de Noé às avessas.

Lá estaríamos todos com os nossos corpos e as nossas mentes, com os nossos conhecimentos e a nossa ainda maior ignorância.

Mas, a nossa Galáxia, que já definimos tão grande, não é TODO o Universo.

É apenas uma parte dele, milhões de vezes menor do que outras Galáxias que já descobrimos ao longo dos nossos poucos anos de existência no que dizemos ser o Céu.

E como a nossa Galáxia, a nossa Via Láctea, com seus 100 000 anos luz de largura
e seus 25 000 anos luz de espessura há mais de 100 bilhões de Galáxias identificadas.

O Hubble, o mais poderoso telescópio fabricado pelo homem e instalado como um satélite na órbita terrestre fotografou numa exposição de semanas apontado num canto escuro do Universo o objeto mais distante já identificado.

Ele está a 47 bilhões de anos luz distante da Terra!!!


Se 100 000 anos luz já extrapola a nossa capacidade de imaginar imagine alguma coisa – maior do que a nossa Galáxia – que esteja a 47 bilhões de anos luz de distância...

Se esta Galáxia distante explodir, virar um dragão, mudar de cor só poderíamos saber destas mudanças 47 bilhões de anos depois...

Vamos nós especular um pouquinho:

Pessoas como nós, ao longo dos últimos 3 000 anos começaram a olhar para o Céu e foram capazes de descobrir com precisão cada vez maior todas as coisas que foram ditas até agora neste post.

Os gregos antigos, há uns 2 500 anos, cuja imagem nos parece ser de um bando descompromissado e alegre de gente dedicada a falar sobre tudo antes da palavra ciência ter sido adotada conseguiram :

1) determinar o tamanho da lua

2) calcular o tamanho do Sol

3) chegar às dimensões da Terra

4) abrir as cabeças de todos para as grandes questões e para as grandes dúvidas que incentivaram as descobertas feitas ao longo de pouco mais de 3 000 anos.


Em um post anterior aqui do Almanaque desejei realizações pessoais e felicidades para você leitor e para os 7 bilhões de passageiros como nós deste planeta .

Sugeri nele que buscássemos as nossas realizações no presente, já que o futuro sempre foi muito incerto, e o passado já passou e a ele não podemos voltar.


Acredito que depois disto tenha tido uma inspiração divina ao olhar para uma estante de livros em casa e me deparar com o “Asimov – Guide to Science 1 The Physical Sciences” edição da Penguin de 1985, que “pedia” como se fosse um ponto de exclamação , para consultá-lo.

DIANTE DE QUALQUER DÚVIDA SUA NÃO HESITE: VÁ VER O QUE O ASIMOV TEM A DIZER SOBRE AQUILO

Issac Asimov escreveu sobre tudo o que possa interessar a quem se interessa por algum tema.

Com precisão, conhecimento e graça. Tudo o que ele escreveu é muito bom.

Como um exemplo disto estou olhando um outro livro dele com umas 1500 páginas que comprova a afirmação sobre a riqueza trazida a pela leitura de seus livros.

Asimov’s Guide to Shakespeare” . Nada de ciências exatas, mas a visão de um cientista e pensador sobre um autor que revolucionou o mundo tendo muito poucas fontes de pesquisa disponíveis .

Todos – aceite a minha dica – temos de ter muito cuidado com o acesso a muita informação sobre qualquer tema: é o tipo da coisa anticlimática conhecer tudo sobre qualquer tema.

Um exemplo bem ilustrativo nos é dado pelos – que me desculpem todos os devotos deste credo – conhecedores profundos dos vinhos.

A menos que você seja um deles que dorme e acorda pensando e degustando vinhos, usando as suas outras horas para ler e visitar os locais onde são cultivadas uvas e preparados vinhos seus conhecimentos sempre serão insuficientes , até para dizer se um vinho está bom ou não.

Se for exigido que explique a sua avaliação e ela for feita diante de um destes experts será impossível você tirar uma nota maior do que zero.

Portanto um conhecedor profundo de vinhos abdica do simples prazer de saborear uma taça da bebida. Troca este prazer pela análise proporcionada por suas bem educadas papilas gustativas, combinadas a seu olfato e a sua visão num laboratório sofisticadíssimo controlado por uma cabeça técnica, e cada vez mais técnica.

O prazer “normal” dos bebedores de vinho é substituído por outros prazeres que se tornam incompreensíveis para as pessoas normais e inocentes em relação à enologia.

Peço licença para ilustrar os males deste conhecimento absoluto de qualquer assunto com outro exemplo: os possuidores de ”ouvidos absolutos”.

Aquelas pessoas que ao ouvirem uma gravação conseguem identificar onde foi realizada gravada, qual a marca do piano, as condições de gravação ( temperatura da sala, etc.) e a partir daí a julgar os momentos perfeitos e as falhas eventuais do concertista que ninguém mais no mundo é capaz de identificar.

Asimov conseguiu ser o “ouvido absoluto” sobre todos os temas que escreveu tendo conseguido ser também o transmissor absoluto nos textos por ele criados.

Com apenas três anos de idade deixou a Rússia e emigrou para os Estados Unidos. O ano de 1923 explica a decisão de seus pais judeus deixarem a terra natal em busca de seu sonho de liberdade na América.

A viagem foi proveitosa para eles e para toda a Humanidade: Asimov prosseguiu na sua busca pelos segredos do Universo formando-se em bioquímica , tornando-se professor nesta matéria e mergulhando em todos os demais campos do conhecimento.

Asimov do mesmo modo que escreveu mais de 500 livros demonstra no livro que tenho nas minhas mãos, como Shakespeare foi capaz de escrever todo o seu trabalho com segurança e talento movido apenas pela necessidade de ganhar o seu sustento em exibições no “Globe Theatre”, em Londres.

Em momento algum ele deve ter-se imaginado um “clássico” em formação...

Asimov foi o mais prolífico autor de livros, artigos e conferências sobre todas as ciências, todas as culturas, e um genial escritor de ficção científica em que o “I Robot” de 1957 tem destaque especial.

Digite Asimov e busque na Wikepedia o que há sobre sua vida e obra e constate que na área não científica ele escreveu Guias sobre a Bíblia , sobre compositores populares, obras que demandariam anos de atenção para serem escritas e que valorizariam qualquer intelectual. E Asimov escreveu não só sobre aqueles temas “menores” como escreveu sobre tudo o que ali está listado.

Decidi reler o livro sobre as ciências físicas de Asimov para buscar nele uma harmonização entre os nossos votos de sucesso para todos e o ambiente em que estas realizações pessoais teria de ocorrer: a nossa Terra.

Desejamos coisas boas para parentes e amigos por que sabemos muito bem haver muita gente vivendo e morrendo pelas razões as mais diversas.

Muita gente é e está dedicada a matar gente. Muito mais gente é dedicada a buscar uma harmonização na conduta humana para possibilitar a nossa evolução contínua.

Os primeiros podem ser classificados como a turma do mal e os segundos em que estamos incluídos você e eu formam a turma do bem.

Tem gente que se suicida enfatizando a sua disposição de deixar de viver ao arrastar consigo mais pessoas que em seu julgamento não precisam estar vivos.

Entender a motivação dos nossos irmãos humanos sempre foi o maior desafio de todas as civilizações.

Há uma premissa – dogmática, que não precisa ser comprovada - e por isto mesmo não enunciada e sequer cogitada quando enviamos mensagens e desejamos sucesso para todos na Terra.

Este dogma é que somos os donos da Terra.

Pedimos que os deuses ouçam as demandas de todos e na medida do possível atendam os seus pedidos.

Se tivermos uma formação esotérica vamos procurar identificar conjunções e alinhamentos de planetas com constelações em busca de correlações com o firmamento que nossa mãe poderia ter visto na hora de nosso nascimento.

Este conhecimento para os esotéricos é a própria essência da vida!!!


A infinitésima insignificância da Terra e de todos os homens nela existentes em relação ao universo torna ainda mais surpreendentemente arrogante este posicionamento das pessoas esotéricas.

Não se trata, como no passado antes de Kepler, Copérnico e Galileu da Terra ter de ser vista como CENTRO do Universo.

Quem assume o papel de centro de tudo é a própria pessoa: o Universo gira em torno de mim. O que talvez não seja uma má ideia...

Olhe mais uma vez para a foto da Terra na abertura deste post:

Faça de contas que está vendo este tipo de fotografia pela primeira vez. O primeiro satélite artificial foi lançado há pouco tempo. Até o fim dos anos 50 do século passado esta visão fantástica era impossível ser colhida.

O primeiro homem a vê-la foi o russo Gagarin que se tornou famoso com a declaração de que a Terra era azul.

Nada pode ser mais belo no universo. Do ponto de vista humano.

O único ponto de vista que pode existir já que até agora apesar de todos estes bilhões de planetas na nossa Galáxia, passando por todos os bilhões e bilhões de planetas nas outras bilhões de Galáxias afastadas da nossa Galáxia não foi detectado qualquer sinal de vida. Nem falar de vida inteligente...

Vamos supor que numa outra Galáxia, ou na “nossa” mesmo, pudesse haver alguém pensando em buscar sinais de vida no imenso Universo visível a cada noite. E que esta pessoa tivesse criado, construído e operado um sistema de comunicação de potência quase que infinita e transmitisse sua mensagem apontando diretamente para a nossa Terra.

Se fizesse esta transmissão de um planeta nas imediações da estrela Próxima que está a apenas 4 anos luz da Terra ( e que não tem qualquer evidência de ter planetas próximos) a mensagem só nos chegaria 4 anos depois. Se disséssemos diante da mensagem que a recebemos seriam necessários outros 4 anos para completar um diálogo tão simples quanto :

- Alô !
- Quem fala!

E já teriam passado mais de 8 anos .

Imagine quando as distâncias estão na faixa dos 1000 anos luz, ou dos bilhões de anos luz?

Podemos viajar em velocidades maiores do que a da luz? Einstein iria rir de nós, mas a cada dia parece que isto possa acontecer. E se de fato pudéssemos viajar duas vezes mais rápido do que a luz?

Em vez de 4 anos a viagem entre a Terra e a estrela próxima necessitaria de dois anos...

Ao invés de 1 000 anos apenas 500 anos...

Detalhe relevante nesta altura do texto: este tipo de especulação por mais fantasiosa que seja só pode ser feita na nossa Terra por gente como você e eu.

Não é possível uma avaliação feita por bactérias - que são a forma de vida mais numerosa no nosso planeta - , nem avaliações feitas por árvores, golfinhos, macacos nem qualquer outro elemento vivo.

Só nós temos condições de avaliar e entender o que vemos na imagem da Terra ou em qualquer imagem especulativa.

Sobre alimentação ou reprodução, só a realidade tangível leva outras espécies a agir. A informação escrita, ou ilustrada sobre aquela realidade não leva um cachorro a imaginar um osso. Para ele só o osso mesmo interessa...

Na foto da Terra não vemos homens, nem animais, nem vegetais. O que vemos em belas cores é uma Terra azul em que a camada de atmosfera que nos permite viver e respirar se apresenta como um manto brilhante e cheio de nuvens até a uns 30 ou 40 quilômetros acima da superfície. Algo que só se percebe quando se está bem perto da Terra.

Vemos mares e oceanos em tantos lugares que seria até justificada a mudança do nome do planeta para Água já que ao olhar para ele o que se vê é muita água. Apenas um terço da superfície da Terra é de terra!

Em alguns pontos da Terra, mesmo em fotos de altas altitudes , vemos fumaça de vulcões e sinais de rios de lavas escorrendo por encostas de montanhas indicando que sob a superfície habitável pelas espécies vivas há uma grande massa ígnea.

Se esta massa fosse tomada em consideração pela extensão e pela presença sob as terras e sob os mares o planeta devia chamar-se de “Lava”. Lava encoberta, fora da visão direta, mas lava de qualquer jeito.

Não há lugar na Terra (ou na Água) em que se perfurarmos o solo não nos deparemos com uma massa ígnea líquida em busca de uma oportunidade para chegar à superfície.

No entanto , mesmo com esta presença global, há na Terra um outro elemento infinitamente mais importante e que por ser único supera a todos os outros para justificar o nome mais correto para o nosso planetinha:

Vida.

Na Wikipédia há uma curta definição de vida:

A vida (do latim vita)] é um conceito muito amplo e admite diversas definições.

Pode-se referir ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte; ao espaço de tempo entre a concepção e a morte de um organismo a condição de uma entidade que nasceu e ainda não morreu; e aquilo que faz com que um ser vivo esteja vivo.

Metafisicamente, a vida é um processo contínuo de relacionamentos]


Vida abrange todas as formas de vida. Desde a sujeira que “aparece” no lixo às algas espalhadas por todos os mares gerando a maior parte do oxigênio da nossa atmosfera.

Vida também está nas bactérias que fazem de nós (seres humanos) bem sucedidas colônias com bilhões delas. Agora mesmo são alguns bilhões destas bactérias que estão possibilitando a absorção do café da manhã que tomei há poucos minutos.

As bactérias não apenas estão em nós. As bactérias têm em nós as mais bem sucedidas de suas colônias. Se um cientista de ficção decidisse fabricar um homem, usando uma receita como a de um bolo, teria de incluir nela de saída bilhões de bactérias para acrescentar na hora certa.

Sem bactérias não há vida. Humana, animal ou vegetal. A bactéria é a vida em constante evolução, indo além da morte de seus hospedeiros. Morre o hospedeiro e elas tratam de buscar outros hospedeiros sem chorar a perda.

Por isto, num simples ser humano, temos uma síntese criteriosamente organizada de todo o Universo.

Ao examinar nos detalhes mínimos um homem podemos entender o Universo nele residente.

É incrível como Protágoras 400 anos antes de Cristo chegou a uma conclusão semelhante.

Ele se tornou marcante ao dizer que O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são."


E em cada ser humano do gênio do bem ao pior escroque encontramos a massa mais sofisticada de matéria viva, o único local em que o universo em toda a sua grandiosidade se manifesta do nascimento à morte: o nosso cérebro.

Não foi sem razão que na Bíblia a descoberta da razão – que por uma série de motivos que não veem ao caso – houve um pecado original, representado por Eva e pela serpente maldosa.

A punição por este pecado foi a punição divina de expulsar Adão e Eva do paraíso.

Não foi a maçã. O grande pecado – o tabu - foi a consciência da dúvida contínua e da vontade irresistível de esclarecê-la sem parar que nos tirou do paraíso e nos colocou diante dos desafios do Universo. O grande Universo sem começo nem fim.

Há mais de 2500 anos outro filósofo, Thales de Mileto, reconhecido como um sábio foi confrontado pelos sofistas, um grupo de pessoas dedicada a questionar todas as verdades, para que ele – Thales – do alto da sua sabedoria respondesse 9 perguntas que se seguem:

Ficou registrada a "entrevista" de um sofista que desejava confundi-lo com perguntas para as quais todos tinham uma tendência de enrolar o entrevistador.

Veja a seguir as respostas de Tales - de pronto sem tempo para pensar mais - às perguntas do indigitado sofista:

1 - Qual é a coisa mais antiga?
- Deus, porque sempre tem existido.


Comentário do Almanaque: Notar que Thales não falou em deuses, mas em Deus dando a ele uma dimensão universal bem mais sofisticada do que as belas histórias relacionadas com os deuses do Olimpo, todos eles representantes dos homens e de suas reações;

2 - Qual é a coisa mais formosa?
- O Universo, porque é obra de Deus.


Ao olharmos para o céu à noite compartilhamos com Thales a mesma visão que ele tinha há 2500 anos. O pouco que podia ser visto limitava-se (e limita-se hoje) a uns 6 000 pontos de luz. Ao dar atenção ao que via Thales teve uma precisa percepção do que era o Universo. Sem usar para isto qualquer instrumento .


3 - Qual é a maior de todas as coisas?
- O Espaço, porque contém todo o Criador.


Thales teve a certeza de que o Espaço visto por ele era tudo o que podia existir.


4 - Qual é a coisa mais constante?
- A esperança, porque permanece no homem depois que ele haja perdido tudo o mais.


Humanamente Thales abordou a grande força que promove a melhoria da vida e impulsiona as pessoas para buscar o que lhes desafia todos os dias.


5 - Qual é a melhor de todas as coisas?
- A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.


A virtude, não as virtudes. A virtude é única e abrangente, não comporta exceções ou análises de caso a caso. A virtude só existe quando é integral.


6 - Qual é a coisa mais rápida de todas as coisas?
- O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo.


Estamos nos dois neste Almanaque nos aventurando a pontos tão remotos do Universo cuja distância podia ser suspeitada por Thales, mas ele sabia que a única forma de explorar o que havia no Universo era pensamento sem nem precisar imaginar e medir a velocidade da luz. O pensamento era mais veloz.


7 - Qual é a mais forte de todas as coisas?
- A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.


O repto e a réplica o mecanismo que promoveu todas as mudanças no gênero humano foi definido em poucas palavras por Thales, antecipando toda a história do mundo futuro.

8 - Qual é a mais fácil de todas as coisas?
- Dar conselhos


Em Mileto, hoje na Turquia e na Grécia onde tantas pessoas inteligentes se reuniam e debatiam todos os remas dar conselhos absolutamente adequados era uma atividade de todos. E que gerou todo um vocabulário que varou os milênios e será usado por nós para sempre.

Na 9ª pergunta Tales demonstrou mais do que nas outras oito o seu entendimento do que era, e seria o homem enquanto existisse:

9 - Qual é a mais difícil de todas as coisas?
- Conhecer a si mesmo.


A mente dos seres humanos e as suas interações com as mentes dos outros seres humanos é o maior desafio com que nos deparamos. Somos limitados por esta dúvida e incentivados por ela todos os dias de nossas vidas.


E NÓS DIANTE DO MUNDO E DE NOSSOS VOTOS DE SUCESSO EM 2013?

Mais de dois milênios depois de Thales ter dado estas respostas a sua verdade se torna tão apurada como o melhor vinho que pudesse sobreviver por milênios em suas garrafas.

Daí o fascínio de nos depararmos com um pensador como Issac Asimov.

Tudo o que sabemos, e o Asimov nos informa , derivou de uma particularidade humana –também presente em outras espécies – mas que em nós supera todas as demais: a curiosidade para saber o que há no mundo que não está diante de nós.

Por quê o sol nasce e por quê o sol se põe? O que é o tempo? O que nos faz saudáveis? Como dizer as coisas para pessoas que não estão alcance de nossa voz? Como explicar tudo o que existe? Ou possa existir?


Chegamos a Deus antes de descobrirmos exatamente o que era a Terra em que estávamos vivendo. Descobrimos a Lua e o Sol – o que eram e qual a sua função – antes de estabelecermos uma “justa” ocupação dos territórios das várias partes do planeta.

Descobrimos a inteligência antes de estabelecermos regulamentos (Leis) que impedissem o domínio absoluto de uns sobre outros.

Outra noção tão antiga quanto a humanidade e registrada por todas as civilizações é a do pecado.

Pecados são os atos , as omissões, os pensamentos e as palavras que se contrapõem ao bem estar e ao progresso do gênero humano. Dos pecados derivaram as Leis civis e das Leis derivaram as sociedades humanas.

Desde das tribos que ainda hoje não forjam os metais em suas aldeias nas selvas brasileiras até os professores doutores das mais afamadas Universidades do mundo.

Tabus são os pecados máximos. E existência de tabus em todas as sociedades humanas independentes entre si nos revela a sua adequação e sua validade milenar.

Os votos de felicidades e de sucesso permutados pelas pessoas no fim do ano são algo como o oposto aos tabus: são as bondades compartilhadas, são parte do esforço em prol da harmonia dos homens com o seu ambiente.

Mas, nos dois vamos concordar agora em alguns fatos essenciais.

1. Nós seres humanos, embora insignificantes em relação à massa da Terra, somos a mais elaborada criação da natureza, qualquer que seja a natureza.

2. Sempre para valorizarmos o bem será necessário haver o mal. Deus perde grande parte de seu sentido se não existisse o Demônio. O bem só é o bem por ser o oposto do mal.

3. Todas as coisas acontecem como resultantes de forças as mais contraditórias. A realidade é a resultante tangível diante de cada pessoa. Os objetivos iniciais de cada pessoa tornam-se realidades exatamente como devem ser pois a Vida não é isolada, ela se faz por uma sucessão de relacionamentos.

4. A Terra é esférica, o Universo a nossa volta é infinito jamais podemos ter uma visão preestabelecida em relação a coisa alguma. Devemos ouvir e reagir em função do que ouvimos, vemos, sentimos, prevemos para que a nossa resultante não seja viciada.

5. Somente 15% em média das pessoas faz isto e toma decisões. Mas estas pessoas pulverizadas pelo mundo são exatamente as pessoas que promovem o progresso. Gente assim também são os maiores vilões da humanidade, mas ao fim de um certo tempo (tempo certo) a sua vilania se consome e a resultante disto é sempre melhor para os demais seres humanos.

6. A liberdade individual é dentre as virtudes a mais preciosa. É obtida através de relacionamentos pessoais, relacionamento com escolas, com professores, com políticos, com os familiares mas só será verdadeiramente positivo se o sentido da liberdade estiver o tempo todo ativo e atento comandando as nossas reações.

7. A Vida é criação maior e a vida inteligente é o clube mais valorizado que poderia haver. Desde que você concorde com esta ideia. Pense que um carrinho de mão cheio de pedras só se transforma num carrinho de mão cheio de diamantes se você souber como fazer isto. O risco de usar aquelas pedras como entulho só pode ser superado pela nossa atenção constante.

Agora, sim. Felizes anos novos!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013 chega carregado de esperança. Melhor do que nunca!!!


Todos nós vivemos hoje com as nossas esperanças no futuro.
O fato é que não existe futuro, quando ele ocorre é presente!
Vivamos as melhores esperanças futuras como se fossem o nosso presente.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Nós - a turma do marketing - vivemos de fazer previsões e de buscar as suas confirmações na REALIDADE!!!


O ponto de interrogação foi a maior invenção gráfica. Somente quando o usamos podemos chegar a alguma conclusão.

Niels Bohr,disse um dia que "Previsões são muito difíceis, especialmente sobre o futuro..."

A frase é tão boa que para mim durante muito tempo parecia ser da autoria de Mark Twain, fazendo sarcasmo. Nunca poderia pensar no Bohr que era físico, mergulhado no estudo da física quântica que embora demonstrando o seu bom humor, falou com muita seriedade sobre esta questão de futuro.

Qualquer coisa que façamos ou empreendamos é uma atitude no presente que se projeta num futuro que antecipamos e que nos deverá ser favorável.


Fazer previsões é uma obsessão humana há milhares de anos. E as pessoas que fizeram previsões que se tornaram realidades ficaram para a História como sábios.

Os que erraram foram (ou serão) pouco a pouco deixados de lado.

Tales de Mileto, há 2600 anos, previu o primeiro eclipse solar para o dia seguinte, em 542 a.C. E como o eclipse ocorreu ganhou fama e prestígio e o primeiro lugar na lista dos 7 sábios da Grécia. E Tales pôde fazer muito mais, apoiado na fama de grande previsor e grande expositor de suas previsões.

Disse que a próxima safra de azeitonas seria um recorde, tratou de alugar todas as prensas de azeite da região e durante a safra a todo o azeite da região foi prensado pelo previsor que ia além das palavras.

No próximo dia 22 ou 23 de dezembro de acordo com os precisos matemáticos e astrônomos maias há a previsão de que o nosso mundo irá acabar.

Poucos acreditam nesta catástrofe, mas mesmo assim há milhares que estão preparados para enfrentar o anunciado fim do mundo.

EM QUE PREVISÕES SOBRE O SEU FUTURO VOCÈ TEM ACREDITADO?

Você poderia imaginar que a previsão de Stefan Zweig que nos anos 30 disse que o Brasil seria o país do futuro poderia estar se configurando agora em 2012?

O Domenico de Massi, que esteve no Brasil nos últimos dias, defendeu numa palestra na ESPM a que assisti que a maneira de ser do Brasil é o melhor exemplo a ser seguido - ou invejado - por todos os países do mundo.

Comparou o Brasil com "o resto do mundo" e nós nos saímos melhor (muito melhor) do que todos os demais. Tipo de "previsão" entusiasmante.

Uma sacanagem que fazem com os economistas dedicados a fazer previsões sobre os mercados é dizer que tanto eles quanto os meteorologistas se dedicam a fazer previsões sobre situações que podem ser sempre alteradas sem que nenhuma licença tenha de ser pedida a quem quer que seja.

E aí vem a sacanagem: Só que os meteorologistas podem sempre olhar pela janela...

E ver o que pode acontecer num futuro próximo, simplesmente olhando pela janela, quase ninguém pode fazer.

Há poucos meses houve uma infestação de lojas que vendiam sorvetes de iogurte. Todos acreditavam no sucesso de seu empreendimento. Em 2012 poucas destas lojas novas permaneceram abertas.

E como as iogurterias quantas outras atividades têm passado pelo mesmo processo?

Grande magazines históricos no Brasil foram à falência, grandes lideranças empresariais caíram do paraíso em que viviam substituídos por novos gênios de plantão que deveriam ter como UNICA CERTEZA que os tempos mudam sem qualquer compromisso com os sucessos passados do mesmo empreendedor.

Neste mundo mutante gente também muda radicalmente para entusiasmo de alguns seguidores de sua fase beta e imensa decepção dos "companheiros" de primeira hora que vêem o bom tempo cobrir-se de nuvens negras que só eles percebem.

Um dos primeiros presidentes de nossa república cunhou a frase "Confiar, desconfiando", que se fosse seguida talvez tornasse a vida menos prazerosa - pois a desconfiança tende a diminuir o entusiasmo seja pelo que for - mas ao desconfiarmos teríamos escapado das últimas grandes decepções que sofremos como povo.

O confiar, desconfiando por isto mesmo serve para tudo. Do marketing ao mercado. E com grande destaque para gente também.

Protágoras disse há alguns milênios de forma intrigante até hoje - e que poderá levar você a pensar por um bom tempo:

O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são."

sábado, 1 de dezembro de 2012

Vamos criar uma editoria de EVOLUÇÃO e termos Darwin como patrono?







Todo mundo fala sobre o tempo, mas ninguém faz nada à respeito - é uma frase de Mark Twain gozando a nossa tendência de discutimos muito e fazermos pouco. A proposta hoje é a criarmos uma editoria de EVOLUÇÃO e darmos a ela Darwin como patrono.

Se a existência mais do que comprovada que há vida na Terra - dê um beliscão no seu braço e veja como esta afirmação é um axioma, que dispensa ser provado - não custa nada dedicar um pouco de sua atenção à evolução das espécies.

O Irving Stone tem um livro "The Origin" dedicado ao Charles Darwin suas vida, suas curiosidades, suas pesquisas em volta ao mundo no "Beagle", suas descobertas, os ataques que sofreu e as consequências de seus achados.

O Darwin, ainda na faixa dos 20 anos, levantou um vespeiro quando entendeu e escreveu que as espécies na Terra passavam por um processo de evolução contínua há milhões de anos.

E o grande choque: que nós homens e os primatas macacos éramos no mínimo "primos" produtos da evolução de antepassados comuns.

E ele ainda não sabia de nada sobre DNA, e nem podia saber que entre os macacos e nós há poucos genes diferentes. O mundo caiu na cabeça dele que era sempre representado pelos caricaturistas como uma mistura de homem e macaco.

Darwin sofreu o mesmo que Kepler, Copérnico e Galileu - trezentos anos antes - quando comprovaram e escreveram que a terra não era o centro do universo, e muito menos do sistema solar. E revelarem que afinal de contas o nosso planetinha não era esta coisa toda.

Num dia você dorme com a certeza de estar no centro da criação, com estrelas e planetas girando em torno da sua "casa" e no outro você se depara com a "verdade" do planetinha menor girando em torno de uma estrela menor num sistema planetário menor.

Esta hipótese já havia sido esboçada pelos filósofos gregos - que só eram chamados de filósofos porque a palavra cientista só seria criada no século XIX - que por alguma força misteriosa chegaram até ao medir a sombra de uma vareta ao meio dia em Alexandria e em Atenas constataram que o sol só podia projetar sombras diferentes porque a superfície da terra era esférica.

E calcularam com poucos quilômetros de erro exatamente o tamanho da Terra, que ficou registrado e esquecido por alguns séculos.

Na Grécia antiga era muito mais interessante imaginar que o sol nascia todos os dias e era puxado numa carruagem de fogo em torno da Terra para o nosso prazer e desfrute, desde que os deuses de Júpiter a Hélio não fossem desrespeitados, etc.

No fim da Idade Média e no início da Renascença caímos do céu e nos vimos enfiados com os pés na lama da Terra, e tendo de refazer todo o nosso raciocínio da relação com Deus.Um choque muito maior talvez do que se aparecesse por aqui um extraterrestre ao vivo e a cores falando - e o pior - mandando que fizéssemos isto ou aquilo.

A maior descoberta desta revolução foi que não mais seria possível fixar limites para os pontos de interrogação surgidos em nosso cérebro.

Pensar, como ficou provado, dói e pode doer muito mais, para desassossego dos que dedicam as suas vidas a cumprir rotinas inteiramente previsíveis e sem espaço para olhar para os lados.

Novelas de televisão promovem este incomensurável prazer para milhões e milhões de pessoas que durante meses, durante algumas horas vivem intensamente as vidas de personagens incorporados às suas próprias vidas.

As pessoas desprendem-se de seu habitats familiares e mergulham intensamente nas vidas de outras pessoas, ganhando mais vida em suas vidas, quase vivendo a vida deles as sutilezas de suas interações com outras pessoas.

E isto é muito bom, pois novos hábitos (bons e maus) se incorporam às vidas monótonas a que estariam boa parte destes milhões condenados até o último suspiro.

A filosofia, a ciência e a religião ocupando a mente de milhares de pessoas têm mudado o mundo e a maneira da humanidade se comportar em sociedade num ritmo alucinante nos últimos anos.

Se antes isto era obtido apenas em escolas, universidades, seminários por meio de livros hoje se tornou também possível pelos novos meios de comunicação.

Passe por uma banca de jornais e veja o que há para ver no mundo.



Os editores vivem da atenção que despertam em possíveis compradores ao abordar os temas pelos quais cada um deles mais se interessa.

Se existissem bancas de jornais ao longo de todos os milênios da evolução humana e estas bancas fossem de tempos em tempos recobertas por lavas "preservadoras" das sociedades por elas recobertas (como é o caso único de Pompéia conservada pelas cinzas do Vesúvio em benefício da nossa curiosidade histórica)não haveria muito espaço para as dúvidas criadas e vividas pelos pesquisadores de hoje.

Tudo isto, que seja bem entendido, num faz de conta livre e como todos faz de conta impossível como os inventados por Monteiro Lobato no Sítio do Pica-pau Amarelo.

Teria de ter existido a imprensa, a liberdade de imprensa, e a reunião das publicações periódicas em lugares certos - bancas, banquinhas e bancôes em condição de serem recobertos pelas cinzas congelando aquele momento da história.

Vamos sair das bancas históricas e chegar às nossas.

Não há assunto que possa interessar a alguém que não esteja "coberto" por alguma publicação.

Vou chegar à Internet mais adiante, pois a abrangência infinita da Internet existiu a partir das abrangências localizadas durante mais de um século apenas nas bancas de jornais da Terra.

OHH REI DO NARIZ DE CERA ONDE ENTRA A EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES NESTA HISTÓRIA???


Aqui.

Sinta-se num grande restaurante em que são oferecidas todas as refeições do mundo.

Você vai ter de passar muito tempo percorrendo as páginas e mais páginas tendo de deixar de lado apenas as que despertam mais o seu apetite. Você vai ter de olhar os mais de 2 000 títulos que existem em média em todas as bancas.

Desde as revistas de notícia que oferecem a história em fatias temperadas pelos redatores até as revistas de celebridades onde você - juiz neutro e independente - vai entender o que torna uma pessoa uma celebridade cujos hábitos precisem ser compartilhados com todos está tudo lá a seu alcance.

Há as revistas ideológicas, religiosas, as que cobrem a filosofia, a psicologia , a história , as religiões mais diversas, as publicações sobre sexo, sobre reprodução, sobre educação, sobre viagens e entretenimento.

O que pode ser mostrado sobre viagens em veleiros em viagens em volta do mundo que interessem a quem faz estas viagens e aos zilhões de outros que querem apenas saber o que possa ocorrer nestas viagens?

A banca de jornais é o lugar onde, em poucas páginas, o mundinho do que você sabe se confronta com o mundo infinito do que você não sabe. Mas, que no entanto você pode saber.

Pode saber porque os jornalistas por definição em suas publicações dedicam-se a explicar todos os temas na medida de seus méritos para quer qualquer comprador entenda o que ali está publicado.

A banca não é a biblioteca nacional , nem muito menos a biblioteca do congresso dos Estados Unidos onde teoricamente estão conservadas todas as publicações sobre todos os temas. E naturalmente para chegar a lê-las seria preciso que cada leitor tivesse passado no vestibular do assunto abordado pelos livros.

Ler um livro sobre física quântica requer saber tudo sobre física, para poder entender como a física quântica desmonta o que você sabe e se presta a preparar uma revolução tipo terra centro do universo na sua cabeça.

Ler sobre física quântica numa revista comprada numa banca permite a você pelo menos se dar conta das dimensões da sua ignorância.

E o Darwin?

Ainda com vinte e poucos anos o Darwin conseguiu lugar num navio da marinha britânica para verificar in loco como as novas descobertas de fósseis e das várias eras geológicas estariam diretamente ligadas à nossa própria especie e como as espécies vivas existentes podiam estar relacionadas a todas as especies que as precederam.

Por suas origens religiosas Darwin deveria acreditar na versão das bíblias dos judeus e dos cristãos de que o mundo havias se iniciado por volta de 5 mil anos antes de Cristo com toda natureza formada (bichos, árvores e gente) sendo que nós homens tínhamos o privilégio de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus.

O Deus da Bíblia criou todo o mundo, mares, terras, e as estrelas do universo na mesma ocasião, ao longo de sete dias.

Desde Darwin e sua Origem das Espécies aconteceram coisas notáveis e surpreendentes. Criamos a civilização tal como a vemos reproduzida com nuances próprias em todos os cantos da Terra.

Viajamos ao espaço, inventamos medicamentos, descobrimos o que está por dentro dos átomos e mergulhamos em corpos celestes situados a milhões de anos luz da Terra.

Crescemos e nos multipicxamos até chegar a 7 bilhçoes de pessoas como nós.

MAS, DO MESMO MODO QUE VOCÊ NÃO PERCEBE QUE É A TERRA QUE GIRA EM TORNO DE SEU EIXO A CADA 24 HORAS, FAZENDO O SOL NASCER E SE POR A CADA DIA, VOCÊ NÃO PERCEBE QUALQUER EVOLUÇÃO DA NOSSA ESPÉCIE.

OU PERCEBE?

Se fosse colocado em julgamento este tema pela Internet com uma pergunta como :

Você acha que a humanidade está evoluindo ou regredindo? Sim ou Não

É quase certo que a voz da maioria seria pela involução da nossa espécie.

Os argumentos em favor das falhas humanas estão todos os dias no noticiário, assim como os motivos da evolução também estão.

Há um antigo ensinamento dos jornalistas que em português diz: Boas Notícias são Não Notícias , ou em inglês "Good news are no news!"

Seu problema e o meu problema: nós não podemos ver a Terra como um lugar distante com o qual não temos qualquer relação mais próxima.

A Terra em que a nossa espécie deveria seguir a teoria da evolução do Darwin é a ÚNICA que nós temos.

Portanto - diante desta evidência que torna todas as teorias como coisas menores - cabe a nós cuidar da observação cuidadosa da nossa evolução.

Em primeiro lugar da nossa própria e pessoal evolução, sob todos os pontos de vista.

Cuidadosamente registrada. Em seguida da evolução de nossa cidade, de nossa região, de nosso meio ambiente.

Mais adiante de nosso país e dos outros países.

Nos jornais há editorias para uma infinidade de temas, dos esportes passando passandom pela economia e tendo na política o foco principal dos editores.

Vou procurar criar no Almanaque a editoria da Evolução e ver se conseguiremos juntos dar vida a ela.

Você topa?





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O mistério das antipatias e dos amores à primeira vista. Melhor acreditar que existem!

Antes ao abordar aqui no Almanaque o tema dos campos magnéticos e sua influência sobre nós levou a alguns leitores a desconfiarem da minha sanidade mental.
Vou juntar mais lenha a esta fogueira.
1. Ao fazer um eletrocardiograma, um dos testes mais simples da medicina, o doutor nos cola eletrodos em lugares diversos, liga a máquina (cada vez mais simples) e de imediato são registradas linhas diversas no papel que sai dela.

Toda aquela tecnologia serve para verificar se os nossos impulsos elétricos – tal como se nos fossemos peixes elétricos – estão dentro dos padrões para... manter a nossa vida sem sustos pelos próximos dias.

2. Esta mesma mensuração elétrica é feita no cérebro (eletro encefalograma) que vai medir nesta grande bateria que temos na cabeça se estamos ou não estamos dentro dos padrões esperados.

3. E poderia ser feita em todos os órgãos de nossos corpos.

Há muito mais à medir partindo destas simples evidências de ações elétricas geradas por nós mesmos e que há já algumas décadas estão sendo registradas e cada vez mais entendidas pelos médicos com o apoio dos engenheiros.

Estas observações servem de conforto para justificar atitudes minhas e de pessoas mais ligadas à mim em relação a pessoas que percebemos de cara que são extremamente negativas.

As ondas elétricas, ou eletromagnéticas, emitidas por eles e por nós não se coadunam, antes mesmo que possamos trocar alguma palavra. Pode ser amor à primeira vista ou vontade de que aquela pessoa não existisse se pudéssemos fazer isto apenas piscando os olhos.

É natural que seja assim pela simples necessidade do contraditório para que a vida valha a pena.



“Se todos fossem iguais a você...que maravilha viver...”


Muito bonito mas, ainda mais assustador.

Diante da uniformidade de admirações e rejeições a humanidade não teria muitas chances de viver e de sobreviver.

Por isto, mesmo depois de ter percebido – meio tardiamente – este fato, aconselho que você como eu se alegre quando encontra um avesso do avesso do avesso de você.

Há tanto a aprender com ele (ou com ela) quanto o que você irá gozar com gente cheia de sintonias com suas ideias.

Os políticos mais canalhas não devem ser simplesmente deletados sem ler. Entender o que eles defendem, as canalhices de que vivem, as explicações que dão vão fazer você mais forte.


É preciso não temer as suas reações viscerais tanto as negativas quanto as positivas.
Você nem ninguém é perfeito e em ambos os casos poderá ter grandes decepções, mas as decepções são lições para aprimorar a sua sintonia magnética.

Pena é que esta sintonia magnética-humana- visceral vá se aprimorando com a idade.

Melhor que seja assim, do que se não fosse em momento algum.

Não é de se estranhar que povos “primitivos” com pouco ou nenhum conhecimento científico sejam tão obcecados por sensações de que se defendem com amuletos, rezas e cuidados impossíveis de serem explicados racionalmente.

E dava certo. Quando menino Djanira, uma antiga empregada da família, vinda do Espírito Santo, costumava me benzer com matinhos num ritual de poucos minutos para me proteger contra olho grosso.

E eu não tinha do que me queixar na vida. As coisas darem certo passou a ser para mim, criança, a situação sempre esperada. Era bom demais e só não era ainda melhor porque não associava a benzedura da Djanira com os bons resultados.

Se associasse poderia ser muito ruim. Pois esta “indulgência plenária” talvez se transformasse numa perigosa arrogância diante da vida.

Ao escrever isto hoje fiquei com saudades da Djanira.

Gostaria de ganhar a força extra da sua proteção magnética milhares de vezes mais eficaz do que as armaduras que aparecem em filmes de ficção científica.

Vou recorrer às minhas memórias para estender a validade daquelas benzeduras para a data atual e também para pedir as Djanira que a estenda a todos que acreditem nestas coisas quer disse aqui hoje.


Conselho que sempre vale a pena seguir, enquanto isto : ame seus inimigos e transforme a suas energias negativas em recarga para as suas baterias!!!



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Barack ou Romney? O que você entende sobre isto? E informações é que não faltam...








Em qual dos dois você votaria conscientemente?





Primeiro as coisas lá de fora e mais urgentes: O que será melhor para os Estados Unidos, o Barack ou o Mitt?

Em seguida, o que será melhor para o Brasil; melhor que os americanos elejam o Barack ou que eles elejam o Mitt?

E para o mundo? Mitt ou Barack?


Não há como negar as simpatias da maioria dos brasileiros pelo Barack, mas qual é a sua certeza de que estas simpatias não surgiram devido a um bem sucedido processo de comunicação de marketing?

Numa visão de “marciano” que nunca tenha estado na terra e fosse muito capacitado a entender qualquer coisa analisando apenas os fatos, é quase certo que ele diria que o Romney é mais representativo do povo norte-americano é do que o Barack.

E as pesquisas eleitorais um dia antes da eleição mostram este impasse do povo que tem a possibilidade de eleger um ou outro.

Convido você agora a mudar o foco das nossas dúvidas, vamos deixar os Estados Unidos de lado e vamos imaginar que haverá eleição para síndico de um grande condomínio de luxo em sua cidade: Como definir a quem você - que não mora lá, nem é vizinho - deve preferir?

O Zé ou Juca?

Um deles torce pelo Flamengo o outro pelo Fluminense. Você nunca esteve com nenhum dos dois, e só soube de suas torcidas porque leu uma notinha no jornal do bairro.

Aqui você pode dizer: tanto faz quem seja o eleito - com absoluta confiança e certeza . Tanto faz mesmo.

Vamos mudar o cenário novamente:

Você acompanhou meio entusiasmado a “primavera árabe” iniciada na Tunísia onde um camelô entrou no couro e acabou se matando depois de ter sofrido por uma violência policial. Coisa "normal" por lá já era a regra desde sempre.

Esta violência Transformou-se num rastilho de pólvora de desenho animado que saiu explodindo barris pelas margens do Mediterrâneo mudando governos “estáveis” que mandavam em seus respectivos países por dezenas de anos, sem qualquer contestação maior visível pelo resto do mundo.

Estranho, não é?


Todos nós brasileiros temos alguma relação com os árabes que eram chamados de mouros em Portugal.

Temos uma extensa herança cultural árabe – palavras como álcool, álgebra, revelam parte da nossa herança moura fruto da ocupação por eles da península ibérica por 800 anos, Isto ocorreu há quase 1000 anos...

Os portugueses foram “árabes” por 300 anos a mais do que o Brasil passou a existir. Um bocado de tempo.

Olhe para um português e identifique nele traços mouros, afinal eles estiveram em Portugal por 800 anosa. Não é sem razão que em geral nos damos bem com “turcos” – sírios, libaneses, palestinos, turcos , mesmo – que chegaram por aqui nos últimos 100 anos.

Mas, a não ser por estas aproximações históricas poucos brasileiros têm relações mais emocionais com os muçulmanos. Antes destes últimos acontecimentos havia uma marcha de Carnaval em que “Alá, meu bom Alá, manda água para IoIô, manda água pra Iaiá” levantava os foliões sem qualquer temor de reações de islamitas mais radicais.

Quando a “primavera árabe” surgiu já nos chegou simpática pelo bom nome e pela certeza de que finalmente estes caras deveriam fazer alguma coisa contra os ditadores (eleitos ou não) que mandavam naqueles países pouco se importando com o que acontecia com seus povos.

Qualquer pessoa bem formada não podia ser a favor dos Kadafis, dos Mubarack, do cara da Tunísia, do Iemen, da Arábias saudita, e de quem mais aparecesse na lista dos árabes malévolos.

Mas, como na eleição dos síndicos do condomínio de luxo, usado como exemplo no início deste texto, nem eu, nem você, nem ninguém que não estivesse envolvido nos países sabia como separar sem hesitações os mocinhos dos bandidos.

Quem garantiu o sustento dos egípcios que passaram semanas e semanas na praça Tahir?

Se você fosse para as ruas todos os dias o seu salário seria pago no fim do mês?

Nem se soube na ocasião exatamente contra quem protestavam: o Mubarack representava as forças armadas. Tinha sido piloto de caça e estava no poder há uns 30 anos...

Quando finalmente foi posto para fora foi substituído pelas... forças armadas
.

Seria como se trocássemos aqui um governo cheio de corruptos e mensaleiros representando por uma pessoa, e em seu lugar instalássemos a junta superior de seu mesmo partido.

Um absurdo, não é?

Mas, o que nós temos a ver com isto?

Eles que são “árabes” que se entendam, seria uma boa resposta.

Só tem que você e todos os que torceram pela “primavera árabe” deveriam acrescentar a seu vestuário um nariz vermelho de palhaço.

E o melhor é que ficassem com ele definitivamente na sua cara.

Sabe porquê?

Por que tudo o que acontece no mundo e nos chega incessantemente pela Internet, tvs, jornais e revistas é uma visão unilateral de alguém. Como dizia o detetive Hercule Poirot da Agatha Christie sempre fica faltando responder a uma pergunta chave : a quem interessa o crime?

Quanto mais distante de nossa realidade, mais difícil julgar sobre os interesses subjacentes a todas estas notícias. Pior ainda é se ver compelido a assumir partidos.

Quer mais algumas evidências?

Quem tem razão nesta questão das ilhas disputadas numa guerrinha – ainda diplomática – entre a China e o Japão?


E quem tem mais razão os russos que prenderam as mocinhas do conjunto “que desrespeita as leis russas” ou o mundo inteiro que quer vê-las livres continuando a fazer o que faziam? Aliás,. Você sabe o que elas faziam?

Há publicações a que você pode recorrer para tentar entender mais profundamente estas questões. Mas se fizer isto corre o risco de se tornar um chato irrecorrível.

Um papai sabe tudo que terá de entrar em conflito com todos que venham comentar alguma notícia, especialmente aquelas mais garantidas por uma áurea de politicamente corretas.

E para quê você precisa saber estas coisas?

Curta a sua vida em vez disto. Carpem diem! Isto não quer dizer que você se transforme num idiota completo que não consegue localizar o Brasil num mapa, nem saber de que lado fica a Ásia ou a Oceania. Ou onde é Moçambique ou com quem a Síria tem fronteiras.

Mas, a conclusão dura é que para ser um habitante da Terra “profissional” é aconselhável ter muito mais entendimento do que o obtido “apenas” pelos meios habituais de comunicação.

Há uma publicação chamada “Facts on File” que pode ajudar a você entender o mundo pelo menos umas 100 vezes mais do que qualquer pessoa “comum”.

Hoje, além da informação impressa ou transmitida em cada número, a referência precisa daquele mesmo assunto em números anteriores.

Qualquer notícia pela necessidade da informação abrangente e neutra cita a informação anterior e dá acesso a ela.

Os serviços de espionagem do mundo inteiro seriam bem mais confiáveis a seus governos se todos assinassem o “Facts on File” e agissem em função disto...

Há outros serviços destes, mas o citado aqui serve apenas para comprovar como o volume crescente de informações apenas nos ajuda a saber menos sobre o que de fato está ocorrendo.

Pena que não haja um “Facts on File” para o Brasil, para a sua cidade, para o seu bairro. Mesmo por que isto seria impossível.

O que é possível é você jamais abdicar de seu interesse em buscar a verdade por trás das notícias.


E de imediato botar para escanteio as pessoas, autoridades, políticos e jornalistas que tentem enganar você, tornando o nariz vermelho palhaço parte de sua apresentação no dia-a-dia , mesmo que as outras pessoas nem sempre percebam o nariz em sua cara.

Hoje, no dia da eleição nos EUA, às 17 horas, tenho a impressão que o OBAMA vai ganhar...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Veja Bem!...




Você está VENDO uma linha diagonal que só existe em seu cérebro. Esta "falha" aparente está em todos os nossos sentidos. O cinema, por exemplo, é a sucessão de imagens paradas, vistas rapidamente sem nos darmos conta disto...





Veja Bem!...


O nosso sentido mais ativo, pois começa a funcionar quando acordamos e só entra em repouso quando dormimos, não funciona como um robô com a função única de nos mostrar o mundo à nossa volta.

A visão - que sempre queremos ter nítida e precisa - vai além do que o olho enxerga.

Sabemos que o nosso instrumento óptico captura as imagens e as envia invertidas para o cérebro que além de nos permitir interpretá-las não invertidas já começa a fazer uma espécie de photoshop nelas.


A ilustração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul demonstra como as informações captadas pelos sentidos chegam ao cérebro. E o cérebro comanda as nossas reações,

Diante da imagem da abertura não há quem não enxergue uma linha diagonal separando as barras horizontais.

Na verdade esta linha é colocada ali pela lógica da visão. E não adianta não querer aceitá-la , pois é impossível racionalmente não querermos ver a linha diagonal. Ela é tecnicamente um contorno cognitivo. Uma linha imaginada e visualizada por nós, mesmo não existindo.

A visão é um sentido mais valorizado do que o tato, ou olfato, daí o choque ao constatarmos uma “falha” tão evidente nele. Mas, ilusões ocorrem em todos os outros sentidos isoladamente ou em conjunto nos levando a ter ilusões de percepção muito mais chocantes do que uma curiosa ilusão de óptica.

Errar é humano, já era um dito dos romanos que através do Direito Romano influenciaram a todos os povos da Europa na construção de suas leis.

As Leis por mais dedicadas à prevenção de todos os crimes e delitos sempre deixam espaços para a introdução de “ilusões de justiça” .

Os advogados dedicam-se a encontrar estas brechas legais e buscam criar a imagem mais favorável a seus clientes na interpretação das leis.

O crime pode parecer indefensável, mas sempre é possível apresentar argumentos que tornam as penas aplicadas a quem os comete mais leves.

Se admitimos a nossa falha evidente diante do que vemos com os próprios olhos, não mantemos esta atitude humilde em relação a outras falhas.


Admitimos que as ilusões de óptica nos levam a ver o que não existe. Mas, não admitimos que sejamos tão falhos em relação a outros juízos.

No seu “Discurso sobre o Método” Descartes faz ironia em relação ao bom senso , algo de que todas as pessoas se julgam altamente dotadas.

Todos se sentem capacitados a avaliar – pelo simples exame – o que é mais certo, ou mais errado.

Diz Descartes que há uma certeza tão extensa desta autossuficiência em relação ao bom senso que ninguém reza ou pede aos céus que lhes conceda mais bom senso. Pedem mais riquezas, mais felicidade, mais amor, mais garantias mas, em relação a bom senso não há pedidos a serem feitos.

Na religião católica há uma infinidade de santos dedicados a ajudar os fiéis diante de todos os problemas da vida, casamentos (Sto. Antônio), causas desesperadas (Sta. Edwiges), visão (Sta. Luzia) e assim por diante, mas não há um único santo ou santa comprometida em dar mais bom senso ao fiéis.

E a vida na Terra não ajuda muito a ter bom senso a partir da mera observação do que ocorre à nossa volta. Desde as coisas mais simples às mais complexas.

Nós todos vemos o sol nascer todos os dias no leste e o vemos se por no oeste.


Chegar à conclusão que o nascer e o por de sol são ilusões foi um dos grandes desafios para os seres humanos que resolveram contar esta história para os seus contemporâneos.

O Universo não girava à nossa volta. Ao contrário, a Terra era um planetinha menor que graças a Deus foi capaz de hospedar organismos vivos.

Pensantes como nós que somos bem mais pensantes do que outros organismos vivos “inteligentes” como os golfinhos, os macacos e os papagaios capazes de falar com perfeição qualquer língua humana...

A razão deste texto é – como enunciei com a imagem da ilusão de óptica – pedir a sua atenção para as suas possíveis falhas despercebidas por você no seu dia-a-dia.

Assim como existem as ilusões de óptica há a hipnose.

Há hipnose individual e há hipnose coletiva.


Um hipnotizado enrijecido sem perceber podendo servir de assento ao hipnotizador


Um hipnotizador pode dedicar-se a uma pessoa e promovendo o desligamento de seus sentidos fazê-la sentir um frio congelante, ou tornar o seu corpo tão rígido como uma tábua.

Quem aceita ser hipnotizado pode ter o seu corpo apoiado pela nuca numa cadeira e os pés por outra cadeira. E ficar tão rígido que o hipnotizador pode sentar-se sobre a sua barriga como poderia sentar-se numa tábua com absoluta segurança.

Um camelô do passado era um usuário da hipnose para vender aos transeuntes os seus produtos.

Antes de tudo criava algo inusitado para levar os passantes a pararem diante de sua banquinha.

Em seguida fazia uma demonstração precisa e fascinante sobre um benefício que não podia fazer parte das necessidades das pessoas em geral.Era algo surpreendente.

Demonstrava como com uma pequena peça de plástico era possível descargar verduras, cortá-las com precisão, montar pratos atraentes mesmo para quem jamais comesse verduras, e comprovar que aquilo tudo podia ser feito em um minuto ou dois.

Em seguida anunciava o preço absurdamente baixo daquele prodígio e já o oferecia para seus assistentes (disfarçados como transeuntes) e neste momento anunciava que além daquele produto, vendido por um preço tão reduzido, o comprador ainda recebia de graça um ou dois outros que podiam ser um abridor de latas, ou uma colher de medidas tudo isto colocado em cada saco de papel onde estava o produto principal.


Ficou hipnotizado?

A compra era o final de um processo hipnótico coletivo aprimorado a cada nova apresentação.

Hoje em 2012 não há grandes camelôs pelas esquinas das nossas cidades, os herdeiros de suas qualidades estão nos canais de televisão de vendas diretas, com restrições a seu desempenho, pois é preciso respeitar o Código de Defesa do Consumidor.

Mas, o efeito hipnótico do camelô não evoluiu apenas para os canais de venda direta.

Foi também visitado e inspirou os melhores profissionais da publicidade na criação de comerciais concebidos para obter reações positivas de outros telespectadores.

O mesmo ocorre com as malas diretas, e-mails, ligações telefônicas, mensagens no painel dos celulares e ...nas falas dos políticos.

O objetivo deste texto é fazer você se dar conta das prováveis falhas de seu bom senso e passar a olhar para tudo o que aqui foi dito para não se deixar levar sem questionamentos internos firmes em relação a qualquer coisa que desejem lhe propor.

Peço também a sua atenção para a lógica de convencimento trazida pela Amazon a seus clientes.

No momento em que o site da Amazon identifica você como cliente apresenta alguns produtos que pessoas que se interessaram pelo que você se interessou estão comprando.

Imagine um camelô com memória infinita que receba você numa loja e sem pestanejar diga exatamente a mesma coisa para você. Ele obterá o seu envolvimento imediato – quase hipnótico.

Novas vendas derivam deste “serviço” de informações alimentado pela mais sofisticada tecnologia da informação, pois ao identificar você como cliente a Amazon comparou o seu histórico de compras com mais de 100 milhões de outros clientes instantaneamente.

Quanto mais livros diferentes eu compre, mais profunda será a pesquisa para atender ao tipo de interesse que eu e meus semelhantes temos. Melhores serão as minhas compras futuras, melhor será o meu acesso a informações que me farão cada vez mais aprimorado no tipo de informação que valorizo.Melhores serão os negócios da Amazon.

Prestar atenção no que ocorre à sua volta sempre trará bons resultados. Fará você perceber ilusões de óptica antes de acreditar... piamente... nelas.